No fim de Outubro, quando a campanha do Outubro Rosa se fecha, a Associação Cabo-verdiana de Luta Contra o Cancro volta a lembrar que a doença se combate antes de chegar tarde demais. O seu presidente, José Benvindo Lopes, fala de um país onde a distância, o custo e os mitos ainda separam muitas pessoas do diagnóstico precoce, que na maioria dos casos é a diferença entre a cura e a perda. Os números que apresenta são projeções e não contagens recentes, o que diz muito sobre o caminho que ainda falta percorrer na medição do problema.
ACLCC alerta para prevenção e diagnóstico precoce do cancro em Cabo Verde
Não queremos diagnosticar o cancro na fase avançada
O que a associação fez ao longo de Outubro, afinal?
Palestras e rastreios nas ilhas do Fogo e da Brava, visitas a doentes oncológicos, e no fim a marcha de sensibilização, que fechou a campanha do Outubro Rosa.
E qual é a mensagem central?
Diagnosticar cedo. José Benvindo Lopes diz que, na maioria dos casos, o cancro detectado na fase inicial tem cura.
Essa frase é dele, uma convicção de quem trabalha na área. A reportagem não traz estatísticas de cura para Cabo Verde.
E os números de casos?
Fala de 60 a 70 novos casos anuais de cancro da mama, com base em projecções do GloboCan.
Repare que é uma projecção. O próprio presidente admite que a associação não tem os dados mais actualizados e compilados. Não sabemos quantos casos houve realmente.
Ele aponta causas para o aumento de casos?
Aponta hábitos de vida: sedentarismo, má alimentação, álcool, tabaco. E diz que há casos em pessoas mais jovens.
Mas diz que esses factores "podem" estar na origem. É a perspectiva dele, não uma conclusão demonstrada na peça. Também não há números sobre o aumento.
E o que trava o diagnóstico precoce?
O acesso aos cuidados e aos meios de diagnóstico, as limitações geográficas e financeiras, e os mitos e tabus.
Il Polso
- A marcha da ACLCC encerrou um mês de palestras e rastreios nas ilhas do Fogo e da Brava, reunindo a atenção sobre o cancro da mama, do colo do útero e da próstata.
- O cancro da mama segue como um dos que mais matam mulheres, enquanto a próstata lidera a mortalidade oncológica entre os homens.
- Barreiras geográficas, financeiras e mitos culturais continuam a atrasar o rastreio e o diagnóstico, deixando doentes a chegar aos serviços em fase avançada.
- A associação alerta para a falta de dados atualizados, o que torna difícil medir o tamanho real do problema e orientar respostas com precisão.
No fim de Outubro, quando a campanha do Outubro Rosa se fecha, a Associação Cabo-verdiana de Luta Contra o Cancro volta a lembrar que a doença se combate antes de chegar tarde demais. O seu presidente, José Benvindo Lopes, fala de um país onde a distância, o custo e os mitos ainda separam muitas pessoas do diagnóstico precoce, que na maioria dos casos é a diferença entre a cura e a perda. Os números que apresenta são projeções e não contagens recentes, o que diz muito sobre o caminho que ainda falta percorrer na medição do problema.
No último dia de Outubro, a Associação Cabo-verdiana de Luta Contra o Cancro (ACLCC) fechou a campanha do Outubro Rosa com uma marcha de sensibilização. O presidente, José Benvindo Lopes, aproveitou o momento para falar à Inforpress e deixar um apelo: a prevenção e o diagnóstico precoce fazem toda a diferença, num país onde chegar aos serviços de saúde ainda é um desafio.
Ao longo do mês, a associação realizou palestras e rastreios nas ilhas do Fogo e da Brava e visitou doentes oncológicos. O cancro da mama continua a matar mulheres em Cabo Verde, e entre os homens o cancro da próstata é a principal causa de mortalidade oncológica. Segundo projeções do GloboCan, surgem entre 60 e 70 novos casos de cancro da mama por ano, mas a associação admite não ter dados recentes e compilados que confirmem estes números.
A população, diz Lopes, está cada vez mais consciente, mas os obstáculos mantêm-se: acesso aos cuidados, meios de diagnóstico, distâncias, custos e tabus. Deixou uma mensagem às mulheres para observarem regularmente as mamas e procurarem os serviços de saúde perante qualquer sinal suspeito. Fechado o Outubro Rosa, as barreiras continuam por resolver.
No último dia de Outubro, a Associação Cabo-verdiana de Luta Contra o Cancro (ACLCC) fechou o mês da campanha “Outubro Rosa” com uma marcha de sensibilização para a prevenção do cancro. À margem da iniciativa, o presidente da associação, José Benvindo Lopes, falou à Inforpress e deixou um alerta: a prevenção e o diagnóstico precoce são decisivos, num país onde o acesso aos serviços de saúde continua a ser um desafio no combate à doença.
Segundo José Benvindo Lopes, a marcha teve como objectivo chamar a atenção da população para as medidas preventivas contra o cancro da mama, do colo do útero e da próstata, bem como de outros tipos de cancro. A caminhada foi o ponto final de um mês de trabalho. Ao longo de Outubro, a associação promoveu palestras e rastreios nas ilhas do Fogo e da Brava, e fez visitas a doentes oncológicos.
Sobre a situação da doença no país, o presidente da ACLCC afirmou que o cancro da mama continua a ser um dos que mais afectam e matam mulheres em Cabo Verde. Entre os homens, o cancro da próstata é a principal causa de cancro e de mortalidade oncológica.
Quanto a números, José Benvindo Lopes apoiou-se em projecções do GloboCan, segundo as quais Cabo Verde regista, todos os anos, entre 60 e 70 novos casos de cancro da mama. Fez, no entanto, uma ressalva: neste momento, a associação não dispõe dos dados mais actualizados e compilados, pelo que a cifra deve ser lida como projecção e não como contagem recente.
O responsável referiu também que estes cancros são mais frequentes em homens com mais de 40 anos, no caso da próstata, e em mulheres acima dos 50 anos. Mas têm sido observados casos em faixas etárias mais jovens. Na sua perspectiva, hábitos e estilos de vida podem estar na origem do aumento de casos: sedentarismo, alimentação desequilibrada, falta de exercício físico, consumo de álcool e tabagismo.
Para José Benvindo Lopes, a população cabo-verdiana está cada vez mais sensibilizada para o problema, fruto das acções da associação. Mas persistem obstáculos: o acesso aos cuidados de saúde e aos meios de diagnóstico, as limitações geográficas e financeiras e os mitos e tabus que dificultam a prevenção e o diagnóstico precoce. “Não queremos diagnosticar o cancro na fase avançada. Queremos diagnosticá-lo na fase inicial, porque, na maioria dos casos, quando é detectado precocemente, tem cura”, afirmou.
Deixou ainda uma mensagem às mulheres: que estejam atentas à saúde das mamas e observem-nas com regularidade, para identificar alterações como caroços, retrações ou saída de líquido. Sempre que surjam dúvidas ou sinais suspeitos, recomendou, devem procurar os serviços de saúde.
Fechado o Outubro Rosa, ficam por resolver as barreiras que a própria associação identifica, e a falta de dados actualizados que permitam medir com rigor o tamanho do problema.
Citazioni salienti
Não queremos diagnosticar o cancro na fase avançada. Queremos diagnosticá-lo na fase inicial, porque, na maioria dos casos, quando é detectado precocemente, tem cura.— José Benvindo Lopes, presidente da ACLCC