Numa era em que a mobilidade humana se prepara para uma transformação sem precedentes, a Uber emerge como candidata a arquitecta desse futuro — comprometendo mais de dez mil milhões de dólares para liderar o mercado global de robotáxis. A empresa, que já conheceu o peso trágico desta ambição em 2018, regressa agora com uma estratégia mais cautelosa e colaborativa, apoiada em parcerias com mais de trinta startups e num fluxo de caixa recorde. A questão que paira não é apenas tecnológica, mas civilizacional: quem deterá o controlo das estradas quando os condutores deixarem de ser humanos?