Em Sergipe, o primeiro mapeamento do ano revelou que 34 municípios convivem com risco médio de infestação do Aedes aegypti — o mosquito que carrega dengue, zika e chikungunya — enquanto dois já ultrapassaram o limiar de alto risco. Ainda assim, os números de adoecimento caíram de forma expressiva em relação a 2024, sugerindo que a prevenção encontrou algum terreno firme. O estado responde agora com 20 mil doses da vacina QDenga destinadas a crianças e adolescentes, reconhecendo que combater o invisível exige tanto a vigilância de cada quintal quanto a proteção que a ciência pode oferecer.
34 cidades de Sergipe têm médio risco de infestação do Aedes aegypti
Qualquer recipiente com água vira criadouro — a luta exige vigilância constante
Por que 34 cidades em médio risco é considerado um alerta, se a maioria está em baixo risco?
Porque médio risco significa que o mosquito já está se reproduzindo em quantidade preocupante. Não é uma ameaça iminente, mas é um sinal de que as condições estão favoráveis para ele. Se nada mudar, pode piorar.
A queda de 64% em casos de dengue é contraditória com o aumento de cidades em alerta, não?
Não é contradição, é o efeito das medidas funcionando. Mais cidades têm o mosquito presente, mas menos pessoas estão adoecendo porque estão se protegendo melhor — eliminando criadouros, usando repelente, agora vacinando.
Por que a vacina é direcionada apenas para crianças de 10 a 14 anos?
Porque essa é a recomendação do Ministério da Saúde para esta fase. Provavelmente porque é uma faixa etária onde a vacinação tem melhor resposta imunológica e onde o risco de complicações é significativo.
Se o mosquito usa qualquer água parada para se reproduzir, como as pessoas conseguem eliminar todos os criadouros?
Não conseguem eliminar todos. Por isso a luta é contínua. O que fazem é reduzir drasticamente — limpar caixas d'água, virar pneus, esvaziar vasos. Quanto menos água parada, menos mosquito. Mas sempre haverá algum lugar que escapa.
Qual é o risco real para alguém que vive em uma das 34 cidades em alerta?
Maior probabilidade de ser picado, mas não certeza de adoecer. Depende se a pessoa está vacinada, se usa proteção, se o mosquito que a pica está infectado. O risco existe, mas é gerenciável.
O Pulso
- Mais de um terço dos municípios sergipanos está em alerta: 34 cidades com risco médio e 2 com risco alto de infestação pelo mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya.
- Apesar do mapa de infestação aceso, os casos de dengue caíram 64% e os de chikungunya 59% em relação ao mesmo período de 2024 — sinal de que as ações de controle estão surtindo efeito.
- O Aedes aegypti não distingue cidade grande de pequena: de Lagarto e Estância a pequenos municípios do interior, qualquer recipiente com água parada pode se tornar um criadouro.
- O estado distribuiu 20 mil doses da QDenga para todos os municípios, priorizando crianças e adolescentes de 10 a 14 anos nas Unidades Básicas de Saúde.
- Sergipe enfrenta um desafio duplo: sustentar a queda nos casos enquanto mantém vigilância ativa nas dezenas de cidades ainda em zona de risco.
Em Sergipe, o primeiro mapeamento do ano revelou que 34 municípios convivem com risco médio de infestação do Aedes aegypti — o mosquito que carrega dengue, zika e chikungunya — enquanto dois já ultrapassaram o limiar de alto risco. Ainda assim, os números de adoecimento caíram de forma expressiva em relação a 2024, sugerindo que a prevenção encontrou algum terreno firme. O estado responde agora com 20 mil doses da vacina QDenga destinadas a crianças e adolescentes, reconhecendo que combater o invisível exige tanto a vigilância de cada quintal quanto a proteção que a ciência pode oferecer.
Trinta e quatro cidades de Sergipe estão em alerta após o primeiro levantamento rápido do ano mapear infestação de nível médio do Aedes aegypti em mais de um terço dos municípios do estado. Dois deles ultrapassaram o limite e entraram em zona de alto risco; outros 37 permaneceram em patamares baixos.
O estudo usa uma escala objetiva: índices abaixo de 1,0 são satisfatórios, entre 1,0 e 3,9 indicam risco médio, e acima de 4,0 configuram alto risco. Entre as cidades em alerta estão municípios maiores como Lagarto e Estância, mas também dezenas de localidades menores no interior — prova de que o mosquito não escolhe por tamanho de cidade.
O cenário, porém, não é só de preocupação. Em 2025, Sergipe registrou quedas expressivas: dengue recuou 64% e chikungunya 59% em relação ao mesmo período de 2024. Os números sugerem que as medidas de prevenção estão funcionando, mesmo com o mosquito ainda presente em tantos municípios.
A resposta do estado é ampliar a vacinação. Com 20 mil doses da QDenga distribuídas para todos os municípios, a Secretaria de Saúde mira crianças e adolescentes de 10 a 14 anos — grupo que deve ser levado pelos pais à Unidade Básica de Saúde mais próxima. A vacina representa uma camada adicional de proteção contra uma doença que, em casos graves, pode matar.
O desafio agora é duplo: manter a vigilância nas 34 cidades em alerta e expandir a cobertura vacinal antes que o mosquito encontre condições ainda mais favoráveis.
Trinta e quatro cidades de Sergipe estão em situação de alerta. O primeiro levantamento rápido do ano, divulgado na segunda-feira, mapeou a presença do Aedes aegypti em todo o estado e encontrou infestação em nível médio espalhada por mais de um terço dos municípios sergipanos. Dois deles ultrapassaram o limite e entraram em zona de alto risco. Outros 37 permaneceram em patamares baixos. Dois não conseguiram completar o levantamento.
O estudo, conhecido como LIRAa, funciona como um termômetro da infestação. A Secretaria de Estado da Saúde usa uma escala simples: de zero a 0,9 é satisfatório; de 1,0 a 3,9 é médio; acima de 4,0 é alto. As 34 cidades que caíram na faixa média incluem desde municípios maiores como Lagarto e Estância até localidades menores espalhadas pelo interior do estado — Campo do Brito, Gracho Cardoso, Moita Bonita, Tomar do Geru, entre outras. O mosquito não escolhe por tamanho de cidade.
O Aedes aegypti é responsável por três doenças que preocupam a saúde pública: dengue, zika e chikungunya. O inseto é versátil demais para ser combatido — qualquer recipiente que acumule água serve como criadouro para seus ovos. Uma garrafa esquecida, um pratinho de planta, uma calha entupida. Por isso a luta contra ele exige vigilância constante dentro de cada casa, em cada quintal.
O cenário atual, porém, traz uma notícia que equilibra a preocupação. Em 2025, Sergipe registrou 691 casos de dengue, 187 de chikungunya e 9 de zika. Esses números representam uma queda significativa quando comparados ao mesmo período de 2024: a dengue caiu 64%, a chikungunya 59%. A redução é real e mensurável, mesmo com dezenas de cidades em alerta de infestação. Isso sugere que as medidas de prevenção e controle estão funcionando, ainda que o mosquito continue presente.
A resposta do estado agora é ampliar a vacinação. A Secretaria de Saúde recebeu 20 mil doses da vacina QDenga e começou a distribuir para todos os municípios. O alvo são crianças e adolescentes de 10 a 14 anos em todo o estado, seguindo orientação do Ministério da Saúde. Os pais precisam levar seus filhos à Unidade Básica de Saúde mais próxima para receber o imunizante.
A infecção pelo Aedes aegypti não é apenas incômodo. Os sintomas incluem dor de cabeça intensa, cansaço que imobiliza, dores musculares que fazem o corpo inteiro doer, dor atrás dos olhos que persiste. Manchas vermelhas aparecem na pele. Em casos de dengue, a doença pode levar à morte. Por isso a vacinação de crianças e adolescentes representa uma camada adicional de proteção — não a única, mas importante.
O desafio agora é duplo: manter a vigilância sobre a infestação do mosquito nas 34 cidades em alerta, continuando as ações de prevenção dentro das casas, e ao mesmo tempo expandir a cobertura vacinal para proteger a população mais jovem. Sergipe está em uma encruzilhada onde os números melhoram, mas o risco permanece presente.
Citações Notáveis
O inseto utiliza qualquer recipiente que acumule água para depositar seus ovos, reforçando a necessidade de ações contínuas de prevenção dentro das residências— Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe