Em meio a negociações de paz que se arrastam há meses, Donald Trump anunciou a intenção de declarar o Estreito de Ormuz — passagem vital para um quinto do petróleo mundial — como território americano, uma afirmação que o direito internacional proíbe de forma explícita. A manobra revela menos uma política viável do que uma estratégia de pressão máxima sobre Teerã, onde o controle dessa rota estreita entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico tornou-se o nó central de qualquer acordo possível. A humanidade observa, mais uma vez, como a geografia do petróleo molda a gramática do poder.