A corda permanecia enrolada no chão, completamente solta
A vítima foi carregada até a plataforma e lançada enquanto a corda de segurança permanecia enrolada no chão, conforme mostram vídeos das redes sociais. Testemunhas relataram que funcionários esqueceram de atar o equipamento ao corpo da jovem antes do salto de aproximadamente 40 metros.
- Jovem de 21 anos lançada de aproximadamente 40 metros da Ponte do Esqueleto em Limeira
- Corda de segurança não foi presa ao corpo antes do salto
- Seis pessoas presas; dois fugiram e foram localizados com ajuda de helicóptero
- Noivo presenciou o acidente e precisou de atendimento médico
Uma jovem de 21 anos morreu em Limeira após ser lançada de 40 metros num bungee jump com as cordas não presas ao corpo. Seis pessoas foram presas e a polícia investiga falha operacional.
No sábado, 13 de junho de 2026, uma jovem de 21 anos foi carregada nos braços por três homens até a plataforma da Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo. Lançada de aproximadamente 40 metros de altura, ela caiu sem a corda de segurança presa ao seu corpo. O socorro foi acionado, mas ela foi encontrada sem vida no local.
O que aconteceu naquele dia está documentado em vídeos que circulam nas redes sociais. As imagens mostram os funcionários carregando a jovem até a plataforma e a lançando para o salto. Logo atrás do grupo, a corda do equipamento permanecia enrolada no chão, completamente solta. Pessoas presentes no local gritaram alertando para o problema assim que o salto começou — "a corda", se ouve nas gravações — mas não havia mais tempo para impedir o que já estava em movimento.
Segundo relato de uma testemunha à Polícia Militar, os funcionários da empresa responsável esqueceram de atar as cordas ao corpo da jovem antes do salto. Essa informação é preliminar e faz parte de uma investigação em andamento. O atendimento começou às 9h55, quando agentes da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo chegaram ao local. O Samu confirmou o óbito no local, e o caso foi registrado pela Polícia Civil.
A resposta policial foi rápida. Dois homens fugiram após o acidente, mas foram localizados com ajuda do helicóptero Águia durante buscas em uma região de mata. Ao todo, seis pessoas foram presas no âmbito da apuração. É importante notar que prisão não é condenação — cabe à investigação esclarecer as responsabilidades de cada uma delas. O caso foi encaminhado ao 2º Distrito Policial de Limeira.
Os uniformes dos funcionários presos exibiam nomes de duas empresas: "Entre cordas" e "Ih voei". Ambas foram procuradas para comentar o ocorrido. A conta de uma delas no Instagram aparecia indisponível na manhã de sábado, e a outra não se manifestou sobre o caso até a publicação das primeiras reportagens.
Por trás dos números da ocorrência há uma tragédia pessoal. O noivo da jovem presenciou a cena e passou mal, precisando ser levado ao pronto-socorro. Uma vida de apenas 21 anos foi interrompida num salto que deveria ter sido apenas mais um dia de adrenalina.
O episódio reacende o debate sobre a segurança em atividades radicais. Saltos de bungee jump e modalidades semelhantes dependem totalmente da checagem correta dos equipamentos e do preparo de quem opera a estrutura. Uma falha operacional — neste caso, aparentemente o esquecimento de prender as cordas — pode ter consequências irreversíveis. Enquanto a investigação avança, cresce a cobrança por mais fiscalização e por protocolos rígidos nessas operações de aventura. As respostas definitivas sobre o que falhou ainda dependem da investigação em curso.
Citas Notables
Testemunha relatou à Polícia Militar que funcionários esqueceram de atar as cordas do equipamento à cliente antes do salto— Relato à Polícia Militar
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Como é possível que algo tão fundamental — prender uma corda — tenha sido esquecido?
É exatamente essa a pergunta que a investigação precisa responder. Pode ter sido falta de treinamento, negligência, pressão por velocidade, ou até um sistema de checagem inadequado. Os vídeos mostram que a corda estava ali, enrolada no chão. Alguém não fez o passo final.
As pessoas ao redor gritaram quando viram a corda solta. Por que ninguém conseguiu parar o salto?
Porque tudo aconteceu muito rápido. A jovem já estava sendo lançada quando os gritos começaram. Não há tempo para reagir quando alguém já está em queda livre.
Seis pessoas foram presas. Todas têm a mesma responsabilidade?
Provavelmente não. Pode haver diferenças entre quem operava a plataforma, quem deveria ter feito a checagem, quem supervisionava. A investigação precisa mapear exatamente quem fez o quê — ou deixou de fazer.
O que muda agora para outras empresas que oferecem esse tipo de atividade?
Esse caso vai forçar uma conversa sobre fiscalização. Quantas outras operações têm protocolos tão frágeis? Quantas dependem da memória de uma pessoa em vez de sistemas de checagem obrigatórios? É provável que haja pressão por regulação mais rigorosa.
O noivo dela estava lá vendo tudo acontecer.
Sim. Ele passou mal e precisou de atendimento médico. Há uma dimensão de trauma que vai além dos números da ocorrência. Essa é a realidade por trás da investigação.