Num sábado de agosto, o presidente da ULS Algarve confrontou publicamente os números que o próprio sistema de saúde apresentava aos cidadãos, argumentando que erros técnicos no software Alert distorceram os tempos de espera nas urgências de Faro e Portimão. O episódio revela uma tensão mais profunda: quando a ferramenta que orienta decisões urgentes dos cidadãos é frágil o suficiente para registar o impossível, a confiança pública torna-se a primeira vítima. A questão que persiste não é apenas sobre um erro corrigido, mas sobre a solidez da infraestrutura de transparência do SNS.