Após um empate que deixou mais perguntas do que respostas, Abel Ferreira saiu de campo carregando tanto um cartão amarelo quanto uma reflexão sobre os limites do que um treinador pode controlar: a arbitragem, o corpo dos atletas e o descanso do adversário. O empate do Palmeiras contra o Mirassol revelou que, no futebol de alto nível, a competência técnica raramente basta — ela precisa ser acompanhada de sorte, saúde e equidade. O próximo capítulo, contra o Santos na Copa do Brasil, chega com vantagem de placar, mas também com a lembrança de que nenhuma margem é suficiente quando o time ainda b
Abel critica arbitragem e revela que Vitor Roque ainda busca ritmo após cirurgia
Futebol não é só competência, é preciso um pouco de sorte
Abel saiu dessa partida reclamando de tudo — arbitragem, forma do Vitor Roque, vantagem de descanso do Mirassol. Qual era realmente o problema?
Os três eram reais, mas não da mesma forma. A arbitragem foi inconsistente, isso está documentado. Vitor Roque de fato não completou noventa minutos em nenhuma das onze partidas desde a cirurgia — isso é um dado concreto. E o Mirassol tinha uma semana inteira para se preparar enquanto o Palmeiras vinha de um jogo de Copa do Brasil.
Mas aqui está a questão: Abel estava certo em reclamar, mas também perdeu pontos em casa. Quantas vezes a arbitragem realmente custou o resultado, e quantas vezes foi apenas parte da história? Vitor Roque não estar em forma é um problema real, mas o Palmeiras não marcou gols suficientes mesmo assim.
Exatamente. Abel está apontando circunstâncias, não desculpas. Ele reconhece que o time precisa produzir mais. Mas quando você junta tudo — um atacante que não consegue jogar noventa minutos, uma arbitragem que não segue critério claro, e um adversário descansado — você tem uma tempestade perfeita.
E o que muda para o jogo contra o Santos?
O Palmeiras tem três gols de vantagem. Mas se Vitor Roque continuar nesse ritmo, e se a arbitragem continuar assim, não é garantido nada.
Verdade. Mas Abel sabe disso. Por isso ele falou que espera que ninguém mais se machuque. Ele está tentando controlar o que pode controlar.
The Pulse
- Abel Ferreira deixou o campo advertido com cartão amarelo e foi direto ao ponto na coletiva: as decisões da arbitragem careciam de critério e consistência ao longo de toda a partida.
- O técnico citou casos concretos — uma gravata em Felipe Anderson sem falta marcada, uma infração sobre Marlon ignorada, e a expulsão de Arthur — para ilustrar o que chamou de padrão instável.
- Vitor Roque, peça central do ataque, ainda não completou 90 minutos em nenhuma das onze partidas desde sua cirurgia no tornozelo em maio, e sua falta de ritmo pesa diretamente no estilo de jogo do Palmeiras.
- Ferreira apontou ainda a desvantagem física: enquanto o Mirassol descansou a semana inteira, o Palmeiras havia jogado pela Copa do Brasil na quarta-feira anterior, chegando ao duelo com menos recuperação.
- O horizonte imediato é a volta das quartas da Copa do Brasil contra o Santos, com vantagem de 3 a 0 — mas o técnico sabe que o resultado só terá valor pleno se os jogadores chegarem com o corpo e o ritmo no lugar certo.
Após um empate que deixou mais perguntas do que respostas, Abel Ferreira saiu de campo carregando tanto um cartão amarelo quanto uma reflexão sobre os limites do que um treinador pode controlar: a arbitragem, o corpo dos atletas e o descanso do adversário. O empate do Palmeiras contra o Mirassol revelou que, no futebol de alto nível, a competência técnica raramente basta — ela precisa ser acompanhada de sorte, saúde e equidade. O próximo capítulo, contra o Santos na Copa do Brasil, chega com vantagem de placar, mas também com a lembrança de que nenhuma margem é suficiente quando o time ainda busca seu melhor ritmo.
Abel Ferreira saiu do empate contra o Mirassol frustrado e advertido. Na coletiva de imprensa, o técnico do Palmeiras foi direto: as decisões da arbitragem não seguiram um padrão claro ao longo da partida. Ele citou casos específicos — uma gravata em Felipe Anderson sem falta, uma infração sobre Marlon ignorada, a expulsão de Arthur — e concluiu que competições dessa magnitude exigem árbitros mais preparados. Para Ferreira, o Brasil tem profissionais mais qualificados disponíveis para essas funções.
Mas a arbitragem era apenas uma das camadas do problema. Vitor Roque, peça central no ataque palmeirense, ainda carrega as marcas de uma cirurgia no tornozelo esquerdo realizada em maio. Em onze partidas desde então, o atacante não completou nenhuma delas integralmente. Ferreira reconheceu abertamente que a falta de ritmo do jogador afeta o estilo de jogo da equipe — e lembrou que o futebol, além de competência, depende de corpos que funcionem plenamente.
Houve ainda um terceiro fator: o desequilíbrio de descanso. O Mirassol entrou em campo com uma semana de preparação, enquanto o Palmeiras havia jogado pela Copa do Brasil na quarta-feira anterior. Ferreira já havia notado essa dinâmica em outro jogo, contra o Vasco, e sabe que o tempo de recuperação se traduz em qualidade física, técnica e decisional dentro de campo.
O próximo desafio é diferente. Na quarta-feira, o Palmeiras visita o Santos pela volta das quartas de final da Copa do Brasil, com vantagem de 3 a 0 construída no jogo de ida. A margem é ampla, mas Ferreira espera que seus jogadores cheguem recuperados — e que Vitor Roque reencontre o ritmo que o time tanto precisa.
Abel Ferreira saiu do empate contra o Mirassol com mais do que um resultado frustrante. O técnico do Palmeiras deixou o campo advertido com cartão amarelo e carregava consigo uma lista de reclamações sobre a condução da partida — decisões que, em sua avaliação, careciam de consistência e critério.
Na coletiva de imprensa, Ferreira não poupou críticas. Questionou por que Felipe Anderson recebeu uma gravata sem que fosse marcada falta, enquanto uma infração sobre Marlon não resultou nem em falta nem em cartão amarelo. Arthur, por sua vez, foi expulso. O padrão, segundo o treinador, mudava conforme o jogo avançava. Para Ferreira, competições dessa envergadura exigem árbitros mais preparados — e ele deixou claro que o Brasil possui profissionais melhor qualificados para essas responsabilidades.
Mas a arbitragem não era a única questão que pesava na análise do técnico. Vitor Roque, peça central no ataque palmeirense, ainda não havia recuperado o ritmo ideal. O atacante se submeteu a uma cirurgia no tornozelo esquerdo no início de maio e, desde então, disputou onze partidas. Em nenhuma delas completou os noventa minutos. A ausência de forma física do jogador era notória, e Ferreira reconheceu que isso interferia diretamente no estilo de jogo da equipe. Não era apenas uma questão de competência técnica — o futebol, como o treinador ressaltou, também depende de sorte e de corpos que funcionem plenamente.
Houve ainda outro fator que Ferreira apontou: o Mirassol havia entrado em campo descansado. Enquanto o Palmeiras jogara pela Copa do Brasil na quarta-feira anterior, o adversário havia tido apenas o jogo do domingo para se preparar. Uma semana inteira de preparação faz diferença — na parte física, nos cruzamentos, nos passes, nas decisões, na técnica. Ferreira já havia observado esse desequilíbrio em outro jogo, contra o Vasco, quando o Palmeiras teve um dia a mais para se organizar. A vantagem de tempo de descanso é tremenda, e naquele fim de semana ela havia sido do lado do Mirassol.
O que vinha pela frente era diferente. Na quarta-feira seguinte, o Palmeiras enfrentaria o Santos pela partida de volta das quartas de final da Copa do Brasil. O time já havia vencido o jogo de ida por três a zero e carregava uma vantagem ampla para a Vila Belmiro. Mas antes disso, Ferreira esperava que seus jogadores recuperassem a forma, que Vitor Roque encontrasse seu ritmo novamente, e que ninguém mais se lesionasse. O futebol, afinal, não é só competência.
Notable Quotes
É preciso que os nossos estejam em boa forma, que o Vitor Roque recupere a forma. Não está em boa forma, isso é notório— Abel Ferreira
Queremos, para esses jogos, os melhores árbitros. E o critério é inacreditável— Abel Ferreira