Numa era em que a desinformação viaja mais depressa do que a verdade, a União Europeia tornou-se alvo de uma narrativa distorcida: a de que estaria a construir um passaporte digital obrigatório para controlar o acesso à Internet. O que existe, de facto, é uma ferramenta de verificação de idade pensada para proteger menores em plataformas com conteúdos sensíveis, assente numa tecnologia que confirma a maioridade sem revelar qualquer dado pessoal. A iniciativa é real, o seu propósito é específico, e o alarme que a rodeia diz mais sobre o nosso tempo do que sobre a medida em si.