Setenta por cento dos casos de câncer estão associados aos tipos que a vacina previne
Enquanto o mês de junho chega ao fim, uma janela de proteção se fecha: adolescentes brasileiros entre 15 e 19 anos têm até o dia 30 para receber gratuitamente a vacina contra o HPV pelo SUS, em uma campanha extraordinária criada para alcançar quem ficou para trás no calendário vacinal. O papilomavírus humano está por trás de praticamente todos os casos de câncer de colo do útero e de outras malignidades, tornando essa dose única não apenas um ato individual, mas um gesto coletivo de prevenção. A urgência não é alarmismo — é o reconhecimento de que oportunidades de saúde pública têm prazo, e este está se esgotando.
- O prazo é imediato: 30 de junho é o último dia para adolescentes de 15 a 19 anos buscarem a dose gratuita contra HPV nas unidades de saúde do SUS.
- A campanha foi criada justamente para resgatar jovens que, por alguma razão, escaparam do calendário vacinal de rotina — e o tempo para corrigi-lo está acabando.
- A vacina quadrivalente protege contra os tipos 16 e 18 do vírus, responsáveis por cerca de 70% dos cânceres associados ao HPV, além dos tipos 6 e 11, que causam verrugas genitais.
- Os índices de cobertura melhoraram em 2025 — meninas já superaram a meta de 90% —, mas meninos ainda ficam abaixo, com 79,10%, revelando uma lacuna que preocupa as autoridades de saúde.
- A SES alerta: quem não tiver histórico vacinal confirmado deve ser tratado como não vacinado e procurar atendimento antes que a estratégia extraordinária encerre.
O dia 30 de junho marca o encerramento de uma campanha extraordinária do Ministério da Saúde voltada a adolescentes entre 15 e 19 anos que ainda não receberam a vacina contra o HPV. A dose é única, gratuita e disponível nas unidades de saúde dos municípios. A Secretaria Estadual de Saúde faz um apelo direto: quem ainda não se imunizou precisa agir antes que o prazo expire.
A campanha nasceu de uma necessidade real — resgatar jovens que, por diferentes razões, ficaram fora do calendário vacinal de rotina, que atende regularmente crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. O HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo e está associado a praticamente todos os casos de câncer de colo do útero, além de cânceres de ânus, pênis, boca e orofaringe. A vacina disponível no SUS é a quadrivalente, que age contra quatro tipos do vírus: os de baixo risco (6 e 11, causadores de verrugas genitais) e os de alto risco (16 e 18, ligados a cerca de 70% das malignidades relacionadas ao HPV).
Os números de 2025 trazem algum alento: a cobertura entre meninas de 9 a 14 anos chegou a 90,67%, superando a meta de 90%, enquanto entre meninos o índice foi de 79,10% — uma melhora em relação a 2024, mas ainda aquém do objetivo. É justamente nessa lacuna masculina e entre os adolescentes mais velhos que a estratégia extraordinária busca atuar. O desafio, agora, é garantir que ninguém fique desprotegido antes que junho termine.
O calendário está marcado: 30 de junho é o último dia para adolescentes entre 15 e 19 anos procurarem uma unidade de saúde e receber a vacina contra HPV pelo SUS, sem custo algum. A Secretaria da Saúde do estado avisa que a estratégia extraordinária de vacinação está em sua reta final, e quem ainda não se imunizou contra o papilomavírus humano precisa agir agora.
Esta campanha foi lançada pelo Ministério da Saúde no ano passado com um objetivo claro: resgatar a cobertura vacinal entre jovens que, por alguma razão, não receberam o imunizante quando deveriam. A dose é única e gratuita. A orientação da SES é direta: todos os adolescentes nessa faixa etária que ainda não foram vacinados devem procurar os serviços de saúde de seus municípios o quanto antes, antes que o prazo expire.
O HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo. Sua importância para a saúde pública está no fato de estar associado a praticamente todos os casos de câncer de colo do útero, além de estar ligado a outros tipos de câncer — ânus, pênis, boca e orofaringe. A vacina disponível na rede pública é a quadrivalente, que protege contra quatro tipos do vírus: 6, 11, 16 e 18. Os tipos 6 e 11 são considerados de baixo risco e causam verrugas genitais. Os tipos 16 e 18 são de alto risco e podem evoluir para câncer, sendo responsáveis por cerca de 70% dos casos de malignidade relacionados ao HPV. A SES enfatiza que a vacina é segura, eficaz e protege contra os principais tipos do vírus.
No calendário de vacinação de rotina, o imunizante é oferecido regularmente para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Quando não é possível confirmar o histórico vacinal de um adolescente, ele deve ser considerado como não vacinado e receber a dose. Os números mostram progresso. Em 2025, a cobertura vacinal entre crianças e adolescentes de 9 a 14 anos alcançou 90,67% entre meninas e 79,10% entre meninos. Em 2024, os índices eram de 87,10% no público feminino e 71,11% no masculino. A meta estabelecida é de 90% de cobertura.
Apesar da melhora, especialmente entre o público feminino que já superou a meta, a SES reforça a importância de ampliar a vacinação entre os meninos e de aproveitar esta estratégia extraordinária para alcançar adolescentes mais velhos que ainda não se imunizaram. O desafio agora é garantir que ninguém fique de fora antes do fim de junho.
Citas Notables
A vacina disponível na rede pública é segura, eficaz e protege contra os principais tipos do vírus— Secretaria da Saúde
A SES reforça a importância de ampliar a vacinação entre os meninos e de aproveitar a estratégia extraordinária para alcançar adolescentes mais velhos que ainda não se imunizaram— Secretaria da Saúde
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que essa campanha extraordinária foi necessária? O programa de rotina não estava funcionando?
O programa de rotina funciona bem, mas sempre há adolescentes que caem fora — mudanças de cidade, falta de acesso, informação inadequada. Esta campanha é um resgate, uma chance de alcançar quem ficou para trás.
E por que o prazo é tão curto? Por que 30 de junho?
Campanhas extraordinárias têm sempre um ponto final. Cria urgência, mobiliza recursos de forma concentrada. Depois, volta-se ao calendário de rotina.
A cobertura entre meninos está bem abaixo da de meninas. Por que essa diferença?
Há ainda uma percepção de que o HPV é "coisa de mulher". Mas o vírus afeta homens também — causa câncer de pênis, ânus, boca. É uma questão de comunicação e de quebrar mitos.
Se alguém perder o prazo de 30 de junho, pode tomar a vacina depois?
Sim, mas entrará no calendário de rotina, que é para 9 a 14 anos. Adolescentes mais velhos que perderem esta oportunidade terão que buscar a vacinação de forma diferente, talvez com mais dificuldade.
Qual é o real impacto dessa vacina na saúde pública?
Estamos falando de prevenção de câncer. Setenta por cento dos casos de câncer de colo do útero estão associados aos tipos 16 e 18 do HPV. Vacinar adolescentes agora significa menos câncer em adultos daqui a vinte, trinta anos.