Os apoios da região não aumentam há mais de 15 anos
Da ilha de São Miguel, o União Sportiva regressa à Liga feminina de basquetebol pela décima segunda vez consecutiva com a mesma ambição de sempre — lutar pelos três títulos nacionais. Num cenário em que os apoios financeiros estagnam há mais de quinze anos e a competição nunca foi tão equilibrada, o clube de Ponta Delgada escolhe não baixar as expectativas, mas sim reforçar o plantel e afiar a determinação. É o retrato de uma instituição que encontra na persistência a sua forma mais honesta de existir.
- A Liga feminina de basquetebol nunca teve tantos candidatos ao título: o treinador Ricardo Botelho admite que esta será a época mais difícil da história recente do clube.
- Os apoios regionais estagnaram há mais de 15 anos, tornando cada contratação um exercício de criatividade e resistência financeira.
- O União Sportiva respondeu ao desafio com cinco reforços, incluindo a tiradora Bella Nascimento e a checa Michaela Gaislerová, apostando num ataque mais versátil e letal.
- A participação na EuroCup feminina duplica a carga de jogos, mas o clube vê na competição europeia uma escola de experiência e uma janela para surpresas.
- A estreia acontece este sábado no Pavilhão Sidónio Serpa, em Ponta Delgada, contra o Basquete Barcelos — o primeiro passo de uma temporada que não perdoa hesitações.
O União Sportiva abre mais uma temporada de basquetebol feminino este sábado, 4 de outubro, no Pavilhão Sidónio Serpa, às 18h30, frente ao Basquete Barcelos. É a décima segunda participação consecutiva na Liga nacional, e a ambição mantém-se intacta: disputar os três títulos em jogo. O clube de Ponta Delgada, que partilha com o GDESSA o terceiro lugar em campeonatos conquistados, não abdica das suas metas apesar das dificuldades crescentes.
Ricardo Botelho, treinador de 57 anos, é direto: quer uma equipa capaz de competir jogo a jogo e de ter voz ativa nas decisões finais. Mas o contexto é exigente. Os apoios da Região Autónoma dos Açores não crescem há mais de 15 anos, o que complica o recrutamento. Ao mesmo tempo, a Liga nunca foi tão competitiva — Botelho identifica 12 equipas com real capacidade de lutar pelo título, incluindo a Quinta dos Lombos, vencedora da Supertaça, e o Sporting, recém-promovido, que derrotou o próprio União Sportiva por 77-72 na final do torneio de pré-época.
Para responder ao desafio, o clube manteve figuras essenciais como Monique Pereira e Leonor Serralheiro, e trouxe cinco novas jogadoras. Bella Nascimento e Michaela Gaislerová reforçam o perímetro com capacidade de tiro; Ana Paz e Genesis Riviera acrescentam poder físico. Botelho garante que a equipa é mais forte do que a da época anterior.
A estratégia assenta numa defesa intensa a campo inteiro e transições rápidas — o basquetebol que o treinador quer ver. O União Sportiva volta ainda a competir na EuroCup feminina, uma participação que, apesar da sobrecarga de jogos, oferece experiência valiosa e a possibilidade de causar surpresas. O sorteio não foi favorável, mas Botelho não esconde o desejo de tentar algo inesperado.
O União Sportiva entra em campo este sábado, 4 de outubro, para mais uma temporada de basquetebol feminino — a décima segunda consecutiva na Liga nacional. É um regresso que carrega consigo a mesma ambição de sempre: disputar pelos três títulos em jogo. O clube de Ponta Delgada, que partilha com o GDESSA o terceiro lugar em campeonatos conquistados com três títulos no palmarés, não baixa as expectativas apesar dos ventos contrários.
Ricardo Botelho, treinador de 57 anos, é claro sobre o que espera da sua equipa. Quer um grupo capaz de competir jogo a jogo, de chegar aos momentos decisivos e de ter voz ativa na luta pelos títulos. Mas reconhece que o caminho fica cada vez mais acidentado. Os apoios da Região não crescem há mais de 15 anos, e isso começa a pesar na hora de recrutar jogadoras. Ainda assim, Botelho acredita que conseguirá montar um conjunto competitivo este ano.
O desafio é real. A Liga cresceu em qualidade, e Botelho vê 12 equipas muito fortes na competição — mais candidatos ao título do que é habitual. A Quinta dos Lombos, vencedora da Supertaça com uma vitória de 67-55 sobre o Benfica, é uma delas. O Sporting, recém-promovido, também impressiona: derrotou o União Sportiva por 77-72 na final do torneio de pré-época. Será, admite o treinador, o ano mais difícil até agora.
Para enfrentar este cenário, o União Sportiva manteve as suas peças principais. Monique Pereira e Leonor Serralheiro continuam no projeto. Mas o clube também trouxe sangue novo: cinco caras novas que prometem lutar por um lugar no cinco inicial. Bella Nascimento chega com grande capacidade de tiro. Michaela Gaislerová, uma jogadora checa, traz o mesmo. Ana Paz e Genesis Riviera completam o reforço, ambas com habilidades físicas notáveis. Botelho garante que a equipa é mais forte do que aquela que terminou a época anterior.
A estratégia passa por uma defesa sólida e pressão a campo inteiro, com transições rápidas. É o basquetebol que Botelho quer ver. Mas há mais: o União Sportiva participa novamente na EuroCup feminina, a competição europeia. É um "pau de dois bicos", como diz o treinador — por um lado, significa uma carga excessiva de jogos; por outro, é experiência valiosa, a oportunidade de ver outras realidades e outro basquetebol. O sorteio não foi amigo, mas Botelho não esconde o desejo de tentar fazer alguma surpresa. Os jogos serão extremamente difíceis, mas a concentração e a competitividade até ao fim podem abrir portas inesperadas.
A estreia acontece este sábado, no Pavilhão Sidónio Serpa, às 18h30, contra o Basquete Barcelos. É o primeiro passo de uma temporada que promete ser a mais exigente até agora.
Citas Notables
Os objetivos são sempre os mesmos: tentar construir uma equipa que consiga ser competitiva jogo a jogo e que possa chegar aos momentos decisivos para ter uma palavra a dizer na conquista dos títulos— Ricardo Botelho, treinador do União Sportiva
Acho que este será o ano mais difícil. Olhamos para lá e vemos 12 equipas muito fortes— Ricardo Botelho
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Porque é que Ricardo Botelho diz que este ano será o mais difícil?
Porque vê 12 equipas muito fortes na Liga. Não é fácil identificar quem desce, e há mais candidatos ao título do que o habitual. A competição cresceu muito.
O clube tem dinheiro para competir?
Não é esse o problema. Os apoios da Região não aumentam há 15 anos, e isso começa a dificultar o recrutamento. Mas Botelho conseguiu trazer jogadoras de qualidade mesmo assim.
Quem são as novas caras?
Bella Nascimento, que tem grande capacidade de tiro. Michaela Gaislerová, uma checa também com bom tiro. Ana Paz e Genesis Riviera, com habilidades físicas fortes. Cinco reforços no total.
E as antigas? Mantêm-se?
Sim. Monique Pereira e Leonor Serralheiro continuam. Foram um ano atípico com muitas lesões, mas o clube segurou as peças principais.
A EuroCup é um problema ou uma oportunidade?
Os dois. É uma carga de jogos muito grande, mas é experiência. Botelho quer tentar fazer uma surpresa, apesar do sorteio não ter sido amigo.
Qual é o objetivo real?
Lutar pelos três títulos nacionais. Botelho sabe que é difícil, mas quer uma equipa competitiva jogo a jogo, capaz de chegar aos momentos decisivos.