Entre Washington e Teerã, o silêncio diplomático voltou a se instalar — não como ausência de palavras, mas como acúmulo de versões incompatíveis sobre o que foi dito, prometido e quebrado. Trump ordenou a suspensão dos contatos com o Irã após meses de tentativas que cada lado descreve de forma radicalmente distinta, enquanto o memorando que deveria enquadrar as negociações expirou sem sucessor. O que resta é uma disputa sobre quem abandonou a mesa primeiro — e, por baixo dela, uma reorientação silenciosa da estratégia americana: pressão econômica prolongada no lugar de confronto militar.