Durante oito anos consecutivos, 21 colégios privados portugueses atribuíram notas máximas a uma proporção de alunos que raramente se observa no ensino público — um padrão que a Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência agora documenta com rigor. O relatório não nomeia as escolas, mas coloca em evidência uma tensão antiga entre avaliação interna e equidade sistémica: quando as classificações determinam o acesso ao ensino superior, a forma como são atribuídas torna-se uma questão de justiça coletiva.