Zelensky diz ter discutido defesa aérea e sanções com Trump no Vaticano

Conflito armado em larga escala na Ucrânia há três anos com impactos humanitários contínuos motivando negociações de cessar-fogo.
Sem proteção aérea adequada, nenhuma reconstrução é possível
Zelensky enfatiza que defesa aérea é pré-requisito para qualquer investimento ou paz duradoura na Ucrânia.

À margem do funeral do Papa Francisco no Vaticano, Volodymyr Zelensky e Donald Trump trocaram palavras que o líder ucraniano considerou as mais significativas entre os dois — um encontro não planejado que tocou nos temas mais urgentes de uma guerra com três anos de devastação. Discutiram defesa aérea, sanções à Rússia e a possibilidade de um cessar-fogo de trinta dias como primeiro passo rumo à paz. Somado ao recente acordo sobre minerais essenciais, o momento sugere que, entre Washington e Kiev, há mais movimento do que silêncio.

  • Um encontro improvisado no Vaticano tornou-se, segundo Zelensky, a conversa mais produtiva que os dois líderes já tiveram — sem agenda formal, mas com peso real.
  • A defesa aérea permanece a prioridade mais urgente de Kiev: sem proteção contra os bombardeios russos, nenhuma reconstrução ou acordo econômico tem sentido prático.
  • Trump respondeu 'de forma muito forte' à questão das sanções contra Moscou, segundo Zelensky — uma afirmação que levanta expectativas sem ainda revelar consequências concretas.
  • Os dois países assinaram um acordo de minerais que garante aos EUA acesso preferencial a recursos ucranianos em troca de investimentos na reconstrução, com governança compartilhada e horizonte de vinte anos.
  • A concordância sobre um cessar-fogo de trinta dias como primeiro passo é um sinal frágil, mas real, de que o espaço diplomático entre Washington e Kiev ainda existe.

No Vaticano, durante o funeral do Papa Francisco, Volodymyr Zelensky e Donald Trump se encontraram sem agenda marcada — e o que surgiu dessa conversa foi, nas palavras do presidente ucraniano, o melhor diálogo que os dois já tiveram. Os temas foram diretos: sistemas de defesa aérea para enfrentar os ataques russos e a posição americana sobre sanções a Moscou. Trump teria respondido à questão das sanções de forma contundente, embora Zelensky não tenha detalhado o que isso significa na prática.

Os dois líderes concordaram que um cessar-fogo de trinta dias seria o primeiro passo correto para encerrar três anos de guerra devastadora. É um sinal de abertura diplomática em meio a um processo de paz marcado por incertezas.

Dias antes desse encontro, os dois países haviam assinado um acordo sobre minerais essenciais. A estrutura é clara: os Estados Unidos ganham acesso preferencial aos novos depósitos ucranianos; em troca, investimentos americanos fluem para a reconstrução do país. Um fundo conjunto, com três representantes de cada lado, supervisionará os recursos. Zelensky garantiu que os lucros não sairão da Ucrânia tão cedo — apenas após vinte anos, e somente se ambas as partes concordarem que o fundo e a reconstrução estão avançando bem.

Mas por trás de toda essa arquitetura econômica, Zelensky voltou repetidamente ao tema mais imediato: a defesa aérea. Sem proteção eficaz contra os bombardeios russos, nenhum investimento ou acordo tem valor real. O encontro no Vaticano foi, portanto, um momento em que as prioridades de Kiev foram colocadas diretamente diante de Trump. Zelensky saiu acreditando ter sido ouvido. O que resta saber é se as palavras se converterão em ação.

No funeral do Papa Francisco no Vaticano, Volodymyr Zelensky e Donald Trump encontraram-se brevemente — um encontro que o presidente ucraniano descreveu depois como o melhor que os dois já tiveram. Não foi uma reunião agendada. Mas na conversa, segundo Zelensky, os dois homens discutiram o que importa mais para Kiev neste momento: sistemas de defesa aérea capazes de enfrentar os ataques russos, e a questão das sanções americanas contra Moscou.

Zelensky afirmou que Trump respondeu à questão das sanções de forma "muito forte", embora não tenha revelado o que isso significava exatamente. Mais importante ainda, os dois concordaram que um cessar-fogo de trinta dias entre Kiev e Moscou seria o primeiro passo correto para encerrar a guerra que devasta a Ucrânia há três anos. É um sinal de que, apesar das tensões e incertezas que cercam as negociações de paz, há espaço para movimento entre Washington e Kiev.

Dias antes desse encontro no Vaticano, os dois países haviam assinado um acordo sobre minerais essenciais — um pacto que Trump divulgou amplamente e que remodela a relação econômica entre os Estados Unidos e a Ucrânia. O acordo é simples em sua estrutura, mas profundo em suas implicações. Os americanos ganham acesso preferencial aos novos depósitos minerais ucranianos. Em troca, investimentos americanos fluirão para a reconstrução do país devastado pela guerra.

Zelensky insistiu que esse dinheiro não sairia da Ucrânia — pelo menos não imediatamente. O acordo estabelece um fundo para gerenciar os investimentos e reter os lucros. A governança é equilibrada: três indicados ucranianos e três americanos comporão o conselho de supervisão, que escolherá um diretor. Apenas depois de vinte anos, se ambas as partes concordarem que o fundo está saudável e que a reconstrução está avançando, haveria possibilidade de retiradas a longo prazo. "Só se as partes, no futuro, concordarem que em 20 anos o fundo estará bem, as coisas estarão sendo construídas, haverá produção", explicou Zelensky.

Mas por trás de toda essa arquitetura financeira está uma necessidade mais urgente e imediata: a defesa aérea. Zelensky voltou a esse tema repetidamente, destacando sua importância crítica. Durante três anos de invasão em larga escala, Kiev pediu constantemente a seus aliados sistemas de defesa aérea mais eficazes. A Rússia continua bombardeando cidades ucranianas do ar, e sem proteção adequada, nenhuma reconstrução é possível. Nenhum investimento americano em minerais ou infraestrutura importa se as cidades continuarem sendo destruídas.

O encontro no Vaticano, portanto, não foi apenas uma conversa entre dois líderes em um funeral. Foi um momento em que as prioridades de Kiev — defesa imediata, segurança financeira de longo prazo, e a possibilidade de uma pausa na guerra — foram colocadas diante do presidente americano. Zelensky saiu da conversa acreditando que Trump havia ouvido. Agora, a questão é se essas palavras se transformarão em ação.

Só se as partes, no futuro, concordarem que em 20 anos o fundo estará bem, as coisas estarão sendo construídas, haverá produção
— Volodymyr Zelensky, sobre as condições para retiradas de lucros do fundo de investimento
A resposta de Trump à questão das sanções foi muito forte
— Zelensky, descrevendo a reação do presidente americano
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que Zelensky descreveu esse encontro como o melhor que já tiveram com Trump?

Model

Porque pela primeira vez, parece que houve concordância real sobre os passos seguintes. Não foi uma discussão teórica — foi sobre defesa aérea, sanções, e um cessar-fogo de trinta dias como ponto de partida.

Inventor

O acordo sobre minerais é realmente benéfico para a Ucrânia, ou é uma concessão forçada?

Model

É ambos. Kiev ganha investimento que precisa desesperadamente para reconstruir. Mas também abre seus recursos naturais a Washington de forma que não teria feito em tempos de paz.

Inventor

Por que Zelensky insistiu que o dinheiro não sairia da Ucrânia?

Model

Porque há desconfiança. Se o fundo pudesse ser drenado rapidamente, seria apenas outro empréstimo disfarçado. Ele está tentando garantir que o investimento realmente fica no país.

Inventor

A defesa aérea é realmente o problema mais urgente?

Model

É o que impede tudo mais. Sem ela, cidades continuam sendo destruídas. Sem segurança aérea, não há reconstrução possível, não há futuro estável.

Inventor

O cessar-fogo de trinta dias é realista?

Model

Ninguém sabe. Mas é o primeiro passo que ambos concordaram em tentar. Trinta dias é tempo suficiente para ver se há vontade real de negociar.

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