Em laboratório, camundongos abstinentes revelaram algo que a intuição clínica ainda não havia confirmado biologicamente: parar de beber pode, paradoxalmente, preparar o cérebro para um consumo mais compulsivo no futuro. Pesquisadores identificaram uma região cerebral — o BNST — que se acende com intensidade crescente durante a abstinência, antes mesmo que qualquer recaída ocorra, sugerindo que a vulnerabilidade não começa no momento do retorno ao álcool, mas muito antes. Essa descoberta, ainda em fase animal, aponta para uma lacuna profunda no modo como a medicina compreende e trata o transtor
Abstinência de álcool pode aumentar risco de consumo compulsivo, aponta estudo
Milhões de americanos com transtorno por uso de álcool carecem de tratamento adequado, com mortes relacionadas ao álcool sendo 4,5 vezes maiores que as por opioides em 2024.
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