Trump afirma que Estreito de Ormuz está 'totalmente aberto' após negociações com Irã

O estreito está totalmente aberto e estamos negociando
Trump descreve a situação do Estreito de Ormuz após primeira rodada de negociações com o Irã.

Ao longo de décadas, o Estreito de Ormuz funcionou como termômetro das tensões entre o Ocidente e o Irã — e sua abertura ou fechamento sempre ecoou nos mercados e nas chancelarias do mundo. Nesta segunda-feira, Donald Trump declarou a passagem 'totalmente aberta' após a primeira rodada substantiva de negociações entre Washington e Teerã, um dia depois de conversas mediadas pelo Catar e pelo Paquistão que resultaram em canais diretos de comunicação e na promessa de descongelar doze bilhões de dólares em ativos iranianos. O que se desenha não é ainda a paz, mas talvez o primeiro esboço de uma arquitetura para ela — frágil, condicional, e dependente de avanços ainda por vir nas questões nuclear e libanesa.

  • O Estreito de Ormuz, por onde escoa um quinto do petróleo mundial, foi fechado pelo Irã no sábado após ataques israelenses no Líbano — ameaçando desfazer em horas o que levou semanas para ser construído.
  • As negociações de domingo em atmosfera descrita como positiva produziram um acordo concreto: uma linha direta de comunicação entre Teerã e Washington exclusivamente para a gestão do tráfego marítimo no estreito.
  • Trump anunciou fluxo de petróleo recorde pela passagem e reafirmou que parte central do acordo é impedir que o Irã desenvolva armas nucleares — elevando as apostas bem além do comércio de energia.
  • Doze bilhões de dólares em ativos iranianos congelados estão sendo liberados, o maior descongelamento em anos, sinalizando uma virada na postura econômica americana em relação a Teerã.
  • A estabilidade da via marítima permanece condicionada à desescalada no Líbano — um nó que ainda não foi desatado e que pode refechar o estreito a qualquer momento.

Donald Trump declarou nesta segunda-feira que o Estreito de Ormuz está 'totalmente aberto', descrevendo o fluxo de petróleo pela passagem como o maior já registrado. A afirmação veio um dia após a primeira rodada substantiva de negociações entre Washington e Teerã, que deu continuidade ao acordo preliminar de paz assinado na semana anterior.

Nas conversas mediadas pelo Catar e pelo Paquistão, os dois países concordaram em criar um grupo de trabalho para a questão nuclear iraniana e em trabalhar pela desescalada da guerra no Líbano. Mohammad Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano e principal negociador de Teerã, confirmou o estabelecimento de uma linha direta de comunicação com os americanos para gerir a passagem de navios pelo estreito — um mecanismo pensado para evitar incidentes na via marítima mais estratégica do mundo.

A reabertura oficial do estreito havia ocorrido na quarta-feira anterior, mas a situação permaneceu instável. Ataques israelenses no Líbano levaram o Irã a fechar novamente a passagem no sábado, condicionando sua reabertura ao fim dos combates. Essa questão pareceu ter sido endereçada nas conversas de domingo — sites de monitoramento marítimo voltaram a registrar navios comerciais transitando pela via.

Ghalibaf também anunciou que as conversas na Suíça finalizaram os preparativos para a liberação de doze bilhões de dólares em ativos iranianos congelados, o maior descongelamento em anos. O Irã não havia feito pronunciamento oficial sobre as declarações de Trump até o fechamento desta reportagem. O que permanece em aberto é se essa abertura inicial conseguirá sustentar-se enquanto as questões mais profundas — a desnuclearização iraniana e a paz no Líbano — continuam sendo negociadas.

Donald Trump declarou nesta segunda-feira que o Estreito de Ormuz está "totalmente aberto" e que os Estados Unidos estão "indo muito bem" na região. A afirmação veio um dia após a primeira rodada de negociações entre Washington e Teerã, continuando os esforços que começaram com a assinatura de um acordo de paz preliminar na semana anterior.

Durante coletiva de imprensa, Trump foi específico sobre o que via como progresso. Disse que os EUA receberam mais petróleo do que jamais havia passado pelo estreito no dia anterior, descrevendo o fluxo como abundante. Mas sua ênfase não foi apenas comercial. Trump também afirmou que parte do acordo envolvia garantir que o Irã nunca possuiria armas nucleares — uma questão central nas tensões entre os dois países há décadas.

As negociações de domingo ocorreram em atmosfera que negociadores do Catar e Paquistão descreveram como positiva. Os países concordaram em criar um grupo de trabalho dedicado à questão nuclear iraniana e em trabalhar pela desescalada da guerra no Líbano. Mohammad Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano e principal negociador de Teerã, confirmou que o Irã havia concordado em estabelecer uma linha direta de comunicação com os americanos especificamente sobre a passagem de navios pelo estreito, buscando evitar conflitos e incidentes na via marítima.

O Estreito de Ormuz não é um detalhe geográfico menor. Por ali passa aproximadamente um quinto de todo o petróleo comercializado no mundo. Sua reabertura oficial ocorreu na quarta-feira anterior, quando o acordo preliminar foi assinado. Mas a situação permaneceu frágil. Ataques israelenses no Líbano após a assinatura do acordo levaram o Irã a fechar novamente a passagem no sábado, condicionando sua reabertura ao fim dos combates no território libanês. Essa questão parecia ter sido resolvida nas conversas de domingo — sites de monitoramento de tráfego marítimo começaram a registrar navios comerciais passando pela via.

Ghalibaf também anunciou que as conversas na Suíça finalizaram os preparativos para a liberação de doze bilhões de dólares em ativos iranianos que haviam sido congelados. A cifra representa um dos maiores descongelamentos de fundos iranianos em anos, sinalizando uma mudança significativa na postura econômica dos EUA em relação a Teerã.

O Irã não havia feito pronunciamento oficial sobre as declarações de Trump até o momento da publicação desta reportagem. Mas a sequência de eventos — a assinatura do acordo preliminar, a primeira rodada de negociações substantivas, o estabelecimento de canais de comunicação diretos, e agora a liberação de fundos — sugere que ambos os lados estão movendo peças no tabuleiro. O que permanece em aberto é se essa abertura inicial conseguirá sustentar-se enquanto as questões mais profundas — a desnuclearização iraniana e a paz no Líbano — continuam sendo negociadas.

Temos o estreito aberto e temos um país que nunca terá uma arma nuclear, nunca, jamais terá uma arma nuclear
— Donald Trump, presidente dos EUA
Teerã concordou em estabelecer uma linha de comunicação com os norte-americanos sobre a passagem dos navios por Ormuz, para evitar conflitos e incidentes na via marítima
— Mohammad Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que Trump enfatizou especificamente o volume de petróleo passando pelo estreito?

Model

Porque petróleo é poder econômico. Se o fluxo está interrompido, os preços sobem, as economias sofrem. Trump estava sinalizando que a via está funcionando normalmente de novo — isso afeta diretamente o bolso dos americanos.

Inventor

O Irã fechou o estreito no sábado. O que mudou em dois dias?

Model

Os combates no Líbano continuam, mas aparentemente os negociadores encontraram uma forma de separar as questões. A linha de comunicação direta permite que ambos os lados evitem escalações acidentais enquanto discutem a paz libanesa em paralelo.

Inventor

Doze bilhões de dólares é muito dinheiro para descongelar de uma vez.

Model

É um sinal de confiança mútua. Os EUA estão apostando que o Irã vai cumprir o acordo sobre armas nucleares. O Irã está recebendo recursos para sua economia, que foi devastada pelas sanções. É uma troca.

Inventor

E se o Irã não cumprir?

Model

Aí a via fecha de novo, os preços do petróleo disparam, e voltamos ao ponto de partida. Por isso a linha de comunicação direta é tão importante — permite que ambos os lados resolvam problemas antes que virem crises.

Inventor

Qual é a próxima etapa?

Model

O grupo de trabalho sobre a questão nuclear começa a trabalhar. E o Líbano continua sendo o termômetro — enquanto houver combates lá, a confiança permanece frágil.

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