Há padrões na história que se repetem com nova roupagem: líderes que se reconhecem além das fronteiras ideológicas, apostando no gesto pessoal onde a arquitetura institucional falhou. Trump, ao confirmar do Salão Oval que Kim Jong-un respondeu aos seus acenos diplomáticos e ao reduzir os exercícios militares com a Coreia do Sul, retoma uma aposta que já fez — e que já desmoronou — no seu primeiro mandato. O que está em jogo não é apenas a paz na península coreana, mas a pergunta mais antiga da diplomacia: pode a confiança entre dois homens substituir a confiança entre dois sistemas?