Trump pede evacuação imediata de Teerã enquanto Israel intensifica ataques ao Irã

Vários funcionários da TV estatal iraniana foram mortos em bombardeio israelense; moradores de Teerã enfrentam risco de ataques aéreos.
Um simples telefonema de Washington poderia fazer diferença
O ministro das Relações Exteriores do Irã apela a Trump para usar sua influência sobre Netanyahu e parar a guerra.

Trump endossou alertas de Netanyahu para evacuação de Teerã e deixará cúpula do G7 nesta noite devido ao conflito no Oriente Médio. Israel conduziu ataques contra alvos militares em Teerã e bombardeou prédio da TV estatal iraniana, matando vários funcionários segundo mídia local.

  • Trump pediu evacuação imediata de Teerã e deixou cúpula do G7 um dia antes
  • Israel bombardeou prédio da TV estatal iraniana, matando vários funcionários
  • Netanyahu sugeriu que matar o líder supremo do Irã encerraria o conflito
  • Doze políticos brasileiros deixaram Israel pela Jordânia na segunda-feira
  • Irã ameaçou respostas mais severas e afirmou ter lançado mísseis contra Tel Aviv e Haifa

Donald Trump pediu evacuação imediata de Teerã durante ataques israelenses ao Irã, deixando cúpula do G7 um dia antes. Netanyahu sugere assassinar líder supremo iraniano para encerrar conflito.

Donald Trump interrompeu sua participação na cúpula do G7 no Canadá na noite de segunda-feira para fazer um apelo direto aos habitantes de Teerã: saia da cidade agora. A mensagem, publicada em sua conta na plataforma Truth Social, ecoava os avisos que o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu havia lançado horas antes, enquanto as forças israelenses intensificavam uma campanha de bombardeios contra alvos militares iranianos. Trump não ofereceu explicações adicionais, apenas a urgência nua da ordem. A Casa Branca confirmaria minutos depois que o presidente deixaria a reunião internacional um dia antes do previsto, citando os acontecimentos no Oriente Médio como razão para sua partida após o jantar com os chefes de Estado.

Os ataques israelenses se desenrolavam enquanto Trump falava. As Forças de Defesa de Israel conduziram operações contra instalações militares em Teerã durante todo o dia, e Netanyahu declarou que seu país havia conquistado o controle do espaço aéreo sobre a região. Um bombardeio particularmente visível atingiu o prédio da emissora estatal iraniana, interrompendo a transmissão ao vivo enquanto uma apresentadora criticava Israel. Vídeos compartilhados pela mídia iraniana mostraram a explosão e o caos que se seguiu, com a apresentadora sendo vista saindo do estúdio. A emissora informou à BBC que vários funcionários haviam sido mortos, embora não fornecesse números específicos.

Em entrevista à rede americana ABC News, Netanyahu foi além dos ataques imediatos e sugeriu que eliminar o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, poderia encerrar o conflito de uma vez por todas. Segundo ele, tal ação não escalaria a tensão, mas sim a encerraria. O primeiro-ministro israelense também afirmou que seu país estava matando os líderes militares iranianos "um a um" e "mudando a cara do Oriente Médio", conforme relatado pela agência AFP. Essas declarações sinalizavam uma estratégia que ia além da defesa imediata.

O Irã respondeu com ameaças próprias. O país emitiu alertas de evacuação direcionados aos canais de notícias israelenses N12 e N14, descrevendo a ação como uma resposta ao ataque hostil contra seu serviço de transmissão estatal. O presidente iraniano Masoud Pezeshkian advertiu que seu país responderia com força ainda maior se os ataques israelenses continuassem, prometendo que as respostas iranianas se tornariam "mais decisivas e severas". Na noite de segunda-feira, o Irã afirmou ter lançado mísseis contra Tel Aviv e Haifa, embora Israel não tenha confirmado a ocorrência desses ataques. Além disso, a agência estatal iraniana informou que o país havia executado um homem identificado como Esmail Fekri, condenado por espionagem para o Mossad, o serviço secreto israelense.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, ofereceu uma interpretação diferente dos eventos. Ele sugeriu que os ataques israelenses tinham como objetivo impedir um acordo nuclear entre Teerã e Washington. Araghchi alertou que uma entrada americana direta nos combates destruiria qualquer possibilidade de solução negociada, e dirigiu-se diretamente a Trump, dizendo que se o presidente americano realmente acreditava em diplomacia e queria parar a guerra, um simples telefonema de Washington para Netanyahu poderia fazer diferença.

Mentras a escalada se desenrolava no Oriente Médio, brasileiros que estavam em Israel se movimentavam para sair do país. Um grupo de doze políticos deixou o território israelense pela fronteira terrestre com a Jordânia na manhã de segunda-feira, segundo a Confederação Nacional de Municípios. A travessia durou aproximadamente uma hora e quarenta minutos, e o grupo foi recebido pela embaixada brasileira na Jordânia. De lá, a delegação seguiria por terra até a Arábia Saudita, onde o espaço aéreo permanecia aberto, para depois embarcar em um avião particular de volta ao Brasil. Um membro da comitiva optou por não partir, temendo os riscos de bombardeios no trajeto até a fronteira. O secretário de Segurança de Porto Alegre, Alexandre Aragon, também permaneceu em Israel, afirmando que seu plano era cumprir e terminar sua missão.

De Tel Aviv, a jornalista gaúcha Danuza Mattiazzi, da GloboNews, descrevia para a mídia brasileira a realidade dos moradores da cidade: o som das bombas era assustador, uma presença constante que marcava o ritmo dos dias enquanto o conflito se intensificava. A situação apontava para uma escalada sem precedentes, com os Estados Unidos sinalizando seu envolvimento diplomático e potencial militar, enquanto o Irã prometia respostas cada vez mais severas se os ataques continuassem.

Todos devem evacuar Teerã imediatamente!
— Donald Trump, em publicação na Truth Social
Se o presidente Trump realmente acredita na diplomacia e quer parar esta guerra, os próximos passos são cruciais. Basta um telefonema de Washington para calar alguém como Netanyahu
— Seyed Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que Trump fez questão de deixar a cúpula do G7 tão abruptamente? Parecia uma reunião importante.

Model

Era importante, mas o conflito entre Israel e Irã se tornou mais urgente para ele naquele momento. Deixar a reunião era um sinal de que os EUA estavam priorizando a situação no Oriente Médio acima de outras questões diplomáticas.

Inventor

E o pedido de evacuação de Teerã — isso foi coordenado com Netanyahu, ou Trump agiu por conta própria?

Model

A mensagem de Trump ecoava exatamente o que Netanyahu havia dito horas antes. Não sabemos se foi coordenado ou se Trump simplesmente endossou a posição israelense, mas o efeito foi o mesmo: amplificar o aviso de evacuação para um público global.

Inventor

Netanyahu realmente sugeriu matar o líder supremo do Irã? Isso não parecia extremo demais?

Model

Ele disse isso em uma entrevista à televisão americana, sem rodeios. Para Netanyahu, eliminar Khamenei não seria escalação — seria solução. É uma declaração que mostra como ele via a situação: não como um conflito a ser gerenciado, mas como um problema a ser resolvido de forma definitiva.

Inventor

E o Irã, como respondeu a tudo isso?

Model

Com ameaças de respostas mais severas e, segundo seus próprios relatos, com ataques de mísseis. Mas havia também uma mensagem diplomática: o ministro das Relações Exteriores do Irã pediu a Trump que usasse sua influência sobre Netanyahu para parar a guerra. Ele estava tentando abrir uma porta para negociação enquanto seu país se preparava para mais combate.

Inventor

Os brasileiros que estavam lá — eles conseguiram sair?

Model

A maioria conseguiu. Doze políticos atravessaram a fronteira com a Jordânia e estão a caminho de casa. Mas nem todos saíram. Um membro da delegação ficou, e o secretário de Segurança de Porto Alegre também optou por permanecer, dizendo que queria terminar sua missão.

Inventor

Qual é o risco real aqui? Estamos falando de uma guerra entre Israel e Irã, ou de algo maior?

Model

O risco maior é a entrada dos EUA. Se Trump decidir envolver militarmente os americanos, o Irã deixou claro que qualquer chance de negociação desaparece. Estamos em um momento onde uma decisão errada de qualquer lado pode transformar um conflito regional em algo muito maior.

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