Levar a vacina para locais de grande circulação é encontrar as pessoas onde elas já estão
Em Erechim, a Prefeitura levou a vacinação contra a gripe para dentro dos supermercados, reconhecendo que a proteção coletiva só se concretiza quando o acesso se adapta à vida das pessoas, e não o contrário. Com apenas 47,49% de cobertura entre os grupos prioritários — menos da metade da meta nacional de 90% — a cidade enfrenta uma lacuna que vai além da logística: é um convite a repensar como a saúde pública encontra seus cidadãos.
- A cobertura vacinal em Erechim está perigosamente abaixo da meta: crianças com 36,64%, idosos com 50,63% e gestantes com 54,39% revelam uma campanha que ainda não chegou a quem mais precisa.
- A estratégia de levar vacinas aos supermercados Master e Caitá no sábado 20 de junho resultou em 190 doses aplicadas, apostando que a imunização precisa ir ao encontro da rotina das pessoas.
- O secretário de Saúde, Vianei Mueller, defende que barreiras como distância, horários rígidos e rotina urbana são obstáculos reais que precisam ser ativamente removidos pela gestão pública.
- A vacinação segue disponível em todas as UBSs de segunda a sexta-feira, com horário estendido na UBS Centro — das 8h30 às 18h30 sem pausa — como concessão concreta ao ritmo da vida urbana.
No sábado 20 de junho, a Prefeitura de Erechim levou a vacinação contra a gripe para os supermercados Master e Caitá, apostando que a imunização precisa estar onde as pessoas já estão. A ação resultou em 190 doses aplicadas — um número modesto, mas que carrega uma mensagem clara: nem todos chegam espontaneamente às unidades de saúde.
O contexto que motivou a iniciativa é preocupante. Erechim já aplicou 29.288 doses da vacina contra Influenza, mas a cobertura entre os grupos prioritários alcança apenas 47,49% — menos da metade da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde. Entre crianças, o índice é de 36,64%; entre idosos, 50,63%; entre gestantes, 54,39%. Nenhum desses números oferece tranquilidade.
Para o secretário de Saúde, Vianei Mueller, descentralizar a vacinação é mais do que uma tática: é reconhecer onde as pessoas realmente circulam e ir ao encontro delas. Ele expressou satisfação com a adesão da comunidade no sábado e reafirmou o compromisso de ampliar a cobertura, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
A campanha continua disponível em todas as unidades básicas de saúde, de segunda a sexta-feira. A UBS Centro oferece atendimento estendido das 8h30 às 18h30, sem interrupção ao meio-dia. Para se vacinar, basta um documento de identificação; crianças e adolescentes devem trazer também a carteira de vacinação. A distância entre a cobertura atual e a meta de 90% permanece como um desafio em aberto.
No sábado 20 de junho, a Prefeitura de Erechim levou a vacinação contra a gripe para onde as pessoas já estavam — nos supermercados Master e Caitá, em uma tentativa de transformar o acesso à imunização em algo tão simples quanto fazer compras. A ação resultou em 190 doses aplicadas, um número modesto mas significativo para uma estratégia que reconhece uma verdade incômoda: nem todos chegam até as unidades de saúde.
A iniciativa partiu da Secretaria Municipal de Saúde com um objetivo claro: ampliar a cobertura vacinal contra a Influenza. Até o momento da ação, Erechim havia aplicado 29.288 doses da vacina, um volume que pode parecer expressivo até se confrontar com a realidade dos números. A cobertura vacinal entre os grupos prioritários — aqueles que mais precisam de proteção — alcançava apenas 47,49%, quase metade da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde. Entre crianças, o índice era de 36,64%. Entre gestantes, 54,39%. Entre idosos, 50,63%. Nenhum desses números inspirava tranquilidade.
O secretário de Saúde, Vianei Mueller, vê na descentralização mais que uma tática de campanha. Para ele, levar a vacina para espaços de grande movimento é reconhecer onde as pessoas realmente circulam e tentar encontrá-las ali. Mueller expressou satisfação com a participação da comunidade no sábado e reafirmou o compromisso de aumentar a cobertura, particularmente entre os grupos que mais precisam de proteção. A estratégia aponta para uma compreensão de que barreiras ao acesso — distância, horários, rotina — precisam ser removidas, não apenas anunciadas.
A vacinação contra a gripe permanece disponível em todas as unidades básicas de saúde de Erechim, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 11h e das 13h às 16h30. A UBS Centro, localizada na antiga UPA, oferece um diferencial: atendimento estendido das 8h30 às 18h30, sem interrupção ao meio-dia, uma concessão ao ritmo da vida urbana. Para se vacinar, é necessário apenas documento de identificação; crianças e adolescentes devem trazer também a carteira de vacinação. A campanha continua, e a distância entre a cobertura atual e a meta de 90% permanece como um desafio em aberto.
Citas Notables
Levar a vacina para locais de grande circulação é uma estratégia importante para ampliar o acesso e incentivar a adesão à campanha— Vianei Mueller, secretário de Saúde de Erechim
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que a Prefeitura decidiu levar a vacinação para supermercados em vez de apenas reforçar os horários nas UBSs?
Porque as pessoas estão nos supermercados. Elas vão fazer compras de qualquer forma. Se você coloca a vacina lá, remove uma barreira — não precisa sair do caminho, não precisa marcar horário, não precisa se deslocar. É encontrar as pessoas onde elas já estão.
Os números mostram que 47% dos grupos prioritários foram vacinados. Isso é fracasso ou é esperado em uma campanha?
É insuficiente. A meta é 90%. Quando você está em 47%, ainda há metade do caminho a percorrer, e essa metade inclui justamente quem mais precisa — idosos, gestantes, crianças. O sábado nos supermercados foi um passo, mas o desafio real é entender por que essas pessoas não estão indo às UBSs.
O que muda quando a UBS Centro fica aberta até as 18h30 sem fechar ao meio-dia?
Muda tudo para quem trabalha. Você não precisa mais escolher entre sair do trabalho ou não se vacinar. É uma concessão ao tempo real das pessoas, não ao tempo administrativo.
190 doses em um sábado em dois supermercados — é muito ou pouco?
Depende de como você vê. Em números absolutos, é pouco diante de 29 mil doses já aplicadas. Mas em potencial, mostra que há demanda reprimida. Se você oferece em um lugar acessível, as pessoas vêm. A pergunta agora é: por que não ofereciam assim desde o início?
O secretário disse que ficou satisfeito com a participação. Ele esperava mais?
Provavelmente esperava menos. Qualquer participação em uma ação descentralizada é uma vitória porque mostra que o método funciona. Mas a satisfação dele é também um reconhecimento de que há muito ainda a fazer.