No coração do Sahel, onde impérios e insurgências sempre disputaram o controle da areia e das rotas, os Estados Unidos contemplam mais uma intervenção militar — desta vez no Mali, contra o JNIM, braço da Al Qaeda que cresce em poder e alcance. A decisão, porém, carrega um peso inédito: qualquer golpe americano pode ressoar como provocação às forças russas que operam ao lado da junta militar maliense, transformando um conflito regional em um choque de grandes potências. É o velho dilema da geopolítica — agir é arriscado, mas não agir também tem seu preço.
Trump avalia ataques militares no Mali contra grupo afiliado à Al Qaeda
Cerca de 70 pessoas mortas em ataque do JNIM a escola de treinamento militar em Bamako em setembro de 2024; ministro da Defesa do Mali morto em atentado suicida.