Mais de dois mil e setecentos milhões de seres humanos — incluindo quase oitocentos milhões de crianças — respiram diariamente o fumo de cigarros que outros acendem, sem que tenham escolhido fazê-lo. Um estudo publicado na The Lancet, abrangendo 204 países ao longo de três décadas, confirma que esta exposição involuntária custou 1,66 milhões de vidas apenas em 2023, tornando o fumo passivo não um incómodo marginal, mas uma das grandes causas de morte prematura da nossa era. A redução do tabagismo ativo verificada desde 1990 não foi suficiente para proteger os que vivem à sombra do hábito alhei
2,7 mil milhões de pessoas expostas ao fumo passivo causam 1,66 milhões de mortes
1,66 milhões de mortes prematuras atribuídas ao fumo passivo em 2023, com 767 milhões de crianças expostas e 5,16 milhões de infeções respiratórias infantis registadas.