Na economia digital da Steam, a abundância coexiste com uma concentração quase feudal de riqueza: enquanto o catálogo da plataforma triplicou em menos de uma década, metade dos jogos pagos jamais ultrapassou US$ 3.622 em toda a sua existência. Um novo estudo conduzido por pesquisadores com experiência interna na Valve ilumina uma estrutura onde 1% dos títulos absorve 84,5% de toda a receita gerada — uma geometria de poder que desafia qualquer narrativa de democratização criativa. Para os desenvolvedores independentes, a plataforma tornou-se simultaneamente mais acessível e mais implacável.