No domingo de outubro, o Brasil realizou mais um ritual democrático de renovação e continuidade: vinte estados escolheram seus governadores já na primeira volta, enquanto seis estados — palcos de disputas mais equilibradas — aguardam um segundo ato. O pleito revela um país plural, onde coexistem reeleições expressivas, estreias políticas e candidaturas envolvidas em controvérsias judiciais, espelhando a complexidade de uma democracia continental em movimento.
26 Estados elegem governadores em 2026; confira resultados do 1º e 2º turno
Vinte Estados resolvem tudo no primeiro turno; seis vão para o segundo
Como é que vinte Estados conseguem resolver tudo no primeiro turno enquanto seis vão para o segundo? Qual é o padrão?
Não há um padrão único. Alguns Estados têm candidatos muito fortes — Fonteles no Piauí com 70%, Riedel em Mato Grosso do Sul com 67% — que consolidam apoio cedo. Outros têm disputas mais fragmentadas, onde nenhum candidato consegue os 50% necessários.
Mas a gente não sabe por quê. O material não explica se foi voto estratégico, se a campanha foi mais eficaz, se havia rejeição a candidatos específicos. Só temos os números.
E quanto a esses casos polêmicos? Dr Furlan no Amapá com aquela investigação de fraude?
Ele renunciou à prefeitura em março, um dia depois de ser afastado em investigação sobre licitação de hospital. Nega irregularidades. Seu registro foi contestado no TSE, o ministro Toffoli votou contra, mas Mendonça pediu vista e suspendeu o julgamento. Mesmo assim, ele foi eleito com 62%.
Então a eleição aconteceu enquanto o processo judicial ainda estava em aberto? Isso é importante — não sabemos como o TSE vai decidir depois. Ele pode ser eleito e depois ter o registro cassado.
Sérgio Moro como governador do Paraná — isso é surpreendente?
Ele foi juiz federal responsável pelos processos da Lava Jato em Curitiba, depois ministro da Justiça de Bolsonaro, depois senador. Agora governador. Venceu com 50,1% — a margem mais apertada entre os que venceram no primeiro turno.
Cinquenta vírgula um por cento é praticamente um empate. Tecnicamente ele venceu, mas é importante notar que quase metade do eleitorado votou em outro candidato.
E esses que assumiram o governo há poucos meses — Vilela em Goiás, Pivetta em Mato Grosso, Ferraço no Espírito Santo — conseguiram se reeleger ou se manter?
Vilela foi eleito em Goiás com 59% depois de assumir em março. Pivetta venceu com 60% em Mato Grosso, também desde março. Ferraço está no segundo turno no Espírito Santo, onde é governador desde abril. Parece que assumir no meio do mandato não prejudicou — pelo menos não nesses casos.
Mas a gente não sabe se eles se beneficiaram de máquina governamental, se tiveram mais visibilidade, ou se simplesmente herdaram bases sólidas. O material não permite essa análise.
Raquel Lyra em Pernambuco — primeira reeleita mulher governadora do Estado?
Sim. Ela foi a primeira mulher eleita governadora de Pernambuco em 2022, e agora é a primeira reeleita. Venceu com 53% dos votos. Antes foi prefeita de Caruaru por dois mandatos e deputada estadual por dois mandatos.
É um marco importante, mas o material não diz nada sobre como isso foi recebido, se houve mobilização em torno dessa reeleição, ou se foi simplesmente um resultado político normal.
El Pulso
- A velocidade dos resultados surpreendeu: Mato Grosso do Sul foi o primeiro a fechar as contas, com Eduardo Riedel conquistando 67% dos votos e sinalizando o tom de vitórias folgadas que marcariam a noite.
- Figuras de peso nacional reaparecem no tabuleiro estadual — Sérgio Moro vence no Paraná por margem mínima de 50,1%, enquanto Tarcísio de Freitas consolida sua liderança em São Paulo com quase 63%, alimentando especulações sobre o futuro político de ambos.
- A eleição no Amapá ficou suspensa numa zona de incerteza jurídica: o vencedor Dr Furlan carrega sobre si investigações de fraude e um julgamento no TSE interrompido por pedido de vista, tornando sua vitória provisoriamente frágil.
- Seis estados entram no segundo turno com disputas que podem redesenhar equilíbrios regionais — Rio de Janeiro, Amazonas e Distrito Federal concentram os olhares, com líderes que não conseguiram cruzar o limiar dos 50%.
- O segundo turno se anuncia como o verdadeiro campo de batalha, onde alianças serão refeitas e o peso político de cada estado será colocado à prova novamente.
No domingo de outubro, o Brasil realizou mais um ritual democrático de renovação e continuidade: vinte estados escolheram seus governadores já na primeira volta, enquanto seis estados — palcos de disputas mais equilibradas — aguardam um segundo ato. O pleito revela um país plural, onde coexistem reeleições expressivas, estreias políticas e candidaturas envolvidas em controvérsias judiciais, espelhando a complexidade de uma democracia continental em movimento.
No domingo, 4 de outubro, os brasileiros foram às urnas para eleger governadores em 26 estados e no Distrito Federal. A noite trouxe definições rápidas em vinte estados, enquanto seis seguiram para o segundo turno com disputas ainda abertas.
Entre os destaques do primeiro turno, Eduardo Riedel, do PP, foi reeleito no Mato Grosso do Sul com 67% dos votos — a maior votação entre todos os vencedores. Rafael Fonteles, do PT, consolidou sua posição no Piauí com mais de 70%. Em São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, foi reeleito com quase 63%, reafirmando sua influência nacional. Sérgio Moro, ex-juiz e ex-ministro, venceu no Paraná pelo PL com apenas 50,1%, numa das margens mais apertadas da noite. Raquel Lyra, do PSD, tornou-se a primeira mulher reeleita governadora de Pernambuco, com 53% dos votos.
Alguns resultados vieram acompanhados de transições recentes de poder: Daniel Vilela, em Goiás, e Otaviano Pivetta, no Mato Grosso, foram eleitos meses após assumirem o cargo em substituição a antecessores que deixaram o governo. No Amapá, a vitória de Dr Furlan, com 62%, ocorreu em meio a investigações por suspeita de fraude em licitações e com seu registro de candidatura ainda pendente de julgamento no TSE.
Seis estados seguem para o segundo turno. No Acre, a governadora Mailza Assis lidera com 49% contra Alan Rick. No Amazonas, o experiente Omar Aziz enfrentará a empresária Professora Maria do Carmo, do PL, em sua estreia eleitoral. No Distrito Federal, a governadora Celina Leão disputa com Leandro Grass, do PT. No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini e o atual governador Ricardo Ferraço se reencontrarão nas urnas. No Rio de Janeiro, Douglas Ruas, do PL, chegou perto dos 50% mas não cruzou a linha. No Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra e Cadu de Lula medem forças numa disputa polarizada.
O segundo turno, marcado para data posterior, promete ser decisivo em estados de grande peso político e simbólico para o cenário nacional.
No domingo, 4 de outubro, os brasileiros foram às urnas para escolher os governadores de 26 Estados e do Distrito Federal. Mato Grosso do Sul foi o primeiro a definir seu resultado: Eduardo Riedel, do PP, conquistou a reeleição com mais de 67% dos votos, a maior votação entre todos os vencedores do primeiro turno.
Vinte Estados resolveram suas disputas já na primeira volta. Rafael Fonteles, do PT, venceu no Piauí com mais de 70% dos votos, consolidando sua permanência no cargo que ocupa desde 2023. No Ceará, Elmano de Freitas, também do PT, foi reeleito com 52,8% dos votos. Jerônimo Rodrigues, governador baiano desde 2023, obteve 55% dos votos e permanecerá no cargo. Em Pernambuco, Raquel Lyra, do PSD, tornou-se a primeira mulher reeleita para o governo do Estado, com 53% dos votos.
Outros resultados significativos incluíram Tarcísio de Freitas, do Republicanos, reeleito em São Paulo com quase 63% dos votos após sua passagem como ministro da Infraestrutura no governo Jair Bolsonaro. Jorginho Mello, do PL, venceu em Santa Catarina com mais de 68% dos votos. Daniel Vilela, do MDB, foi eleito em Goiás com quase 59% dos votos, pouco mais de sete meses após assumir o governo em março de 2026, quando Ronaldo Caiado deixou o cargo. Otaviano Pivetta, do Republicanos, conquistou mais de 60% dos votos em Mato Grosso, onde é governador desde março de 2026, quando seu antecessor Mauro Mendes renunciou.
Em Alagoas, João Henrique Caldas, do PSDB, ex-prefeito de Maceió, foi eleito com 52% dos votos. No Maranhão, Eduardo Braide, do PSD, ex-prefeito de São Luís, obteve 54% dos votos. Minas Gerais elegeu Cleitinho Azevedo, do Republicanos e senador desde 2023, com 55% dos votos. No Pará, o ex-prefeito de Ananindeua, Dr Daniel, do Podemos, venceu com 51% dos votos. Sérgio Moro, ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro, foi eleito governador do Paraná pelo PL com 50,1% dos votos. Na Paraíba, Lucas Ribeiro, do PP, que assumiu o governo em abril de 2026 após a renúncia de João Azevêdo, foi reeleito. Fábio Mitidieri, do PSD, venceu em Sergipe com quase 60% dos votos. Marcos Rogério, senador pelo PL desde 2019, foi eleito governador de Rondônia. Arthur Henrique, ex-prefeito de Boa Vista, venceu em Roraima, embora seu registro de candidatura tenha enfrentado contestações judiciais. Luciano Zucco, do PL, conquistou o governo do Rio Grande do Sul com quase 58% dos votos.
No Amapá, a eleição de Dr Furlan, do PSD, com 62% dos votos, ocorreu em meio a controvérsias. Ele renunciou à prefeitura de Macapá em março de 2026, um dia após ser afastado do cargo em investigação sobre suspeitas de fraude em licitação de obras hospitalares — acusações que nega. Seu registro de candidatura foi contestado no Tribunal Superior Eleitoral, com o ministro Dias Toffoli votando pelo indeferimento em 24 de setembro, mas um pedido de vista do ministro André Mendonça suspendeu o julgamento.
Seis Estados seguem para o segundo turno com disputas acirradas. No Acre, Mailza Assis, do PP e atual governadora, lidera com 49% dos votos contra Alan Rick, do Republicanos. No Amazonas, Omar Aziz, senador desde 2015 e ex-governador entre 2010 e 2014, obteve 40% dos votos e enfrentará Professora Maria do Carmo, do PL, empresária e reitora de universidade privada que nunca exerceu cargo eletivo. No Distrito Federal, Celina Leão, do PP e governadora desde março de 2026, terminou com 49% dos votos contra Leandro Grass, do PT. No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini, do Republicanos e ex-prefeito de Vitória, teve 49,6% dos votos e enfrentará Ricardo Ferraço, do MDB e atual governador desde abril de 2026. No Rio de Janeiro, Douglas Ruas, do PL, deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa desde 2026, obteve mais de 49% dos votos. No Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra, da União, disputa com Cadu de Lula, do PT. O segundo turno ocorrerá em data posterior, com competições que prometem ser decisivas em Estados de grande peso político.
Citas Notables
Eduardo Riedel conquistou a reeleição em Mato Grosso do Sul com mais de 67% dos votos, a maior votação entre todos os vencedores do primeiro turno— Resultados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral
Raquel Lyra tornou-se a primeira mulher reeleita para o governo de Pernambuco, com 53% dos votos— Resultados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral