Proteger contra uma infecção que pode causar diversos tipos de câncer
Em Natal, a janela de proteção contra o HPV foi silenciosamente alargada: uma campanha que deveria encerrar em junho permanecerá aberta até o fim de dezembro, oferecendo a jovens entre 15 e 19 anos uma segunda chance de se imunizar contra um vírus associado a múltiplos tipos de câncer. A decisão da prefeitura reconhece que o tempo recomendado nem sempre coincide com o tempo vivido — e que proteger é também um ato de alcance.
- Milhares de jovens natalenses chegaram à adolescência sem a vacina contra o HPV, carregando uma vulnerabilidade silenciosa a infecções que podem evoluir para câncer.
- A campanha extraordinária, que expiraria em 30 de junho, foi prorrogada até 31 de dezembro pelo Ministério da Saúde, ampliando o prazo para quem ficou para trás.
- A vacina quadrivalente, aplicada em dose única, protege contra os tipos 16 e 18 do HPV — responsáveis por cerca de 71% dos casos de câncer do colo do útero.
- Grupos vulneráveis como pessoas vivendo com HIV, transplantados e vítimas de violência sexual também têm acesso garantido ao imunizante.
- A vacina está disponível em unidades básicas de saúde e em pontos extras em shoppings e clínica privada, com horários ampliados para facilitar o acesso.
A Prefeitura de Natal decidiu manter aberta uma campanha de vacinação contra o HPV que deveria ter encerrado em junho, estendendo o prazo até 31 de dezembro. A medida beneficia jovens entre 15 e 19 anos que nunca receberam o imunizante — um grupo que ultrapassou a faixa etária recomendada pelo calendário nacional, voltado a crianças e adolescentes de 9 a 14 anos.
O HPV está associado ao desenvolvimento de cânceres de colo do útero, pênis, ânus e orofaringe. A vacina disponibilizada é quadrivalente, protegendo contra quatro tipos do vírus, incluindo os tipos 16 e 18, responsáveis por aproximadamente 71% dos casos de câncer do colo do útero. A aplicação é feita em dose única.
Veruska Ramos, chefe do Núcleo de Agravos Imunopreveníveis da prefeitura, recomenda que jovens e famílias consultem a caderneta de vacinação para verificar se já foram imunizados. A prorrogação, autorizada temporariamente pelo Ministério da Saúde, é descrita como fundamental para alcançar quem ficou desprotegido.
Além dos jovens de 15 a 19 anos, grupos prioritários também têm acesso à vacina: pessoas com HIV/Aids, pacientes oncológicos, transplantados, vítimas de violência sexual e usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV. O imunizante está disponível em todas as unidades básicas de saúde da capital, além de pontos extras em dois shoppings e na SESI Clínica Natal, com horários variados ao longo da semana.
A Prefeitura de Natal decidiu manter aberta até o final de dezembro uma campanha de vacinação contra o HPV que deveria ter terminado em junho. A decisão amplia a janela de proteção para jovens entre 15 e 19 anos que nunca receberam o imunizante — um grupo que perdeu a oportunidade de se vacinar na faixa etária recomendada pelo calendário nacional, que contempla crianças e adolescentes de 9 a 14 anos.
O vírus do papiloma humano está associado ao desenvolvimento de vários tipos de câncer, incluindo os de colo do útero, pênis, ânus e orofaringe. A vacina oferecida em Natal é quadrivalente, protegendo contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Segundo dados do Ministério da Saúde, apenas os tipos 16 e 18 são responsáveis por aproximadamente 71% dos casos de câncer do colo do útero, além de estarem ligados a outros cânceres. A aplicação é feita em dose única.
O Ministério da Saúde autorizou temporariamente essa expansão da cobertura vacinal para jovens que não foram imunizados no período recomendado. A campanha extraordinária, que originalmente terminaria em 30 de junho, foi prorrogada até 31 de dezembro. Podem receber a vacina jovens com até 19 anos, 11 meses e 29 dias que nunca foram vacinados contra o HPV.
Veruska Ramos, chefe do Núcleo de Agravos Imunopreveníveis da prefeitura, enfatiza a importância da prorrogação. Ela recomenda que jovens e suas famílias verifiquem a caderneta de vacinação para confirmar se já receberam o imunizante, destacando que essa extensão do prazo é fundamental para proteger um público que corre risco de contrair uma infecção que pode evoluir para diversos tipos de câncer.
Além dos jovens de 15 a 19 anos, a vacina também é oferecida para grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. Estão inclusos nessa categoria pessoas com Papilomatose Respiratória Recorrente, usuários de Profilaxia Pré-Exposição ao HIV entre 15 e 45 anos, pessoas que vivem com HIV/Aids, pacientes oncológicos, transplantados e vítimas de violência sexual.
O imunizante está disponível em múltiplos pontos de acesso na capital potiguar. Todas as unidades básicas de saúde de Natal oferecem a vacina de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 15h, conforme a organização de cada unidade. Além disso, há pontos extras no Midway Mall e no Partage Norte Shopping, funcionando de segunda a sexta-feira das 13h às 20h e aos sábados das 10h às 15h. A SESI Clínica Natal também disponibiliza o imunizante de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Citas Notables
Essa prorrogação é muito importante para que esse público possa se proteger contra uma infecção que pode causar diversos tipos de câncer— Veruska Ramos, chefe do Núcleo de Agravos Imunopreveníveis
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que a cidade decidiu estender essa campanha agora, em junho, quando ela já estava planejada?
A ideia é que muitos jovens simplesmente não foram vacinados na idade certa — entre 9 e 14 anos. Quando você tem uma oportunidade de proteger pessoas contra um vírus que causa câncer, estender o prazo faz sentido público.
Mas por que especificamente até dezembro? Por que não deixar aberto indefinidamente?
Porque é uma autorização temporária do Ministério da Saúde. Eles reconhecem que há um grupo que ficou para trás, mas não querem transformar isso em política permanente. Dezembro é o limite que conseguiram negociar.
A vacina protege contra todos os tipos de HPV?
Não. É quadrivalente, então protege contra quatro tipos — 6, 11, 16 e 18. Os dois últimos são os que causam a maioria dos cânceres de colo do útero. Mas existem outros tipos do vírus que ela não cobre.
E quanto aos grupos prioritários — por que pessoas com HIV ou transplantados precisam dessa vacina?
Porque o sistema imunológico deles está comprometido. Eles têm risco muito maior de desenvolver complicações se forem infectados pelo HPV. A vacina é uma proteção extra importante para essas populações.
Uma dose é suficiente?
Sim, nessa campanha é dose única. O esquema completo normalmente envolve mais doses, mas para essa ampliação temporária, uma dose oferece proteção significativa.
Qual é o maior desafio agora?
Fazer com que os jovens saibam que essa oportunidade existe e que ela vai fechar em dezembro. Muita gente não verifica a caderneta de vacinação, não sabe que perdeu a chance na idade recomendada.