Num gesto que ecoa a tensão permanente entre soberania nacional e responsabilidade universal, a Venezuela formalizou a sua saída do Tribunal Penal Internacional, comunicando ao secretário-geral da ONU a denúncia do Estatuto de Roma. A decisão, anunciada pelo ministro Félix Plasencia, chega quando o TPI investigava há anos possíveis crimes contra a humanidade cometidos sob o governo de Nicolás Maduro, incluindo a repressão mortal das manifestações de 2017. Para a comunidade internacional, o movimento não é apenas uma retirada jurídica — é um sinal de que Caracas escolhe o silêncio institucional
Venezuela sai do TPI e ONU alerta para risco de impunidade
Aproximadamente uma centena de pessoas morreram durante as manifestações de 2017 duramente reprimidas pelas autoridades venezuelanas, crimes que agora escapam à jurisdição do TPI.