Duas adolescentes que já provaram estar prontas para o circuito profissional
Depois de 25 anos de ausência, São Paulo reabre suas portas ao tênis feminino de elite — e o faz sob o signo da juventude. No SP Open 2025, marcado para setembro no Parque Villa-Lobos, duas adolescentes de 15 anos, Victoria Barros e Nauhany Silva, recebem convites diretos para a chave principal de um WTA 250, saltando a qualificação e ingressando no circuito profissional ao lado de nomes consagrados. O gesto da organização não é apenas esportivo: é um reconhecimento de que o futuro do tênis feminino brasileiro já chegou ao presente.
- Duas tenistas de 15 anos recebem convites históricos para um WTA 250, pulando a fase de qualificação e enfrentando adversárias profissionais experientes pela primeira vez.
- Victoria Barros, treinada por Patrick Mouratoglou na França, e Nauhany Silva, detentora de um saque de 189 km/h, carregam trajetórias juvenis excepcionais que justificam a aposta da organização.
- O SP Open 2025 reacende a tensão entre geração e tradição: as jovens estreantes dividirão quadra com Beatriz Haddad Maia, Laura Pigossi e atletas internacionais de peso como Alex Eala e Ajla Tomljanovic.
- Para Naná, que treinou no Parque Villa-Lobos quando criança, e para Victoria, que abriu mão de casa e família para treinar na Europa, o torneio é ao mesmo tempo retorno e consagração.
- O evento, com premiação de US$ 250 mil e capacidade para 30 mil espectadores, posiciona São Paulo novamente no mapa do tênis mundial e sinaliza uma nova era para o esporte feminino no Brasil.
São Paulo retorna ao circuito mundial do tênis feminino após 25 anos de ausência, e a ocasião não poderia ser mais simbólica: o SP Open 2025, realizado de 6 a 14 de setembro no Parque Villa-Lobos, abre suas portas com duas adolescentes de 15 anos na chave principal. Victoria Barros, nascida em Natal, e Nauhany Silva, paulistana conhecida como Naná, receberam convites diretos da organização, ingressando na competição ao lado de veteranas como Beatriz Haddad Maia e Laura Pigossi sem precisar passar pela qualificação.
Victoria construiu sua trajetória sob a orientação de Patrick Mouratoglou — o técnico de Serena Williams — e já acumula títulos ITF desde os 13 anos. Em 2025, venceu o ITF J300 de Bamberg e figura entre as 25 melhores tenistas juvenis do mundo. Seu caminho exigiu mudanças de cidade e, por fim, a travessia para uma academia na França, onde aprimora um jogo marcado pela agressividade e consistência.
Naná trilha um percurso igualmente impressionante. Foi a primeira tenista nascida em 2010 a entrar no ranking WTA e chegou às oitavas de final do juvenil de Wimbledon em 2025. Seu saque já atingiu 189 km/h — velocidade próxima ao recorde de Serena Williams — e sua maturidade tática surpreende para a idade. Treina na Rede Tênis Brasil e guarda memórias afetivas do Parque Villa-Lobos, onde jogou quando criança.
O torneio vai além da competição: é um evento que reúne 30 mil espectadores por edição, oferece US$ 250 mil em premiação e atrai nomes internacionais como a filipina Alex Eala e a australiana Ajla Tomljanovic. O troféu, assinado pelo joalheiro Ara Vartanian com inspiração no Marco Zero de São Paulo, reforça a identidade cultural do evento. A estreia do Clube Top 100 — que homenageia ex-tenistas brasileiros de elite como Carol Meligeni e Ingrid Martins — completa um cenário que celebra tanto a história quanto o futuro do tênis nacional.
Para Victoria e Naná, jogar em casa diante de familiares e torcedores pode ser o divisor de águas em suas transições para o profissionalismo. O SP Open não é apenas o retorno de São Paulo ao circuito mundial — é o anúncio de uma nova geração que já está pronta para ocupar seu lugar.
São Paulo volta a receber um torneio de elite do tênis feminino mundial depois de um quarto de século ausente, e a estreia acontece sob o signo da renovação. No SP Open 2025, que ocorre de 6 a 14 de setembro no Parque Villa-Lobos, duas adolescentes de 15 anos — Victoria Barros, natural de Natal, e Nauhany Silva, de São Paulo — ganham seus primeiros convites para a chave principal de um WTA 250, pulando a fase de qualificação e entrando direto na competição ao lado de nomes consolidados como Beatriz Haddad Maia e Laura Pigossi. A organização do torneio apostou em ambas, reconhecendo o que o circuito juvenil internacional já vinha sussurrando: que estas duas jogadoras representam o futuro do tênis feminino brasileiro.
Victoria treina sob a orientação de Patrick Mouratoglou, o técnico que trabalhou com Serena Williams, e construiu sua trajetória com um jogo marcado pela agressividade e consistência. Aos 13 anos, em 2023, conquistou quatro títulos em torneios ITF. No ano seguinte, alcançou a semifinal do W15 de Monastir, na Tunísia, garantindo seus primeiros pontos no ranking WTA. Em 2025, venceu o ITF J300 de Bamberg, derrotando uma adversária dois anos mais velha na final — uma vitória que a colocou entre as 25 melhores tenistas juvenis do mundo. Sua carreira já incluiu mudanças para São Paulo e Curitiba antes de se estabelecer na academia de Mouratoglou, na França, um trajeto que fala tanto de determinação quanto de sacrifício familiar.
Nauhany Silva, conhecida como Naná, segue um caminho igualmente notável. Também aos 13 anos, em 2023, venceu o ITF J30 da Guatemala. Um ano depois, tornou-se a primeira tenista nascida em 2010 a entrar no ranking WTA — um feito histórico que marca sua precocidade. Sua campanha nas oitavas de final do juvenil de Wimbledon em 2025 reforçou essa ascensão meteórica. Treina na Rede Tênis Brasil e é reconhecida pelo saque potente, que já alcançou 189 km/h, velocidade próxima ao recorde de Serena Williams. Onde Victoria é agressiva, Naná combina potência com uma maturidade tática incomum para a idade.
O SP Open não é apenas um torneio, mas um símbolo do retorno de São Paulo ao circuito mundial após 25 anos de ausência. O evento será disputado em quadras de piso duro, com capacidade para receber 30 mil espectadores, e oferece uma premiação de US$ 250 mil. A estrutura promete atrair nomes internacionais de peso: a filipina Alex Eala, semifinalista do Miami Open 2025, e a australiana Ajla Tomljanovic, com vasta experiência no circuito profissional. A fase qualificatória, nos dias 6 e 7 de setembro, terá entrada gratuita, abrindo a possibilidade de mais brasileiras chegarem à chave principal.
Para Victoria e Naná, jogar em casa representa um marco na transição para o circuito profissional. Victoria terá a chance de exibir seu estilo agressivo diante da torcida brasileira. Naná, que treinou no Parque Villa-Lobos quando criança, vê no torneio uma oportunidade de reviver memórias enquanto conquista novos fãs. O apoio de familiares e amigos pode ser um divisor de águas em suas carreiras, segundo o diretor do torneio, Luiz Carvalho, que destacou a importância de apresentar jovens talentos ao público.
O troféu do SP Open, desenhado pelo joalheiro Ara Vartanian, reforça a identidade do evento. Com 53 centímetros de largura e 25 de altura, a peça em latão, alumínio e madeira jatobá simboliza a leveza e a tensão de um ponto decisivo no tênis, com inspiração no Marco Zero de São Paulo. A presença de Victoria e Naná ao lado de veteranas como Beatriz Haddad Maia — atual número 21 do mundo — e de medalhistas olímpicas como Laura Pigossi e Luisa Stefani cria um ambiente de troca de experiências essencial para o desenvolvimento do esporte nacional.
O SP Open também marca a estreia do Clube Top 100, uma iniciativa que convida ex-tenistas brasileiros que estiveram entre os 100 melhores do mundo para acompanhar o evento. Nomes como Carol Meligeni e Ingrid Martins integram essa homenagem ao histórico do tênis nacional. Tudo isso acontece em um momento em que o Brasil vê emergir uma nova geração de promessas — João Fonseca no masculino, Victoria e Naná no feminino — sinalizando um futuro promissor para o esporte no país. O torneio não é apenas uma competição, mas uma celebração do presente e do futuro do tênis feminino brasileiro.
Citações Notáveis
A experiência de jogar em casa, com apoio de familiares e amigos, pode ser um divisor de águas para Victoria e Naná na transição para o circuito profissional— Luiz Carvalho, diretor do torneio
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que exatamente um convite direto para a chave principal? Não seria mais natural elas passarem pelo qualifying?
O convite direto é um sinal de confiança da organização. Significa que elas já demonstraram o suficiente no circuito juvenil para merecer esse salto. Além disso, há uma estratégia: trazer nomes brasileiros jovens atrai a torcida local, e isso importa em um torneio que volta após 25 anos.
Victoria treina com Patrick Mouratoglou. Isso muda algo na forma como ela joga?
Muda tudo. Mouratoglou trabalhou com Serena Williams, então ele traz uma filosofia de jogo agressivo, estruturado. Victoria absorveu isso. Ela não apenas bate forte — ela sabe quando bater forte. Isso é raro em uma adolescente.
E Naná? O saque dela alcança 189 km/h. Isso é suficiente para competir em um WTA 250?
Velocidade é apenas parte da história. O que impressiona em Naná é a maturidade tática. Ela não é só potência bruta. Aos 15 anos, já entrou no ranking WTA — ninguém nascido em 2010 tinha feito isso antes. Isso fala de consistência, não apenas de momentos brilhantes.
Jogar em casa, no Parque Villa-Lobos, pode ser uma vantagem ou uma pressão?
Ambas as coisas. A torcida pode elevar o nível de jogo, dar energia. Mas também há expectativa. Naná treinou ali quando criança, então há uma conexão emocional. Para Victoria, é a primeira vez jogando em um WTA em casa. Isso pode ser libertador ou paralisante — depende de como elas lidam com a pressão.
Qual é o próximo passo depois do SP Open para essas duas?
Isso depende de como saem daqui. Se tiverem bom desempenho, ganham confiança e pontos no ranking. O circuito profissional é implacável, mas elas já provaram que conseguem competir. O SP Open é um teste real — não é mais juvenil, é o circuito de verdade.