Em um sábado de agosto na Zona Leste de São Paulo, o empresário Renan Santos formalizou sua candidatura à presidência pelo partido Missão com uma promessa que condensa toda a sua visão de governo: matar quem roubar. A proposta de tolerância zero contra o crime não é um detalhe de campanha, mas o seu eixo central — um apelo à ordem radical em um país que registra dezenas de milhares de homicídios por ano. Com recursos mínimos, sem alianças e sem tempo de televisão, Renan aposta que a contundência da mensagem pode superar a escassez dos meios.
"Vamos matar quem roubar", diz Renan Santos ao lançar candidatura
A proposta de política de segurança com 'tolerância zero' potencialmente afeta milhões de brasileiros em comunidades vulneráveis, com risco de aumento de confrontos letais entre polícia e criminosos.