Três scooters que marcaram época no Brasil antes da Zontes 368G

Scooter podia ser desejável pelo design e performance
Reflexão sobre o impacto da Yamaha T-Max no mercado brasileiro de duas rodas.

O mercado brasileiro de scooters tem uma história de surpresas bem documentadas: modelos que chegaram sem precedente, abriram categorias e deixaram rastros de valor e estilo que o tempo não apagou. Honda X-ADV, Yamaha T-Max e Dafra Citycom 300 são capítulos dessa narrativa de inovação incremental, cada um respondendo a uma pergunta diferente sobre o que uma scooter pode ser. A chegada da Zontes 368G não é um começo, mas uma continuação — mais um momento em que o mercado é convidado a expandir sua imaginação sobre mobilidade urbana e aventura.

  • Um segmento inteiro estava vazio: nenhuma scooter aventureira de média cilindrada havia sido lançada oficialmente no Brasil antes da Zontes 368G.
  • A Honda X-ADV desafiou o senso comum em 2017 ao unir posição elevada, suspensão de longo curso e motor de 750cc numa categoria que simplesmente não existia por aqui.
  • A Yamaha T-Max ficou apenas três anos no mercado oficial, mas sua carenagem agressiva e motor bicilíndrico de 530cc criaram uma referência de estilo que persiste quase uma década depois de sua saída.
  • Os valores FIPE de 2026 revelam que esses modelos resistem ao tempo: uma X-ADV de 2017 vale R$ 53.330 e uma T-Max do último ano de produção chega a R$ 56.892 no mercado usado.
  • A Zontes 368G herda esse legado de ruptura e enfrenta agora a mesma pergunta que seus predecessores responderam à força: será capaz de deixar marca duradoura?

A Zontes 368G inaugurou no Brasil um nicho que ninguém havia ocupado antes — o de scooter aventureira de média cilindrada. Mas o mercado brasileiro já conhece esse tipo de estreia. Três modelos anteriores chegaram com propostas igualmente ousadas e, cada um à sua maneira, redefiniram o que se esperava de uma scooter.

A Honda X-ADV foi a primeira a fazer essa aposta em grande escala. Lançada em 2017, combinava o conforto e a proteção típicos de uma scooter com suspensão de longo curso e motor bicilíndrico de 750cc — o mesmo da NC 750X —, entregando 58 cavalos e torque generoso para enfrentar trechos de terra. Era uma máquina de contradições produtivas, e o mercado respondeu: exemplares de 2017 ainda são avaliados em R$ 53.330 pela tabela FIPE de julho de 2026.

A Yamaha T-Max percorreu outro caminho. Presente no Brasil apenas entre 2014 e 2017, apostou numa pegada esportiva com motor de 530cc, carenagem agressiva e 46 cavalos — sem abrir mão da praticidade que define o segmento. Sua influência sobre o design de scooters persiste até hoje, e um exemplar do último ano de produção vale R$ 56.892 no mercado usado, número que diz muito sobre o peso simbólico do modelo. A Dafra Citycom 300 completa esse trio de pioneiros, tendo também conquistado seu espaço por inovação técnica ou domínio de nicho.

O que une esses três modelos é a capacidade de abrir ou consolidar categorias. A X-ADV mostrou que scooter podia ser grande e aventureira. A T-Max provou que podia ser desejável pelo design e pela performance. Agora cabe à Zontes 368G escrever seu próprio capítulo — e a pergunta que paira é se ela conseguirá deixar uma marca tão profunda quanto a de seus predecessores.

A Zontes 368G acaba de chegar ao Brasil com uma proposta que ninguém havia trazido antes: uma scooter aventureira de média cilindrada. Mas essa não é a primeira vez que o mercado brasileiro recebe uma scooter capaz de surpreender. Três modelos anteriores abriram caminho, cada um à sua maneira, estabelecendo categorias ou dominando nichos com força suficiente para deixar marca duradoura.

A Honda X-ADV foi a pioneira nessa conversa. Lançada em 2017, ela chegou ao Brasil como a primeira scooter com proposta touring e motor de 750 cilindradas a ser comercializada oficialmente. A máquina combinava características que pareciam contraditórias: a posição de pilotagem elevada e a proteção típicas de uma scooter, mas com suspensão de longo curso que permitia enfrentar trechos leves de terra. O motor bicilíndrico, o mesmo que equipava a NC 750X, entregava 58 cavalos a 6.750 rotações por minuto e 7,03 quilogramas-força de torque a 4.750 rpm. Segundo a tabela FIPE de julho de 2026, uma X-ADV de 2017 está avaliada em R$ 53.330, o que sugere que o modelo mantém valor no mercado usado.

A Yamaha T-Max seguiu caminho diferente, mas igualmente marcante. Esteve no Brasil por um período mais curto, de 2014 a 2017, mas sua relevância foi desproporcional ao tempo de permanência. Trouxe um motor bicilíndrico de 530 cilindradas capaz de gerar 46 cavalos a 6.750 rpm e 5,2 quilogramas-força de torque a 5.250 rpm. O que distinguia a T-Max era sua pegada mais esportiva e uma carenagem agressiva que mantinha, ainda assim, a praticidade característica das scooters. Apesar de ter saído do mercado oficial há quase uma década, seu estilo continua sendo referência. Um exemplar do último ano de produção é avaliado em R$ 56.892 pela FIPE.

A Dafra Citycom 300 completava o trio de modelos que marcaram época. Embora o texto não detalhe completamente suas especificações, sua inclusão nessa lista indica que também trouxe algo relevante ao segmento, seja por inovação técnica ou por domínio de mercado.

O que esses três modelos têm em comum é que cada um abriu ou consolidou um caminho. A X-ADV mostrou que era possível fazer uma scooter grande, confortável e capaz de aventura. A T-Max provou que scooter podia ser desejável pelo design e performance. Agora, com a Zontes 368G, o mercado recebe mais um capítulo dessa história de inovação contínua. O segmento de scooter aventureira de média cilindrada estava vazio, e essa máquina vem preenchê-lo. A pergunta que fica é se ela conseguirá deixar marca tão profunda quanto seus predecessores.

A X-ADV combinava a posição elevada e a proteção de uma scooter com capacidade para trechos leves de terra
— Especificações técnicas da Honda X-ADV
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que essas três scooters em particular? O que as torna dignas de serem lembradas?

Model

Cada uma fez algo que ninguém havia feito antes, ou fez tão bem que se tornou referência. A X-ADV criou a categoria de scooter touring grande. A T-Max trouxe esportividade e design agressivo para um veículo que era visto como prático e chato. A Citycom dominou seu nicho.

Inventor

A T-Max saiu do mercado em 2017. Por que ainda importa?

Model

Porque estilo não envelhece rápido. Pessoas ainda olham para uma T-Max e reconhecem aquela carenagem, aquele motor bicilíndrico. Ela estabeleceu um padrão visual que persiste.

Inventor

A X-ADV custa mais caro que a T-Max, segundo a FIPE. Isso reflete algo sobre o mercado?

Model

Reflete que a X-ADV é maior, mais versátil, e chegou mais recentemente. Mas também reflete que scooters grandes mantêm valor. Não são depreciadas como motos convencionais.

Inventor

A Zontes 368G é descrita como aventureira. Isso é novo?

Model

Sim. Nenhuma das três anteriores tinha essa proposta específica. A X-ADV era touring. A T-Max era esportiva. A Citycom era urbana. A Zontes ocupa um espaço que estava vazio.

Inventor

Qual é o legado real dessas máquinas?

Model

Mostraram que scooter não precisa ser apenas transporte. Pode ser aventura, pode ser desejo, pode ser identidade. Abriram o mercado para propostas mais ousadas.

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