Na manhã de uma sexta-feira de julho, o vento não pediu licença para entrar em São Lourenço do Oeste. A estrutura metálica das arquibancadas do Estádio do Esporte Clube Brasil cedeu às rajadas que varreram a comunidade de Frederico Wastner, lembrando que as obras humanas, por mais sólidas que pareçam, dialogam sempre com as forças da natureza. O episódio não foi surpresa para quem acompanhava os alertas: o Oeste e o Extremo-Oeste catarinense estavam sob aviso de vendavais entre 60 e 100 km/h, e a destruição do estádio tornou visível o que os boletins meteorológicos já anunciavam em palavras.