No coração do Sahel, onde o jihadismo avança e as grandes potências disputam influência, os Estados Unidos contemplam uma intervenção militar no Mali contra o JNIM, braço da Al Qaeda responsável por massacres e pelo assassinato de um ministro. A hesitação de Washington não nasce da falta de vontade, mas de um dilema geopolítico profundo: atacar seria arriscar um confronto direto com operadores militares russos instalados no país a convite da junta que governa Bamako. O Mali tornou-se, assim, um espelho das tensões que definem a ordem mundial contemporânea — onde a luta contra o terror e a riva
Trump avalia operação militar contra grupo afiliado à Al Qaeda no Mali
Aproximadamente 70 pessoas mortas em ataque do JNIM a escola militar em Bamako em setembro de 2024; ministro da Defesa do Mali assassinado em atentado suicida.