Colégio Classe A lidera ranking do Enem 2025 em Campo Grande com 718 pontos

Apenas duas escolas ultrapassaram 700 pontos; as estaduais mal chegam a 560
A disparidade entre instituições privadas e públicas em Campo Grande revela um abismo na qualidade educacional local.

Em Campo Grande, o Colégio Classe A sagrou-se líder do Enem 2025 com 718,05 pontos, consolidando uma realidade que transcende o mérito individual: a qualidade do ensino, nesta capital, ainda é amplamente determinada pela capacidade de pagar por ela. O Colégio Militar surge como rara exceção pública num topo dominado por instituições privadas, enquanto as escolas estaduais mal alcançam 562 pontos — um espelho fiel das desigualdades que estruturam a educação brasileira.

  • O Colégio Classe A lidera com folga em Campo Grande, mas nem assim consegue entrar no top 50 nacional — revelando que a excelência local tem limites quando comparada ao país.
  • Nove das dez melhores escolas da capital são privadas, tornando o topo do ranking um espaço quase exclusivo de quem pode pagar.
  • O Colégio Militar rompe esse padrão como única escola pública no top 10, mas ainda acumula uma desvantagem de quase 52 pontos em relação ao líder.
  • A queda é abrupta após as instituições militares: o IFMS aparece com 598 pontos e a primeira escola estadual mal ultrapassa 561 — uma diferença de mais de 150 pontos em relação ao Classe A.
  • O abismo entre redes pública e privada não é flutuação estatística; é sintoma de um desafio estrutural que o ranking torna visível, mas que os números sozinhos não resolvem.

O Colégio Classe A, no bairro Monte Castelo, conquistou o primeiro lugar no ranking do Enem 2025 entre as escolas de Campo Grande, com média geral de 718,05 pontos. O resultado, divulgado em 23 de junho, considera as quatro provas objetivas e a redação. Apesar da liderança municipal, a instituição ficou às portas — mas fora — da lista das 50 melhores escolas do Brasil.

O cenário local é dominado pelo setor privado: nove das dez escolas com melhores médias são particulares. A única exceção é o Colégio Militar de Campo Grande, em sexto lugar com 666,31 pontos, à frente de tradicionais colégios privados como Marista Alexander Fleming, Master e Maria Montessori. Apenas duas escolas superaram os 700 pontos: o Classe A e o Bionatus II. As demais se concentram na faixa dos 670 pontos, todas acima de 636.

No campo público, o contraste é marcante. Após o Colégio Militar, o IFMS aparece com 598,20 pontos, e a primeira escola estadual — Professor Severino de Queiroz — registra apenas 561,79 pontos. A diferença entre o líder privado e a melhor estadual ultrapassa 156 pontos, evidenciando uma lacuna que vai muito além de variações pontuais de desempenho.

O levantamento do Ministério da Educação inclui apenas escolas com ao menos dez participantes, o que pode deixar instituições menores fora do retrato. Ainda assim, os números são suficientemente eloquentes: enquanto o topo privado opera acima de 700 pontos, a rede estadual mal chega aos 560 — um desafio estrutural que o ranking ilumina, mas que exigirá muito mais do que estatísticas para ser enfrentado.

O Colégio Classe A, instalado no bairro Monte Castelo, conquistou a primeira posição no ranking do Enem 2025 entre as escolas de Campo Grande, com uma média geral de 718,05 pontos. O resultado foi divulgado na terça-feira, 23 de junho, e reflete o desempenho combinado das quatro provas objetivas e da redação de seus estudantes. Apesar da liderança local, a instituição ficou próxima, mas não conseguiu entrar na lista das 50 melhores escolas do país segundo o levantamento feito a partir dos dados do Ministério da Educação.

O cenário do ensino em Campo Grande revela uma concentração clara de desempenho nas instituições privadas. Das dez escolas com as melhores médias na capital, nove são particulares. O Colégio Militar de Campo Grande é a única exceção pública nesse grupo de elite, ocupando a sexta posição com 666,31 pontos — uma diferença de 51,74 pontos em relação ao Classe A. Esse resultado coloca a instituição militar à frente de colégios tradicionais da rede privada como Marista Alexander Fleming, Master e Maria Montessori.

Apenas duas escolas de Campo Grande ultrapassaram a marca dos 700 pontos: o Classe A e o Bionatus II. A partir daí, as médias caem significativamente para a faixa dos 670 pontos, onde se posicionam Harmonia e Maestria. Entre as dez melhores instituições privadas — que incluem também Almirante Tamandaré, Marista, Master, Maria Montessori, Status e Évora — todas ficaram acima de 636 pontos, demonstrando uma concentração de qualidade nesse segmento.

O quadro das escolas públicas é bem diferente. Após o Colégio Militar, o segundo melhor resultado veio do IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul), campus Campo Grande, com 598,20 pontos — uma queda de 68,11 pontos em relação à instituição militar. A primeira escola estadual a aparecer no ranking é a Escola Estadual Professor Severino de Queiroz, com 561,79 pontos. Essa progressão descendente ilustra a disparidade entre os segmentos público e privado na capital.

É importante notar que o levantamento do Ministério da Educação só inclui escolas com pelo menos dez participantes no exame, o que significa que instituições menores não aparecem na contagem. A metodologia considera apenas a média das notas das quatro provas objetivas e da redação, oferecendo um retrato do desempenho geral de cada instituição. Os números revelam um desafio estrutural na educação pública local: enquanto as melhores escolas privadas operam em um patamar acima de 700 pontos, as estaduais mal chegam aos 560 pontos, sinalizando uma lacuna que vai além de simples variações de desempenho.

O Colégio Classe A teve a maior média geral entre as instituições de ensino de Campo Grande no Enem de 2025
— Dados divulgados pelo Ministério da Educação
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que o Colégio Militar consegue se destacar tanto entre as escolas públicas, se a diferença para o Classe A é tão grande?

Model

O Militar tem uma estrutura diferente. É uma instituição com seleção de entrada, disciplina rigorosa e recursos que as estaduais comuns não têm. Mas mesmo assim, 51 pontos de diferença é um abismo.

Inventor

E essa diferença entre 718 e 561 pontos — o que significa na prática para um aluno?

Model

Significa acesso. Um aluno do Classe A tem muito mais chance de entrar em uma universidade federal ou em um curso concorrido. O aluno da estadual enfrenta uma barreira real.

Inventor

As escolas privadas parecem todas muito próximas umas das outras. Isso é coincidência?

Model

Não. Elas competem pelo mesmo público, usam métodos parecidos, têm recursos similares. O Classe A e o Bionatus II puxam para cima, mas o resto fica em um bloco coeso acima de 636 pontos.

Inventor

E por que o Classe A não entrou no top 50 nacional?

Model

Porque 718 é bom localmente, mas o Brasil tem escolas que tiram 750, 760 pontos. A capital não está no topo da pirâmide nacional.

Inventor

Isso muda algo para Campo Grande?

Model

Muda a conversa. Mostra que temos qualidade em alguns lugares, mas um vazio enorme no meio. Não é só sobre o Classe A ganhar — é sobre por que as estaduais estão tão longe.

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