Todos os fatores históricos apontam numa direção positiva
No último dia de janeiro de 2023, Wall Street encerrou um mês de recuperação notável, com o S&P 500 a registar o seu melhor desempenho mensal em quatro anos. Os mercados encontraram alento em sinais de arrefecimento da economia — custos laborais mais baixos e preços imobiliários em desaceleração — que alimentaram a esperança de uma Reserva Federal menos combativa. É um daqueles momentos em que os números contam uma história de alívio coletivo: a de investidores que, após meses de turbulência, voltam a vislumbrar um horizonte mais sereno.
- O S&P 500 fechou janeiro com uma valorização acumulada superior a 5%, o melhor arranque de ano desde 2019, sinalizando uma viragem de humor nos mercados.
- Dados de custos laborais mais baixos chegaram como um sopro de alívio, alimentando a expectativa de que a Fed pudesse suavizar o ritmo dos aumentos de taxas na reunião de quarta-feira.
- O Nasdaq liderou os ganhos mensais com uma subida de quase 10%, refletindo o regresso do apetite por ativos de maior risco, especialmente no setor tecnológico.
- Resultados históricos da ExxonMobil — 56 mil milhões de dólares em lucros em 2022 — e um salto de 8,35% da General Motors reforçaram a confiança dos investidores no mercado.
- Analistas e gestores de fundos convergem numa leitura otimista: os indicadores históricos que costumam preceder valorizações bolsistas estão, neste momento, alinhados favoravelmente.
Wall Street fechou janeiro em alta, com os três principais índices a subirem mais de 1% na última sessão do mês. O S&P 500 ganhou 1,46%, encerrando em 4.076,6 pontos e completando o seu melhor janeiro em quatro anos, com uma valorização acumulada superior a 5%.
O otimismo foi alimentado por dados económicos divulgados na terça-feira: os custos laborais nos EUA recuaram no último trimestre, reforçando a esperança de que a Reserva Federal pudesse adotar uma postura menos agressiva na sua decisão de política monetária, esperada para quarta-feira. O abrandamento nos preços das casas também contribuiu para o sentimento positivo — analistas do ING, liderados pelo economista James Knightley, apontaram esse fator como um elemento que poderá ajudar a conter a inflação e abrir caminho a futuros cortes de taxas.
O Dow Jones subiu 1,09% para 34.086,04 pontos, acumulando 2% em janeiro, enquanto o Nasdaq Composite, dominado por tecnológicas, disparou quase 10% no mês, apesar de ter encerrado o último dia com um ganho mais modesto de 0,36%, em 11.584,55 pontos.
Entre os destaques individuais, a ExxonMobil valorizou 2,16% após anunciar lucros históricos de 56 mil milhões de dólares em 2022, e a General Motors surpreendeu com uma subida de 8,35% na sequência de resultados sólidos. Greg Bassuk, CEO da AXS Investments, sintetizou o espírito do momento ao afirmar que todos os fatores históricos que costumam impulsionar as ações estavam a apontar numa direção positiva — deixando analistas e investidores com renovado otimismo para os meses seguintes.
Wall Street fechou janeiro em alta, com os três principais índices da bolsa nova iorquina a subirem mais de 1% na última sessão do mês. O S&P 500, o mais importante termómetro do mercado acionista americano, ganhou 1,46% para fechar em 4.076,6 pontos, completando assim o seu melhor janeiro em quatro anos com uma valorização acumulada superior a 5%.
O otimismo dos investidores foi alimentado por dados económicos que chegaram ao mercado na terça-feira. Os custos laborais nos EUA registaram uma redução no último trimestre, um sinal que reforçou as esperanças de que a Reserva Federal possa ser menos agressiva nos aumentos de taxas de juro quando anunciar a sua decisão de política monetária na quarta-feira. A Fed estava no meio de uma reunião de dois dias que terminaria com esse anúncio.
Além dos dados de emprego, o abrandamento nos preços das casas também contribuiu para o sentimento positivo. Analistas do ING, numa nota assinada pelo economista James Knightley, explicaram que a desaceleração no mercado imobiliário é um fator que deverá ajudar a baixar a inflação, abrindo potencialmente a porta a cortes nas taxas de juro pela Fed nos meses seguintes.
Os outros dois índices principais também registaram ganhos significativos. O Dow Jones, que reflete o desempenho das maiores empresas industriais, subiu 1,09% para 34.086,04 pontos, acumulando uma valorização de 2% ao longo de janeiro. O Nasdaq Composite, dominado por empresas tecnológicas, teve um desempenho ainda mais robusto, subindo quase 10% no mês, embora tenha ganho apenas 0,36% no último dia para fechar em 11.584,55 pontos.
Entre as empresas que mais se destacaram estava a ExxonMobil, que subiu 2,16% depois de anunciar lucros de 56 mil milhões de dólares em 2022, o valor mais elevado da sua história. A General Motors também impressionou os investidores, valorizando 8,35% após divulgar fortes resultados para o ano anterior.
Greg Bassuk, CEO da AXS Investments, resumiu o sentimento dominante no mercado quando afirmou à CNBC que todos os fatores históricos que costumam impulsionar o desempenho das ações estavam a apontar numa direção que se esperava fosse positiva para o mercado acionista nos meses seguintes. O encerramento de janeiro marcava assim o fim de um período de recuperação significativa após meses mais turbulentos, deixando os analistas otimistas quanto às perspetivas para o resto do ano.
Citações Notáveis
Estamos a ver todos os drivers históricos do mercado a apontar numa direção que esperamos que seja positiva para o mercado acionista nos próximos meses— Greg Bassuk, CEO da AXS Investments
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Porque é que uma redução nos custos laborais faz os investidores acreditarem que a Fed vai abrandar?
Porque custos laborais mais baixos sugerem que a inflação está a arrefecer. A Fed tem estado a aumentar as taxas de juro para combater a inflação, mas se a inflação está a descer naturalmente, a Fed não precisa de ser tão agressiva.
E o mercado imobiliário? Porque é que isso importa?
Os preços das casas são um componente importante da inflação. Quando as casas ficam mais baratas, ou pelo menos deixam de subir tão rapidamente, isso reduz a pressão inflacionária geral na economia.
Então janeiro foi bom porque as pessoas esperam que as coisas piorem menos?
Exatamente. Os investidores estavam assustados com a possibilidade de a Fed continuar a aumentar as taxas agressivamente durante muito tempo. Agora veem sinais de que talvez não seja necessário.
A ExxonMobil ganhou 56 mil milhões de dólares. Isso é muito?
É o melhor ano da história da empresa. Mas note-se que isso aconteceu num contexto de preços de petróleo muito elevados. Quando os preços caem, esses lucros também caem.
O Nasdaq subiu 10% em janeiro, mas o Dow Jones apenas 2%. Porque a diferença?
O Nasdaq é dominado por tecnologia, que sofreu muito em 2022. Quando o sentimento muda, as ações tecnológicas recuperam mais rapidamente. O Dow é mais diversificado e estável, por isso sobe mais lentamente.