Brasil enfrentava terceira posição em mortes por Covid com 5.278 óbitos em uma semana
Brasil é terceiro país em óbitos por Covid-19 com 5.278 mortes na última semana, segundo dados da OMS. Crianças de 5 a 11 anos podem receber vacinas pediátricas da Pfizer ou Coronavac, com intervalos específicos entre doses conforme imunizante.
- Brasil registrou 5.278 mortes por Covid-19 em uma semana, terceira posição mundial segundo OMS
- Crianças a partir de 5 anos elegíveis para vacinação com Pfizer pediátrica ou Coronavac
- Dose de reforço aplicada após quatro meses da segunda dose para população geral
- Vacinação ocorria em cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Pará e Santa Catarina
Brasil mantém campanha de imunização contra Covid-19 com vacinação de crianças a partir de 5 anos, adolescentes, adultos e idosos em SP, RJ, GO, PA e SC. Dose de reforço é aplicada após quatro meses da segunda dose.
Na semana de 8 de fevereiro de 2022, o Brasil enfrentava um momento crítico na pandemia de Covid-19. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, o país ocupava a terceira posição em número de mortes pela doença, com 5.278 óbitos registrados apenas naquela semana — atrás apenas dos Estados Unidos, que contabilizava 16.448 mortes, e da Índia, com 7.824. Em casos confirmados, o Brasil aparecia em quarto lugar, com mais de 1,2 milhão de diagnósticos em sete dias, enquanto os Estados Unidos lideravam com dois milhões de casos, seguidos pela França e Alemanha.
Diante desse cenário, as campanhas de imunização prosseguiam em ritmo acelerado em cinco estados brasileiros. Crianças a partir de 5 anos, adolescentes, adultos e idosos continuavam elegíveis para receber as vacinas disponíveis. O intervalo para a dose de reforço havia sido estabelecido em quatro meses após a segunda aplicação para a população geral, enquanto imunossuprimidos poderiam recebê-la após 28 dias.
Em São Paulo, a estratégia de vacinação era segmentada por faixa etária e condição de saúde. Crianças de 5 anos ou aquelas entre 6 e 11 anos com deficiências permanentes ou comorbidades recebiam exclusivamente a vacina pediátrica da Pfizer, enquanto crianças sem comorbidades podiam ser imunizadas também com Coronavac. Adolescentes de 12 a 17 anos recebiam Pfizer, e maiores de 18 anos ainda podiam tomar a primeira dose. Os intervalos entre doses variavam conforme o imunizante: 15 dias para Coronavac, 21 dias para Pfizer e oito semanas para AstraZeneca. A vacinação ocorria em megapostos, drive-thrus, farmácias parceiras e unidades básicas de saúde, com horários estendidos das 7h às 19h.
No Rio de Janeiro, a campanha naquele dia focava especialmente em meninas com 5 anos, embora crianças mais velhas, com ou sem comorbidades, continuassem elegíveis. A segunda dose seguia intervalos específicos: 12 semanas para AstraZeneca, 28 dias para Coronavac e 21 dias para Pfizer. A dose de reforço era aplicada em maiores de 18 anos que tivessem completado quatro meses desde a segunda aplicação. A rede municipal de saúde oferecia imunização em UPAs, hospitais, centros de emergência regional e clínicas da família.
Em Goiás, além da vacinação, a prefeitura de Goiânia promovia testagem gratuita para detecção da Covid em três locais diferentes, com distribuição de 1.500 senhas a partir das 8h. Crianças de 5 a 11 anos podiam ser vacinadas em 13 postos exclusivos, enquanto adolescentes de 12 a 17 anos e maiores de 18 anos continuavam elegíveis para a primeira dose. O intervalo para a segunda dose era de oito semanas para AstraZeneca ou Pfizer, e o reforço podia ser aplicado após quatro meses.
Em Belém, no Pará, a vacinação de crianças de 5 a 11 anos ocorria em nove pontos específicos. A prefeitura aplicava Coronavac para crianças nascidas entre 2010 e 2016 (com 6 anos completos) e Pfizer pediátrica para aquelas nascidas entre 2010 e 2017 (com 5 anos completos). Para pessoas a partir de 12 anos, tanto primeira quanto segunda dose eram oferecidas em 67 pontos de imunização, das 9h às 17h, com exigência de apresentação de RG, CPF e comprovante de residência. Quem havia recebido a segunda dose em outubro de 2021 podia procurar as salas de imunização para a dose de reforço, e imunossuprimidos maiores de 18 anos que já tivessem tomado três doses há pelo menos quatro meses podiam receber a quarta dose.
Em Florianópolis, Santa Catarina, a programação mantinha-se consistente com as demais capitais. Crianças de 5 a 11 anos que ainda não se vacinaram recebiam Pfizer pediátrica ou Coronavac, enquanto adolescentes entre 12 e 17 anos e adultos com todas as doses continuavam elegíveis. A dose de reforço era inoculada após quatro meses da segunda aplicação. Essa coordenação entre estados refletia um esforço nacional para conter o avanço da pandemia em um momento em que o Brasil enfrentava números alarmantes de mortes e casos confirmados.
Citas Notables
Dose de reforço é aplicada depois de quatro meses da segunda aplicação— Protocolo de vacinação em vigor
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Por que o Brasil estava em terceira posição em mortes por Covid naquela semana, se tem uma população menor que Estados Unidos e Índia?
A posição refletia tanto a velocidade de transmissão quanto a capacidade de resposta. O país estava no meio de uma onda de casos, e a vacinação era a ferramenta principal para frear isso.
Qual era a lógica de oferecer vacinas diferentes para crianças de 5 a 11 anos?
Cada vacina tinha um perfil de segurança e eficácia específico para essa faixa etária. A Pfizer tinha formulação pediátrica, enquanto Coronavac era uma opção adicional. Crianças com comorbidades recebiam apenas Pfizer por ser mais estudada nesse grupo.
Por que o intervalo para reforço era de quatro meses e não menos?
Quatro meses permitia que o sistema imunológico consolidasse a resposta da segunda dose. Para imunossuprimidos, o intervalo era menor — 28 dias — porque precisavam de proteção mais rápida.
O que significava estar em quarto lugar em casos confirmados se estava em terceiro em mortes?
Significa que o Brasil tinha uma taxa de mortalidade proporcionalmente mais alta. Mais pessoas morriam em relação ao número de casos, o que sugeria problemas no acesso ao tratamento ou na variante circulante.
Por que cinco estados específicos receberam essa cobertura de notícia?
Provavelmente porque eram capitais importantes e representavam diferentes regiões do país — sudeste, norte, centro-oeste. A notícia mapeava como a campanha funcionava em pontos estratégicos.