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Friday, July 10, 2026 · ECHO HARBOR NEWS · Jul 10, 9:06 AM UTC

permite que outras pessoas criem deepfakes Google News

Ferramenta da Meta permite que terceiros gerem deepfakes com fotos do Instagram sem consentimento prévio do usuário.

O ônus de desativar a função recai sobre quem publicou a foto — não sobre quem quer usá-la.

Quem tem o perfil do Instagram aberto ao público acordou esta semana numa posição que não escolheu: as fotos que publicou podem ser usadas por qualquer pessoa para criar imagens geradas por inteligência artificial — sem pedir permissão, sem avisar. A ferramenta é da Meta. Desativá-la exige que o usuário procure a opção nas configurações do aplicativo.

A reportagem descreve o mecanismo e mostra o caminho para quem quiser sair. Mas o gesto que ela exige já diz algo sobre a estrutura: a função foi habilitada por padrão. Quem não agir permanece dentro.

Essa inversão de ônus — a plataforma habilita, o usuário precisa recusar — não é nova no ecossistema das redes sociais, mas raramente aparece tão exposta. A matéria, publicada esta semana, descreve como a inteligência artificial da Meta "“permite que outras pessoas criem deepfakes” (Google News)" (Google News) com imagens de perfis públicos. O verbo é da fonte. O peso é do leitor que reconhece a própria foto nessa frase.

Não há, nos artigos disponíveis, registro de casos concretos de uso indevido vinculados a esta função específica. O que existe é a mecânica descrita: acesso habilitado, opt-out necessário, caminho nas configurações. A história é sobre uma posição estrutural, não sobre um incidente isolado.

Enquanto a discussão sobre imagem e consentimento digital ocupa o centro desta edição, outros eventos pesam no fio da manhã.

No Golfo Pérsico, o Estreito de Ormuz — passagem por onde circula cerca de um quinto do petróleo mundial — voltou a ser mencionado como alvo de bloqueio. O Irã respondeu a uma segunda noite de bombardeios com novos ataques a bases americanas na região, segundo a reportagem. O funeral do aiatolá Khamenei foi usado como ponto de inflexão política no ciclo de retaliações. A escalada segue aberta.

No Brasil, um ataque de ransomware a uma empresa de saúde resultou no sequestro de dados de 500 mil pacientes. A empresa está sob investigação federal. Dois em cada quatro artigos sobre o caso nomearam o custo humano — os outros dois descreveram o ataque em termos técnicos e institucionais. Os pacientes aparecem no número, nem sempre na frase.

Human cost — articles that named whose lives were affected
IA da Meta pode usar fo…0/7Terapia, after vazio e …0/5Mídia estatal do Irã re…1/5Vazou tudo: Galaxy Z Fo…0/4Ataque hacker ‘sequestr…2/4Trump desmonta comissão…0/3named the costunnamed

Na Copa do Mundo de 2026, a eliminação do Brasil gerou uma cobertura que misturou análise tática e relato emocional. Uma das matérias descreveu as primeiras horas após a derrota — terapia, silêncio, o after do vazio. França e Marrocos seguem para as quartas de final. O torneio continua; o luto brasileiro também.

Uma foto tirada numa tarde qualquer. Postada sem cerimônia, num perfil aberto porque é assim que se participa. Agora disponível — não para quem a tirou, mas para qualquer pessoa com acesso à ferramenta certa e tempo suficiente. A reportagem diz que há como impedir. O que ela não diz, porque não é seu trabalho dizer, é quantas pessoas vão encontrar o caminho antes que alguém use a foto no lugar delas.

O que une esta manhã é o ônus que recai sobre quem não pediu para estar numa posição de risco — seja num perfil público, num prontuário médico ou numa região de conflito.

Today's stories

More from today's coverage, told in the same calm voice.

  1. Irã e EUA trocam ataques pela segunda noite

    O Irã lançou novos ataques contra bases americanas no Golfo após a segunda noite consecutiva de bombardeios ordenados pelo presidente Donald Trump. A mídia estatal iraniana confirmou explosões em duas cidades do país. Três mortes foram registradas até o momento. O ciclo de retaliações mútuas eleva o risco de um conflito mais amplo na região.

    "O Irã responde à segunda noite de bombardeios de Trump com novos ataques a bases americanas no Golfo."

  2. Putin deve intensificar guerra apesar de pressão americana

    Segundo avaliação de agência de inteligência, Putin planeja intensificar as operações militares na Ucrânia mesmo diante das pressões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por um acordo de paz. A expectativa é de que o conflito se prolongue sem sinais concretos de negociação. A população civil ucraniana continua sendo a mais afetada pelo avanço das hostilidades.

    "Putin deve intensificar a guerra na Ucrânia apesar da pressão de Trump pela paz."

  3. Ataque ransomware expõe dados de 500 mil pacientes brasileiros

    Um grupo de hackers não identificado sequestrou dados de 500 mil pacientes de uma empresa de saúde no Brasil, desencadeando uma investigação federal. As informações comprometidas incluem registros médicos sensíveis. O caso chama atenção para a vulnerabilidade do setor de saúde a ataques de ransomware e para a ausência de salvaguardas adequadas para proteger dados de pacientes em larga escala.

    "A empresa é alvo de investigação federal após o sequestro digital de dados de meio milhão de pacientes."

  4. Boeing 737 desaparece; destroços encontrados no Mar Arábico

    Um avião de carga Boeing 737 desapareceu sobre o Paquistão e destroços foram localizados no Mar Arábico. As equipes de busca e resgate paquistanesas continuam as operações para encontrar os cinco tripulantes que estavam a bordo. O destino da tripulação ainda é desconhecido.

    "Destroços do avião desaparecido foram encontrados no Paquistão, mas as buscas pelos tripulantes continuam."

  5. Trump domina cúpula da Otan em Ancara

    Na cúpula da Otan realizada na Turquia, líderes aliados buscaram garantias de Donald Trump sobre o compromisso dos Estados Unidos com a aliança. Trump aproveitou o palco para criticar publicamente países membros, com destaque para a Espanha, pressionando por maior gasto em defesa. O encontro revelou a dependência dos aliados europeus da postura imprevisível do presidente americano.

    "Líderes buscam compromisso de Trump com a Otan durante cúpula na Turquia."

  6. Transição presidencial na Colômbia entra em colapso

    O presidente eleito da Colômbia, Espriella, suspendeu o processo de transição e acusou o presidente Gustavo Petro de tentar um golpe de Estado. Espriella pediu publicamente que o Exército desobedeça ordens do governo atual. A crise ocorre a meses da posse prevista, deixando cidadãos colombianos diante de uma incerteza política incomum para um período que deveria ser de passagem ordenada do poder.

    "Espriella suspende processo de transição e acusa Petro de tentar golpe de Estado."

  7. Venezuela registra 3.811 mortos após terremotos

    Uma série de terremotos na Venezuela deixou 3.811 pessoas mortas, segundo dados divulgados pelo governo venezuelano. Sobreviventes enfrentam deslocamento forçado, escassez de água e superlotação nos abrigos. Cemitérios de emergência foram abertos para dar conta do volume de vítimas. A extensão real dos danos ainda é difícil de verificar de forma independente.

    "O cemitério de emergência se tornou o retrato mais visível de uma crise que o país ainda tenta dimensionar."

  8. Nubank atualiza benefício de streaming para clientes premium

    O Nubank anunciou mudanças no benefício de streaming oferecido aos clientes dos planos Plus e Ultravioleta. A partir de 2026, o acesso ao serviço de vídeo sob demanda passará por ajustes nas condições de uso. Os titulares dos cartões afetados devem verificar os novos termos diretamente pelo aplicativo do banco para entender o impacto na sua assinatura.

  9. Trump demite líderes da comissão eleitoral americana

    O presidente Donald Trump exonerou os principais responsáveis da Comissão de Assistência Eleitoral dos Estados Unidos a cerca de quatro meses das eleições parlamentares de meio de mandato. A comissão é responsável por orientar estados e municípios na condução de eleições federais. A demissão levanta dúvidas sobre a continuidade das operações do órgão num período crítico do calendário eleitoral.

  10. Lula lidera, mas Flávio avança em São Paulo

    Pesquisa Datafolha mostra Lula à frente nas intenções de voto para 2026, mas Flávio Bolsonaro registra crescimento relevante entre eleitores paulistas. O cenário ocorre enquanto entidades do setor produtivo do Brasil e dos Estados Unidos propõem nova rodada de negociações para evitar sobretaxas comerciais. Declarações de Flávio durante visita à Casa Branca geraram preocupação entre representantes empresariais dos dois países.

    "Entidades do setor produtivo do Brasil e dos EUA propõem nova rodada de negociação para evitar tarifaço."

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