Na interseção entre poder tecnológico e soberania regulatória, a Comissão Europeia impôs ao Google obrigações concretas sob a Lei de Mercados Digitais: abrir o Android a concorrentes de inteligência artificial e compartilhar dados de busca com rivais, dentro de prazos e salvaguardas definidos. É um momento em que a Europa testa sua capacidade de redesenhar, a partir de Bruxelas, os contornos de plataformas que moldam a vida digital de bilhões de pessoas. O Google resiste, invocando privacidade e segurança como escudos — mas a regulação avança, e o mundo observa se ela conseguirá, de fato, abri