Cada um desses cinco jogadores saiu da Copa com o ouro no peito
Na noite de quarta-feira, Vinicius Junior inscreveu seu nome numa galeria íntima do futebol brasileiro ao marcar pela terceira vez consecutiva numa Copa do Mundo — feito que, antes dele, apenas Jairzinho, Romário, Ronaldo e Rivaldo haviam alcançado na fase de grupos. O que torna esse paralelo ainda mais carregado de sentido é que todos esses cinco craques saíram do torneio com a taça nas mãos, transformando o gesto individual de Vini em algo que ressoa além do placar: um elo silencioso com a tradição dos campeões.
- Com quatro gols em três jogos — incluindo dois contra a Escócia na rodada final da fase de grupos —, Vini Jr já figura na disputa pela artilharia da Copa do Mundo de 2026.
- O atacante entrou para um clube de apenas cinco membros na história do futebol brasileiro, todos eles campeões mundiais, o que transforma cada novo gol seu numa pergunta sobre destino.
- O paralelo com Ronaldo Fenômeno em 2002 é o mais evocado: o Fenômeno começou aquela Copa com a mesma voracidade e terminou artilheiro com oito gols e a taça erguida.
- O padrão histórico não é garantia — o futebol raramente funciona como profecia —, mas é um sinal notável que alimenta o otimismo brasileiro rumo às fases eliminatórias.
Vinicius Junior entrou para um clube muito restrito do futebol brasileiro ao marcar pela terceira vez consecutiva nesta Copa do Mundo. Contra a Escócia, balançou as redes duas vezes, chegando a quatro gols em apenas três partidas — com o primeiro de cabeça contra Marrocos na estreia, um contra o Haiti na goleada por 3 a 0, e o doblete na rodada final.
Antes dele, apenas Jairzinho em 1970, Romário em 1994, e Ronaldo e Rivaldo em 2002 haviam marcado nos três primeiros jogos da fase de grupos. O paralelo mais emblemático é o de Ronaldo Fenômeno, que começou a Copa de 2002 com a mesma fome, terminou artilheiro com oito gols e levantou a taça. Rivaldo foi ainda mais longe naquele torneio, marcando em cinco dos primeiros compromissos do Brasil.
Romário, campeão em 1994, também abriu a competição marcando nos três primeiros duelos. Jairzinho, o Furacão de 1970, foi o único a marcar em absolutamente todos os jogos do Brasil num Mundial, acumulando sete gols no tricampeonato.
Há ainda um sexto nome na memória: Leônidas da Silva, que marcou nos três primeiros jogos da Copa de 1938 — mas aquele torneio tinha formato completamente diferente, sem fase de grupos, o que torna a comparação menos direta.
O padrão é notável: todos os cinco jogadores que repetiram o feito na era moderna saíram da Copa com o ouro no peito. Não é garantia de nada, mas é um presságio que o Brasil tem razões para abraçar enquanto Vini Jr segue em busca da artilharia e de algo maior.
Vinicius Junior entrou para um clube muito restrito do futebol brasileiro na noite de quarta-feira. Ao marcar pela terceira vez consecutiva nesta Copa do Mundo, o atacante igualou um feito que apenas cinco craques da seleção haviam alcançado antes dele — e todos eles terminaram segurando a taça no final do torneio.
Em seu 51º jogo pela seleção, Vini Jr demonstrou o protagonismo que caracteriza os grandes momentos do Brasil. Contra a Escócia, marcou duas vezes, chegando a quatro gols em apenas três partidas. Seu primeiro gol nesta Copa saiu de cabeça contra Marrocos na estreia; depois veio um contra o Haiti, na goleada de 3 a 0; e agora dois na rodada final contra os escoceses. Essa sequência o coloca na briga pela artilharia da competição.
Antes de Vini Jr, apenas Jairzinho em 1970, Romário em 1994, Ronaldo e Rivaldo em 2002 haviam marcado nos três primeiros jogos da fase de grupos. O paralelo mais emblemático é o de Ronaldo Fenômeno. O Fenômeno começou aquela Copa de 2002 com a mesma fome que Vini demonstra agora, terminando como artilheiro com oito gols e levantando a taça. Rivaldo foi além naquele mesmo torneio, marcando em cinco dos primeiros compromissos do Brasil.
Romário, o baixinho que conquistou o título em 1994, também abriu a competição marcando nos três primeiros duelos. Só ficou em branco nas oitavas contra os Estados Unidos e na final contra a Itália, decidida nos pênaltis. Jairzinho, o Furacão da Copa de 1970, foi o único que marcou em absolutamente todos os jogos da seleção num Mundial, acumulando sete gols na campanha do tricampeonato.
A história oferece um presságio interessante. Cada um desses cinco jogadores que repetiram o feito de Vini Jr saiu da Copa com o ouro no peito. Não é garantia de nada — o futebol não funciona assim — mas é um padrão notável. Todos começaram como protagonistas e terminaram como campeões.
Há ainda um sexto nome na história: Leônidas da Silva, o ex-Flamengo que marcou nos três primeiros jogos da Copa de 1938. Mas aquele torneio funcionava de forma completamente diferente, sem fase de grupos. O Brasil entrou direto nas oitavas e enfrentou a Polônia numa partida selvagem que terminou 6 a 5, com hat-trick de Leônidas. Nas quartas, contra a Tchecoslováquia, o regulamento previa jogo de desempate em caso de empate, e Leônidas marcou em ambos os duelos.
Vini Jr agora segue o caminho traçado por esses gigantes. Com quatro gols em três jogos, ele tem tudo para continuar sendo o grande destaque ofensivo do Brasil nesta Copa. Se o padrão histórico se repetir, o Brasil tem razões para sonhar alto.
Citações Notáveis
Bom presságio? Vinicius Junior igualou um feito que só campeões do mundo pela seleção brasileira haviam atingido— Análise da performance de Vini Jr na Copa
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que esse feito de marcar nos três primeiros jogos é tão significativo? Parece um detalhe estatístico.
Não é só um número. É o indicador de que um jogador começou o torneio com protagonismo absoluto, não apenas participando, mas decidindo. Os cinco que fizeram isso antes de Vini Jr não foram coadjuvantes — foram os craques que carregaram suas seleções.
E todos eles venceram a Copa?
Todos. Ronaldo em 2002 terminou como artilheiro com oito gols. Rivaldo marcou em cinco dos primeiros jogos naquele mesmo torneio. Romário em 1994, Jairzinho em 1970. Não é coincidência, é padrão.
Mas isso não garante nada para Vini Jr, certo?
Claro que não. O futebol não funciona por presságios. Mas quando você vê um jogador começando assim, com essa fome, essa precisão, você entende por que os torcedores começam a sonhar. Ele está no caminho que os maiores trilharam.
Quantos gols ele tem agora?
Quatro em três jogos. Está na disputa pela artilharia. Se continuar nesse ritmo, pode terminar como um dos grandes nomes do torneio, assim como aqueles que o precederam.