Quando escritores partem para feiras literárias, carregam consigo não o glamour que o imaginário popular lhes atribui, mas uma rotina discreta de sono reparador, escrita furtiva e conversas honestas entre pares. O quarto de hotel torna-se, paradoxalmente, um refúgio mais produtivo do que o próprio lar — e a mesa de autógrafos, o lugar onde o trabalho solitário de anos encontra, por fim, o rosto humano de quem o recebeu.