Em São Paulo, Marlene Coelho transformou um salgado da memória afetiva brasileira em um negócio que fatura até R$ 250 mil por mês — não por acaso, mas por escuta. Começando com apenas 100 coxinhas em um festival, ela usou feiras e eventos como laboratório antes de investir em estrutura fixa, deixando a própria demanda dos clientes guiar cada passo da expansão. A trajetória dela lembra que os negócios mais sólidos raramente nascem de grandes planos, mas de pequenas apostas feitas com atenção ao que o mundo ao redor está pedindo.
A receita por trás das coxinhas que faturam até R$ 250 mil por mês
Quando você está começando, tem que estar antenada no que as pessoas querem
Por que você acha que as feiras funcionaram tão bem como teste de mercado?
Porque você não está preso a um aluguel alto enquanto descobre se as pessoas realmente querem o que você está vendendo. Marlene podia falhar sem perder tudo.
Mas e o risco de não ter um ponto fixo? As pessoas não preferem saber onde encontrar você?
Preferem, sim. E foi exatamente isso que ela ouviu nos eventos — clientes perguntando onde comprar fora dali. Ela só abriu os pontos fixos quando tinha certeza de que havia demanda.
A variedade de sabores parece ser importante. Isso veio de um plano ou da escuta mesmo?
Veio da escuta. Clientes pedindo vegano, sem glúten, diferentes recheios. Marlene não inventou essas opções — as pessoas pediram, e ela entregou.
2,8 mil coxinhas em um fim de semana é muito. Como ela consegue produzir isso?
Com uma fábrica por trás, equipe dedicada, logística organizada. Não é mais uma pessoa cozinhando na cozinha de casa. É uma operação real.
E as dez famílias que dependem do negócio — isso muda a responsabilidade?
Muda tudo. Não é mais só sobre ganhar dinheiro. É sobre manter empregos, sustentar pessoas. Isso provavelmente a mantém focada.
The Pulse
- Marlene chegou ao primeiro festival sem estratégia elaborada — e viu 100 coxinhas desaparecerem no primeiro dia, antes mesmo do evento terminar.
- A ausência de um ponto fixo criava frustração nos clientes fiéis, que repetiam a mesma pergunta: onde encontrá-la fora dos eventos?
- Em vez de arriscar alto de imediato, ela usou feiras como teste de mercado, ajustando receitas e medindo aceitação sem comprometer capital em infraestrutura.
- Com sinal claro da demanda, abriu dois pontos fixos na Avenida Paulista e no Parque Villa-Lobos, expandindo o cardápio para versões veganas, sem glúten e recheios inusitados como jaca e shimeji.
- Hoje a operação produz até 2,8 mil coxinhas por fim de semana, sustenta mais de dez famílias e projeta faturamento mensal de até R$ 250 mil.
Em São Paulo, Marlene Coelho transformou um salgado da memória afetiva brasileira em um negócio que fatura até R$ 250 mil por mês — não por acaso, mas por escuta. Começando com apenas 100 coxinhas em um festival, ela usou feiras e eventos como laboratório antes de investir em estrutura fixa, deixando a própria demanda dos clientes guiar cada passo da expansão. A trajetória dela lembra que os negócios mais sólidos raramente nascem de grandes planos, mas de pequenas apostas feitas com atenção ao que o mundo ao redor está pedindo.
Marlene Coelho encontrou sua vocação em uma cozinha no Panamá, onde preparava coxinhas que atraíam não só brasileiros saudosos, mas também panamenhos curiosos. De volta ao Brasil, ela se inscreveu em um festival com apenas 100 unidades — e viu tudo acabar no primeiro dia. Aquele fim de semana acelerado plantou a semente do que viria a seguir.
Em vez de correr para alugar um espaço fixo, Marlene usou feiras e eventos como laboratório. Sem despesas fixas pesadas, ela testava receitas, observava reações e ouvia os clientes. E o que eles diziam, repetidamente, era simples: queriam saber onde encontrá-la fora dos eventos. A demanda estava pedindo para crescer — e ela respondeu.
Com esse sinal, abriu dois pontos fixos em São Paulo: um na Avenida Paulista, outro no Parque Villa-Lobos. O investimento inicial foi de R$ 10 mil, seguido de R$ 250 mil para expandir a operação. O cardápio acompanhou: massas de batata, abóbora e mandioca; recheios de costela, pernil, carne-seca, brócolis, jaca e shimeji; versões veganas, sem glúten e até doces. O ticket médio ficou em torno de R$ 20.
Hoje, em um fim de semana movimentado no Parque Villa-Lobos, a empresa vende 2,8 mil coxinhas. Mais de dez famílias dependem dos empregos gerados pelo negócio. O faturamento mensal pode chegar a R$ 250 mil. Não é uma virada da noite para o dia — é a história de quem ouviu o mercado, testou antes de investir pesado, e cresceu no ritmo que a própria demanda permitia.
Marlene Coelho descobriu sua vocação em um lugar improvável: a cozinha de uma churrascaria no Panamá. Trabalhando lá, ela começou a preparar coxinhas — aquele salgado que os brasileiros carregam na memória afetiva. O que a surpreendeu foi que não apenas os compatriotas que sentiam saudade de casa se interessavam. Os panamenhos também queriam provar. Quando voltou ao Brasil, Marlene estava procurando por uma oportunidade, e ela veio de forma inesperada: um festival inteiro dedicado à coxinha.
Ela se inscreveu no evento com 100 unidades para vender durante dois dias. Não era um número pensado estrategicamente — era o que ela tinha. No primeiro dia, tudo desapareceu. "Eu não estava preparada, e essas coxinhas acabaram no primeiro dia", ela recorda. Aquele fim de semana acelerado plantou a semente de um negócio que hoje movimenta entre R$ 150 mil e R$ 250 mil por mês.
Antes de assinar um contrato de aluguel ou investir em infraestrutura pesada, Marlene fez algo mais inteligente: usou feiras e eventos como laboratório. Sem despesas fixas altas, ela podia testar a reação das pessoas, ajustar receitas, entender o que funcionava. Essa abordagem revelou algo importante: conforme participava de mais eventos, começava a ouvir sempre a mesma pergunta dos clientes. Onde encontrar suas coxinhas fora dali? A demanda estava pedindo para crescer.
Com esse sinal claro, Marlene abriu dois pontos fixos em São Paulo — um na Avenida Paulista, outro no Parque Villa-Lobos. O investimento inicial foi modesto: R$ 10 mil. Depois vieram R$ 250 mil adicionais para expandir a operação. Mas o crescimento não foi apenas sobre mais espaço. Nos eventos, ela tinha ouvido pedidos específicos: coxinhas veganas, versões sem glúten, opções para quem tinha restrições alimentares. Marlene entendeu que ouvir o cliente não era um luxo — era a estratégia.
O cardápio se multiplicou. As massas passaram a incluir batata, abóbora e mandioca. Os recheios exploram costela, pernil, carne-seca, brócolis, jaca e shimeji. Ela também começou a fazer versões doces. O ticket médio ficou em torno de R$ 20. Essa variedade transformou o negócio de uma ideia simples em algo com identidade própria.
O crescimento em volume acompanhou a diversificação. Em um fim de semana de movimento normal no Parque Villa-Lobos, a empresa vende 2,8 mil coxinhas. Por trás desses números há uma fábrica, uma equipe, logística. Marlene diz que mais de dez famílias dependem dos empregos que o negócio gera. Ela também apostou em tamanhos diferentes — inclusive uma coxinha de 5 quilos, feita para eventos e ações de divulgação.
O que começou com 100 unidades levadas a um festival se transformou em uma operação com fábrica, três pontos de venda espalhados por São Paulo, e um faturamento que pode alcançar R$ 250 mil em um mês. Não é uma história de sucesso da noite para o dia. É uma história de alguém que ouviu o mercado, testou antes de investir pesado, e expandiu conforme a demanda pedia.
Notable Quotes
Eu não estava preparada, e essas coxinhas acabaram no primeiro dia— Marlene Coelho, sobre seu primeiro festival
Quando você está começando a empreender, você tem que estar antenada no que as pessoas estão falando, se elas estão gostando, se elas sentem o desejo de ter mais opção— Marlene Coelho