Abigail Cowen revela bullying por cabelo ruivo: "Estava convencida de que era feia"

A atriz sofreu bullying escolar severo por sua aparência física, levando-a a estudar em casa e impactando sua autoconfiança durante a adolescência.
O que me fazia diferente era o que me tornava especial
Cowen reflete sobre como descobriu valor em si mesma através das aulas de atuação durante a adolescência.

Há histórias em que a ferida e o dom habitam o mesmo lugar. Abigail Cowen, protagonista de Fate: A Saga Winx, cresceu na Flórida convencida de que seus cabelos ruivos a tornavam feia — uma crença alimentada diariamente pelo bullying escolar que a levou a abandonar a escola tradicional na adolescência. Foi nas aulas de atuação, entre outros que também se sentiam deslocados do mundo, que ela aprendeu a lição que o tempo raramente ensina sozinho: aquilo que nos distingue não é um fardo, mas uma assinatura.

  • O bullying escolar foi tão severo que Cowen deixou de frequentar a escola na oitava série, estudando em casa para escapar de um ambiente que a fazia sentir feia e inadequada.
  • A convicção de que era feia por ser ruiva não era uma insegurança passageira — era uma certeza reforçada todos os dias pelos colegas, corroendo sua autoconfiança durante anos.
  • Seus pais reagiram inscrevendo-a em aulas de atuação, apostando que um ambiente de pessoas igualmente 'diferentes' poderia reconstruir o que o bullying havia destruído.
  • A aposta transformou sua vida: rodeada de artistas que carregavam suas próprias inseguranças, Cowen começou a enxergar a diferença como identidade, não como defeito.
  • Hoje, seus cabelos ruivos são sua marca registrada na tela — a mesma característica que um dia lhe trouxe sofrimento agora define a fada poderosa que conquista milhões de espectadores na Netflix.

Abigail Cowen é hoje reconhecida pelos cabelos ruivos que definem sua Bloom em Fate: A Saga Winx, série que estreou no topo das tendências da Netflix no Brasil. Mas essa relação com a própria aparência foi construída sobre uma história de dor que ela revelou à revista Glamour UK.

Cowen cresceu na Flórida cercada por um padrão de beleza distante do seu. O tom laranja brilhante dos seus cabelos a destacava — mas de forma dolorosa. O bullying dos colegas reforçava todos os dias a mensagem de que ela era diferente, e diferente, ali, significava feia. A situação chegou a um ponto em que ela deixou a escola na oitava série e passou a estudar em casa.

Foi então que seus pais tomaram uma decisão decisiva: inscreveram-na em aulas de atuação. A ideia era simples e poderosa — cercá-la de outras pessoas que também se sentiam deslocadas. Funcionou. Naquele espaço, Cowen descobriu que suas diferenças não eram defeitos a esconder, mas partes essenciais de quem ela era. 'Ficar cercada por outros artistas, que também se sentiam diferentes, mudou a minha vida', refletiu.

A menina que se envergonhava dos próprios cabelos tornou-se a atriz cujos cabelos ruivos brilham nas telas para milhões de pessoas. Não porque algo mudou nela — mas porque ela mudou a forma de se ver.

Abigail Cowen é hoje conhecida pelos fãs de Fate: A saga Winx por seus cabelos ruivos marcantes — ela dá vida à Bloom, a fada do fogo, em uma série que chegou ao topo das tendências da Netflix no Brasil na semana de seu lançamento. Mas nem sempre a atriz teve uma relação tranquila com a cor que agora a define. Em conversa recente com a revista Glamour UK, ela abriu o jogo sobre os anos de adolescência em que se sentia profundamente feia por causa justamente daquilo que hoje é sua marca registrada.

Cowen cresceu na Flórida em um ambiente onde o padrão de beleza que circulava era bem diferente do seu. Enquanto via colegas com pele bronzeada e cabelos de outras cores, ela carregava aquele tom laranja brilhante que a destacava — mas não da forma que ela gostaria. "Enquanto crescia, eu genuinamente estava convencida de que era feia por ser ruiva", recordou em entrevista. Aquela convicção não era apenas uma insegurança passageira de adolescente. O bullying que recebia dos colegas de classe reforçava a mensagem todos os dias.

A situação se agravou tanto que, na oitava série, Cowen deixou a escola tradicional. Ela passou a estudar em casa, longe do ambiente que a machucava. Seus pais, vendo a filha lutar contra a autoconfiança abalada, tomaram uma decisão que mudaria tudo: inscreveram-na em aulas de atuação. A mãe apostava que cercá-la de outras pessoas que também se sentiam deslocadas pudesse ajudá-la a recuperar a segurança em si mesma.

A aposta funcionou. Nas aulas de atuação, Cowen se viu rodeada por outros artistas que carregavam suas próprias inseguranças, suas próprias diferenças. Naquele espaço, ela começou a entender algo fundamental: aquilo que a tornava diferente não era um defeito a ser escondido, mas exatamente o que a tornava especial. "Ficar cercada por outros artistas, que também se sentiam diferentes, mudou a minha vida. Eu fui capaz de entender e abraçar cada uma das nossas diferenças por dentro e por fora", refletiu.

Hoje, quando Cowen veste o figurino de Bloom e seus cabelos ruivos brilham nas telas, há uma volta completa naquela história. A menina que se sentia feia por ser ruiva agora encarna uma fada poderosa que conquista milhões de espectadores. A cor que um dia lhe trouxe sofrimento se tornou parte de sua identidade profissional e pessoal — não porque mudou, mas porque ela mudou a forma de vê-la.

Enquanto crescia, eu genuinamente estava convencida de que era feia por ser ruiva
— Abigail Cowen, em entrevista à revista Glamour UK
Ficar cercada por outros artistas, que também se sentiam diferentes, mudou a minha vida
— Abigail Cowen
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

O que você acha que teria acontecido se ela não tivesse tido acesso àquelas aulas de atuação?

Model

Provavelmente continuaria carregando aquela convicção de que era feia. O bullying não desaparece sozinho — ele se enraíza. Mas quando você encontra um espaço onde suas diferenças são normalizadas, até celebradas, algo muda internamente.

Inventor

Você acha que a Flórida, especificamente, teve um papel nisso? O padrão de beleza lá é realmente tão diferente?

Model

Sim. A Flórida é um lugar onde o bronzeado, o cabelo liso ou ondulado em tons mais quentes — tudo isso é muito valorizado. Ser ruiva ali é ser visível de um jeito que não é desejado. Em outro contexto, talvez fosse apenas uma característica.

Inventor

E agora, com Fate sendo um sucesso global, como você imagina que ela vê aqueles anos de sofrimento?

Model

Provavelmente com uma mistura de alívio e gratidão. Porque aquele sofrimento a levou para um caminho que a fez descobrir quem ela realmente era. Não é uma história de "tudo deu certo no final", é mais profundo — é uma transformação genuína de como ela se vê.

Inventor

Há algo de irônico em uma atriz que sofreu bullying por sua aparência agora ser admirada justamente por essa mesma aparência?

Model

Muito. Mas acho que o ponto não é a ironia. É que ela não mudou para agradar ninguém. Ela aprendeu a se agradar primeiro. O resto veio depois.

Contact Us FAQ