ACLCC alerta para prevenção e diagnóstico precoce do cancro em Cabo Verde

O cancro da mama causa mortes entre mulheres em Cabo Verde, e o da próstata é a principal causa de mortalidade oncológica entre homens.
Não queremos diagnosticar o cancro na fase avançada
José Benvindo Lopes, presidente da ACLCC, defende o diagnóstico na fase inicial da doença.
Mark

O que a associação fez ao longo de Outubro, afinal?

Mimi

Palestras e rastreios nas ilhas do Fogo e da Brava, visitas a doentes oncológicos, e no fim a marcha de sensibilização, que fechou a campanha do Outubro Rosa.

Mark

E qual é a mensagem central?

Mimi

Diagnosticar cedo. José Benvindo Lopes diz que, na maioria dos casos, o cancro detectado na fase inicial tem cura.

Luke

Essa frase é dele, uma convicção de quem trabalha na área. A reportagem não traz estatísticas de cura para Cabo Verde.

Mark

E os números de casos?

Mimi

Fala de 60 a 70 novos casos anuais de cancro da mama, com base em projecções do GloboCan.

Luke

Repare que é uma projecção. O próprio presidente admite que a associação não tem os dados mais actualizados e compilados. Não sabemos quantos casos houve realmente.

Mark

Ele aponta causas para o aumento de casos?

Mimi

Aponta hábitos de vida: sedentarismo, má alimentação, álcool, tabaco. E diz que há casos em pessoas mais jovens.

Luke

Mas diz que esses factores "podem" estar na origem. É a perspectiva dele, não uma conclusão demonstrada na peça. Também não há números sobre o aumento.

Mark

E o que trava o diagnóstico precoce?

Mimi

O acesso aos cuidados e aos meios de diagnóstico, as limitações geográficas e financeiras, e os mitos e tabus.

  • A marcha da ACLCC encerrou um mês de palestras e rastreios nas ilhas do Fogo e da Brava, reunindo a atenção sobre o cancro da mama, do colo do útero e da próstata.
  • O cancro da mama segue como um dos que mais matam mulheres, enquanto a próstata lidera a mortalidade oncológica entre os homens.
  • Barreiras geográficas, financeiras e mitos culturais continuam a atrasar o rastreio e o diagnóstico, deixando doentes a chegar aos serviços em fase avançada.
  • A associação alerta para a falta de dados atualizados, o que torna difícil medir o tamanho real do problema e orientar respostas com precisão.

No fim de Outubro, quando a campanha do Outubro Rosa se fecha, a Associação Cabo-verdiana de Luta Contra o Cancro volta a lembrar que a doença se combate antes de chegar tarde demais. O seu presidente, José Benvindo Lopes, fala de um país onde a distância, o custo e os mitos ainda separam muitas pessoas do diagnóstico precoce, que na maioria dos casos é a diferença entre a cura e a perda. Os números que apresenta são projeções e não contagens recentes, o que diz muito sobre o caminho que ainda falta percorrer na medição do problema.

No último dia de Outubro, a Associação Cabo-verdiana de Luta Contra o Cancro (ACLCC) fechou a campanha do Outubro Rosa com uma marcha de sensibilização. O presidente, José Benvindo Lopes, aproveitou o momento para falar à Inforpress e deixar um apelo: a prevenção e o diagnóstico precoce fazem toda a diferença, num país onde chegar aos serviços de saúde ainda é um desafio.

Ao longo do mês, a associação realizou palestras e rastreios nas ilhas do Fogo e da Brava e visitou doentes oncológicos. O cancro da mama continua a matar mulheres em Cabo Verde, e entre os homens o cancro da próstata é a principal causa de mortalidade oncológica. Segundo projeções do GloboCan, surgem entre 60 e 70 novos casos de cancro da mama por ano, mas a associação admite não ter dados recentes e compilados que confirmem estes números.

A população, diz Lopes, está cada vez mais consciente, mas os obstáculos mantêm-se: acesso aos cuidados, meios de diagnóstico, distâncias, custos e tabus. Deixou uma mensagem às mulheres para observarem regularmente as mamas e procurarem os serviços de saúde perante qualquer sinal suspeito. Fechado o Outubro Rosa, as barreiras continuam por resolver.

No último dia de Outubro, a Associação Cabo-verdiana de Luta Contra o Cancro (ACLCC) fechou o mês da campanha “Outubro Rosa” com uma marcha de sensibilização para a prevenção do cancro. À margem da iniciativa, o presidente da associação, José Benvindo Lopes, falou à Inforpress e deixou um alerta: a prevenção e o diagnóstico precoce são decisivos, num país onde o acesso aos serviços de saúde continua a ser um desafio no combate à doença.

Segundo José Benvindo Lopes, a marcha teve como objectivo chamar a atenção da população para as medidas preventivas contra o cancro da mama, do colo do útero e da próstata, bem como de outros tipos de cancro. A caminhada foi o ponto final de um mês de trabalho. Ao longo de Outubro, a associação promoveu palestras e rastreios nas ilhas do Fogo e da Brava, e fez visitas a doentes oncológicos.

Sobre a situação da doença no país, o presidente da ACLCC afirmou que o cancro da mama continua a ser um dos que mais afectam e matam mulheres em Cabo Verde. Entre os homens, o cancro da próstata é a principal causa de cancro e de mortalidade oncológica.

Quanto a números, José Benvindo Lopes apoiou-se em projecções do GloboCan, segundo as quais Cabo Verde regista, todos os anos, entre 60 e 70 novos casos de cancro da mama. Fez, no entanto, uma ressalva: neste momento, a associação não dispõe dos dados mais actualizados e compilados, pelo que a cifra deve ser lida como projecção e não como contagem recente.

O responsável referiu também que estes cancros são mais frequentes em homens com mais de 40 anos, no caso da próstata, e em mulheres acima dos 50 anos. Mas têm sido observados casos em faixas etárias mais jovens. Na sua perspectiva, hábitos e estilos de vida podem estar na origem do aumento de casos: sedentarismo, alimentação desequilibrada, falta de exercício físico, consumo de álcool e tabagismo.

Para José Benvindo Lopes, a população cabo-verdiana está cada vez mais sensibilizada para o problema, fruto das acções da associação. Mas persistem obstáculos: o acesso aos cuidados de saúde e aos meios de diagnóstico, as limitações geográficas e financeiras e os mitos e tabus que dificultam a prevenção e o diagnóstico precoce. “Não queremos diagnosticar o cancro na fase avançada. Queremos diagnosticá-lo na fase inicial, porque, na maioria dos casos, quando é detectado precocemente, tem cura”, afirmou.

Deixou ainda uma mensagem às mulheres: que estejam atentas à saúde das mamas e observem-nas com regularidade, para identificar alterações como caroços, retrações ou saída de líquido. Sempre que surjam dúvidas ou sinais suspeitos, recomendou, devem procurar os serviços de saúde.

Fechado o Outubro Rosa, ficam por resolver as barreiras que a própria associação identifica, e a falta de dados actualizados que permitam medir com rigor o tamanho do problema.

Não queremos diagnosticar o cancro na fase avançada. Queremos diagnosticá-lo na fase inicial, porque, na maioria dos casos, quando é detectado precocemente, tem cura.
— José Benvindo Lopes, presidente da ACLCC
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