Em um momento que reflete a tensão crescente entre soberania regulatória e poder tecnológico, a Comissão Europeia determinou que o Google abra onze funcionalidades do Android a concorrentes de inteligência artificial e busca. A decisão, ancorada na Lei dos Mercados Digitais, não é apenas técnica — é uma declaração filosófica sobre quem deve controlar as portas de entrada para a informação em bilhões de dispositivos. A Europa aposta que a diversidade de escolha, quando imposta por lei, pode reequilibrar forças que o mercado, por si só, não conseguiu conter.