Corpo de Bombeiros orienta como aproveitar festas juninas com segurança no DF

O fogo que não funciona não merece segunda chance
Orientação do Corpo de Bombeiros sobre o manejo seguro de fogos de artifício durante festas juninas.

A cada junho, o Distrito Federal se enche de fogueiras, fogos e forró — e com mais de mil e quinhentas festas juninas cadastradas, o Corpo de Bombeiros lembra que a alegria coletiva exige responsabilidade individual. As orientações divulgadas não são burocracia: são o reconhecimento de que o fogo, quando mal conduzido, transforma celebração em tragédia. Cuidar do próximo começa por gestos simples — escolher o produto certo, afastar as crianças, respeitar a lei.

  • Mais de 1.500 festas juninas estão programadas no DF, concentrando multidões em igrejas, escolas e espaços públicos — o risco de acidentes cresce na mesma proporção da festa.
  • Fogos sem certificação, fogueiras mal posicionadas e balões soltos representam ameaças reais a pessoas, animais e ao meio ambiente urbano.
  • O Corpo de Bombeiros entrou em campo com orientações diretas: apenas adultos sóbrios manuseiam fogos, fogueiras ficam a 50 metros da vegetação e animais de estimação devem ser recolhidos.
  • Soltar balões é crime no DF — não uma infração menor, mas um ato com consequências penais e ambientais que as autoridades querem deixar inequívoco.
  • Em caso de queimadura, a resposta correta é água corrente e o número 193 — sem pomadas caseiras, sem estourar bolhas, sem improvisar.

Junho chegou ao Distrito Federal com mais de mil e quinhentas festas juninas cadastradas, a maioria no Plano Piloto. Diante do volume de celebrações, o Corpo de Bombeiros Militar do DF divulgou um conjunto de orientações práticas para evitar que a festa vire emergência.

O primeiro cuidado começa na compra: fogos de artifício devem ser adquiridos apenas em lojas autorizadas pelo Exército, com nota fiscal e selo do Inmetro na embalagem. Esse selo garante que o produto passou por análise de segurança — não é detalhe, é proteção.

Na hora de soltar os fogos, o capitão Fábio Bohle é direto: somente adultos, sem álcool, devem manusear os artefatos. Crianças ficam longe. Se um fogo falhar, o correto é mergulhá-lo em um balde com água — nunca tentar uma segunda vez. Para shows pirotécnicos maiores, a recomendação é contratar profissionais habilitados.

Animais de estimação merecem atenção especial: cães e gatos sofrem com o barulho dos fogos e devem permanecer dentro de casa, preferencialmente em cômodos separados para não ampliar a ansiedade uns dos outros.

As fogueiras têm regras claras de localização: distância mínima de 50 metros da vegetação, altura máxima de 1,5 metro, terreno limpo de folhas e galhos, e uma camada de areia entre o solo e a lenha. Crianças precisam de supervisão constante nessas áreas.

Se acidentes ocorrerem, a resposta deve ser imediata e correta: lavar a queimadura em água corrente, não estourar bolhas e ligar 193. Nenhum produto caseiro deve ser aplicado sem orientação médica.

Por fim, o Corpo de Bombeiros reforça: soltar balões é crime no DF. Um balão pode cair em floresta, residência ou indústria, causando incêndios, danos patrimoniais e ferimentos. Fabricar, vender ou soltar é ilegal. Festas com mais de 200 pessoas exigem cadastro prévio na Secretaria da Segurança Pública.

Junho chegou ao Distrito Federal com mais de mil e quinhentas festas juninas já cadastradas para os próximos meses, a maioria delas concentrada no Plano Piloto em igrejas, escolas e outros espaços públicos. Com tantos eventos programados, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal resolveu colocar na rua um conjunto de orientações práticas para que as celebrações transcorram sem acidentes graves.

O ponto de partida é simples: onde comprar. Fogos de artifício devem vir apenas de lojas autorizadas pelo Exército, que é quem fiscaliza esse tipo de comércio no país. Ao adquirir o produto, o comprador deve verificar se a nota fiscal é emitida e, mais importante ainda, se a caixa traz o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia — o Inmetro. Esse selo não é apenas um detalhe burocrático; ele atesta que o material passou por análise de segurança antes de chegar às mãos do consumidor.

Quando chega a hora de soltar os fogos, as regras mudam de tom. O capitão Fábio Bohle, representante do Serviço Operacional de Informação Pública do Corpo de Bombeiros, é direto: apenas adultos devem manusear os artefatos, e esses adultos não podem ter ingerido bebidas alcoólicas. As crianças devem ficar longe. Se um fogo não funcionar na primeira tentativa, não vale a pena tentar novamente — o correto é colocar o material em um balde com água para neutralizar a carga explosiva. Para apresentações pirotécnicas mais elaboradas, a orientação é contratar profissionais habilitados, não improvisar.

Os animais de estimação merecem atenção especial. Os ouvidos dos cães e gatos são muito mais sensíveis do que os humanos, e o barulho dos fogos causa estresse considerável. A melhor solução é mantê-los dentro de casa durante as festas. Se há mais de um animal, o ideal é separá-los em cômodos diferentes para evitar que um aumente a ansiedade do outro.

As fogueiras, por sua vez, têm regras de localização bem definidas. Não podem ser acesas embaixo ou perto de árvores, nem próximas à rede elétrica. A distância mínima da vegetação é de cinquenta metros, e a altura máxima permitida é de um metro e meio. Antes de acender qualquer coisa, o local deve ser limpo de folhas e galhos soltos, e é recomendável colocar uma camada de areia entre o solo e os troncos para evitar que o fogo se espalhe. As crianças precisam de supervisão integral perto de fogueiras, e brincadeiras nessas áreas devem ser evitadas completamente.

Quando acidentes acontecem — e às vezes acontecem — a resposta deve ser rápida e correta. Queimaduras devem ser lavadas em água corrente, sem aplicação de nenhum produto caseiro ou remédio sem orientação médica. As bolhas que se formam não devem ser estouradas; elas funcionam como defesa natural do corpo contra infecções. Em casos graves, o número 193 deve ser discado imediatamente, ou o ferido deve ser levado à unidade de saúde mais próxima.

Há ainda uma prática que o Corpo de Bombeiros quer deixar clara: soltar balões é crime no Distrito Federal. Não é apenas perigoso — é ilegal. Um balão pode cair em uma floresta, em uma casa, em uma indústria, causando danos ambientais, prejuízos patrimoniais ou ferimentos em pessoas. Fabricar, vender, transportar ou soltar balões viola a lei.

Para festas com público estimado acima de duzentas pessoas, o cadastro na Secretaria da Segurança Pública é obrigatório, independentemente de qual região administrativa do Distrito Federal seja o local do evento. As informações sobre documentação necessária estão disponíveis no site da SSP.

O manuseio deve ser feito por adultos que não tenham ingerido bebidas alcoólicas, longe das crianças, e os fogos que não funcionarem devem ser colocados em um balde com água para neutralizar a carga explosiva.
— Capitão Fábio Bohle, Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal
As bolhas provocadas por queimaduras são uma defesa natural do organismo para proteger de infecções e não devem ser estouradas.
— Capitão Fábio Bohle, Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que o Corpo de Bombeiros decidiu divulgar essas orientações justamente agora, em abril, se as festas juninas são em junho?

Model

Porque a preparação começa cedo. As pessoas já estão comprando fogos, planejando eventos, alugando espaços. Quanto mais antecipada a informação, mais tempo as pessoas têm para fazer as coisas certas.

Inventor

O que mais preocupa os bombeiros? Os fogos em si, ou o jeito que as pessoas usam?

Model

Os dois, mas principalmente o segundo. Um fogo certificado é seguro se manuseado corretamente. O problema é quando alguém bebe, deixa criança brincar com o material, ou tenta reaproveitar algo que não funcionou.

Inventor

Por que tanta ênfase em não estourar as bolhas de queimadura?

Model

Porque é instintivo. A pessoa se queima, vê a bolha, quer se livrar dela. Mas aquela bolha é a proteção do corpo contra infecção. Estourar é abrir porta para bactérias.

Inventor

E os balões? Por que criminalizar algo que parece tão inofensivo?

Model

Porque não é. Um balão cai em uma floresta durante a seca e causa incêndio. Cai em uma linha de transmissão e causa apagão. Cai em uma indústria e causa explosão. O risco é real.

Inventor

Como fica a questão dos animais? É realmente tão traumático para eles?

Model

Muito. O ouvido de um cão é muito mais aguçado que o nosso. O que para nós é um barulho alto, para eles é quase insuportável. Por isso a orientação é simples: deixe-os dentro de casa, em segurança.

Inventor

E se alguém não seguir essas orientações?

Model

Aí entra o 193. Os bombeiros vão estar lá. Mas é sempre melhor prevenir do que remediar.

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