Na madrugada de 29 de julho, a Ucrânia lançou contra Moscovo uma das maiores operações com drones desta guerra, mobilizando mais de 390 aparelhos numa demonstração de que o conflito transcende há muito as linhas de frente terrestres. As autoridades russas afirmam ter intercetado dezenas deles, mas a verdade dos números permanece, como tantas vezes nesta guerra, suspensa entre narrativas opostas. O que é inegável é que a capital russa se tornou alvo de uma pressão aérea crescente, e que a distância entre a guerra e o poder político em Moscovo continua a encolher.