Vereador afirma que cerimônia de Michelle no Theatro Municipal será realizada

Uma desfeita com a nossa querida primeira-dama mais amada
Vereador Digilio criticou a decisão judicial como desrespeito ao poder legislativo e à ex-primeira-dama.

Em São Paulo, uma cerimônia planejada para homenagear a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tornou-se palco de uma disputa mais profunda: o embate entre a legitimidade do Legislativo municipal e a autoridade do Judiciário sobre o uso do patrimônio público. Um desembargador proibiu o evento no Theatro Municipal, invocando princípios da administração pública, enquanto o vereador responsável pela homenagem declarou que o evento seguiria adiante — revelando, nesse impasse, a fragilidade das fronteiras entre os poderes quando a política e o símbolo se sobrepõem ao procedimento.

  • Um desembargador assinou decisão proibindo o uso do Theatro Municipal para a cerimônia, atendendo a pedido da deputada estadual Erika Hilton, que apontou desvio de finalidade e gastos indevidos ao erário.
  • O vereador Rinaldi Digilio declarou publicamente, via Instagram, que não havia sido notificado da decisão judicial e que o evento ocorreria normalmente na segunda-feira às 18 horas.
  • A Câmara Municipal teria confirmado ao vereador que tomou as medidas necessárias para garantir a realização do evento — mas sem explicar como pretende contornar a ordem judicial.
  • O impasse expõe uma colisão direta entre o Judiciário e o Legislativo municipal, com a questão central ainda em aberto: qual poder prevalecerá quando a segunda-feira chegar.

No domingo, 24 de março de 2024, o vereador Rinaldi Digilio, do União Brasil, desafiou uma ordem judicial ao afirmar que a cerimônia de concessão do título de cidadã paulista a Michelle Bolsonaro ocorreria conforme planejado — na segunda-feira seguinte, às 18 horas, no Theatro Municipal de São Paulo.

Quatro dias antes, o desembargador Martin Vargas havia proibido o uso do teatro para o evento, argumentando que a cerimônia feria os princípios da administração pública. A decisão foi publicada integralmente pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e surgiu a partir de um pedido da deputada estadual Erika Hilton, do Psol, que apontou gastos extras ao erário e desvio de finalidade do patrimônio municipal.

Digilio respondeu pelo Instagram, afirmando não ter recebido notificação judicial e declarando que a Câmara Municipal havia tomado as medidas necessárias para que o evento prosseguisse. Sem detalhar quais seriam essas medidas, o vereador criticou duramente a decisão do tribunal, classificando-a como um desrespeito à independência dos poderes e um ataque direto ao Legislativo municipal.

O impasse deixou em aberto uma questão concreta e simbólica: diante da colisão entre a proibição judicial e a determinação legislativa, qual poder prevaleceria quando chegasse o momento da cerimônia.

Um vereador de São Paulo desafiou uma ordem judicial no domingo, 24 de março de 2024, insistindo que uma cerimônia para homenagear Michelle Bolsonaro seguiria adiante conforme planejado. Rinaldi Digilio, do União Brasil, declarou não ter recebido notificação do Tribunal de Justiça de São Paulo sobre a proibição e afirmou que o evento ocorreria na segunda-feira seguinte, às 18 horas, no Theatro Municipal.

Quatro dias antes, o desembargador Martin Vargas havia assinado uma decisão impedindo o uso do teatro para a cerimônia de concessão do título de cidadã paulista à ex-primeira-dama. Na fundamentação, o magistrado argumentou que o evento feriria os princípios da administração pública. O documento foi publicado integralmente pela corte.

Digilio respondeu à decisão através de um pronunciamento em sua conta no Instagram, dirigindo-se diretamente aos seus seguidores. Ele afirmou ter consultado a Câmara Municipal de São Paulo e recebido confirmação de que a Casa havia tomado as medidas necessárias para que o evento prosseguisse. O vereador não detalhou quais seriam essas medidas ou como a Câmara pretendia contornar a ordem judicial.

Em seu discurso, Digilio criticou duramente a decisão do tribunal. Disse ser intolerável que uma ordem judicial desrespeitasse a independência dos poderes e contrariasse uma homenagem já aprovada pelo legislativo municipal. Caracterizou a situação como um ataque direto ao poder legislativo e uma desfeita à ex-primeira-dama, referindo-se a ela e ao ex-presidente Jair Bolsonaro em termos elogiosos.

O pedido para bloquear a cerimônia havia partido da deputada estadual Erika Hilton, do Psol. Hilton argumentou que o evento geraria gastos extras aos cofres públicos e representaria um desvio de finalidade do patrimônio municipal. Seu pedido foi acolhido pelo desembargador, que viu na cerimônia uma violação dos princípios que devem guiar a administração pública.

O impasse revelava uma tensão clara entre dois poderes: o Judiciário, que havia proibido o uso do espaço público, e o Legislativo, que havia aprovado a homenagem e agora se recusava a aceitar a interdição. Digilio não explicou como a Câmara pretendia executar o evento diante da proibição judicial, deixando em aberto a questão de qual poder prevaleceria quando a segunda-feira chegasse.

Jamais poderia tolerar que uma decisão que desrespeita a independência dos poderes causasse essa desfeita
— Vereador Rinaldi Digilio
A cerimônia implicará em gastos extras ao Poder Público e pode resultar no desvio de finalidade do patrimônio
— Deputada Erika Hilton
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Como um vereador pode simplesmente ignorar uma ordem de um desembargador?

Model

Ele não está exatamente ignorando — está contestando a legitimidade da ordem. Para ele, o Judiciário não teria autoridade para bloquear uma decisão do Legislativo.

Inventor

Mas a Câmara Municipal consultada por ele concordou que o evento seguiria adiante?

Model

Sim, segundo Digilio. A Câmara respondeu que as medidas cabíveis foram tomadas. O que essas medidas são, porém, permanece vago.

Inventor

E quanto aos argumentos da deputada Hilton sobre gastos públicos?

Model

Ela levantou duas questões: custos extras e desvio de finalidade. O desembargador acatou essas preocupações. Mas para Digilio, isso é uma intromissão do Judiciário em assuntos legislativos.

Inventor

Qual era o propósito original da cerimônia?

Model

Conceder a Michelle Bolsonaro o título de cidadã paulista. Uma homenagem política, aprovada pela Câmara antes de qualquer contestação.

Inventor

Isso parece um confronto inevitável entre poderes.

Model

Exatamente. O Judiciário diz que o evento fere princípios públicos. O Legislativo diz que tem direito de homenagear quem quiser. Alguém teria que ceder.

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