Quando dezoito presidentes estaduais da OAB se mobilizam em uníssono para exigir investigação sobre um ministro do Supremo, o gesto transcende o caso concreto: é a classe jurídica sinalizando que a confiança nas instituições não é incondicional. O episódio envolvendo Alexandre de Moraes e Vorcaro tornou-se um espelho no qual a advocacia brasileira examina a integridade do tribunal que deveria ser sua referência máxima de imparcialidade. O adiamento de uma reunião pelo ministro Fachin, ainda que por razões administrativas, alimenta a percepção de que o diálogo institucional caminha mais devagar