Nas margens do Mediterrâneo, onde a Europa encontra África, cerca de 60 mil pessoas atravessaram para Ceuta em poucos dias, deixando pelo menos 67 mortos no caminho — e uma União Europeia dividida entre a solidariedade e o punitivismo. O que começou como uma crise humanitária transformou-se numa crise política, com 22 líderes europeus a exigir sanções contra Espanha enquanto Portugal e França recusam subscrever essa posição. Na terça-feira, os ministros do Interior europeus reúnem-se em emergência para decidir se a Europa responde com unidade ou com fragmentação.
UE reúne-se terça-feira para debater crise migratória em Ceuta
Pelo menos 67 pessoas morreram na travessia para Ceuta, com possibilidade de aumento do número de vítimas.