Terremoto na Venezuela causa evacuações de prédios em Belém e Santarém

Moradores foram evacuados preventivamente de prédios em Belém e Santarém; não há relatos de ferimentos ou danos estruturais graves.
O chão começou a se mover, e ninguém sabia o que viria a seguir
Tremores originários da Venezuela alcançaram o Pará, acionando evacuações preventivas em Belém e Santarém.

Na noite de quarta-feira, um terremoto de magnitude 7,5 com epicentro na Venezuela atravessou fronteiras invisíveis e fez o chão tremer em cidades brasileiras como Belém, Santarém e Manaus. O fenômeno, originado perto de Montalbán a apenas 13 quilômetros de profundidade, lembrou às populações amazônicas que a terra não reconhece limites políticos. Autoridades responderam com prontidão, evacuando prédios preventivamente e acionando equipes técnicas — e, ao fim da noite, o susto havia se convertido em um exercício coletivo de resiliência urbana.

  • Um terremoto de magnitude 7,5 sacudiu a Venezuela e seus tremores cruzaram centenas de quilômetros, alcançando o coração da Amazônia brasileira enquanto moradores assistiam ao jogo do Brasil.
  • Em Belém, moradores dos andares mais altos desceram em pânico pelas escadas, alguns buscando abrigo na casa de parentes, enquanto objetos balançavam e luminárias oscilavam em Santarém.
  • Prefeito e governadores acionaram Defesa Civil e Corpo de Bombeiros em regime de emergência, evacuando prédios em bairros como Umarizal, Cremação, Jurunas e Pedreira para inspeções estruturais.
  • Após vistorias completas — incluindo elevadores e fundações —, os bombeiros não encontraram danos aparentes e liberaram os edifícios para uso normal, devolvendo a calma à população.
  • O monitoramento continua pela Rede Sismográfica Brasileira, enquanto o epicentro venezuelano já havia causado desabamentos em Caracas, evidenciando a escala real do evento.

Na noite de quarta-feira, enquanto muitos paraenses acompanhavam o jogo do Brasil, o chão começou a se mover. Um terremoto de magnitude 7,5 havia se originado na Venezuela, perto da cidade de Montalbán, a apenas 13 quilômetros de profundidade. Os tremores atravessaram fronteiras e chegaram ao Pará, sacudindo prédios em Belém e Santarém com força suficiente para alarmar moradores e ativar protocolos de segurança em toda a região.

Em Belém, os tremores foram percebidos em bairros como Umarizal, Cremação e Batista Campos. O prefeito Igor Normando acionou rapidamente a Defesa Civil Municipal em parceria com a estadual, e prédios em vários bairros foram evacuados para que equipes técnicas avaliassem suas estruturas. No Batista Campos, moradores do 33º andar de um edifício sentiram o tremor com força considerável e desceram correndo — alguns em busca de refúgio na casa de parentes. O professor Luiz Cláudio Fernandes, que estava no térreo, não percebeu nada, mas testemunhou a agitação dos vizinhos dos andares superiores. Após análise do Corpo de Bombeiros, o prédio foi liberado sem registro de danos.

Em Santarém, a experiência foi semelhante. Moradores de pelo menos cinco edifícios relataram móveis, luminárias e objetos balançando de forma inusitada — alguns chegaram a pensar que estavam sentindo tontura antes de perceber que o fenômeno era externo. O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado para vistoriar ao menos quatro prédios, inspecionando elevadores e estruturas, e liberou todos após constatar ausência de danos aparentes.

O terremoto havia atingido a Venezuela com força devastadora, causando desabamentos em Caracas e deixando claro que não se tratava de um tremor menor. Seus efeitos também foram sentidos em Manaus, onde moradores igualmente evacuaram alguns edifícios por precaução. Até o momento, não há relatos de ferimentos ou danos estruturais graves no Brasil. O que começou como um susto durante uma partida de futebol converteu-se em um exercício bem coordenado de resposta a emergências, com órgãos municipais e estaduais trabalhando juntos enquanto a Rede Sismográfica Brasileira segue monitorando a situação.

Na noite de quarta-feira, quando muitos paraenses acompanhavam o jogo do Brasil, o chão começou a se mover. Um terremoto de magnitude 7,5 havia se originado na Venezuela, a 168 quilômetros de Caracas, na cidade de Montalbán, a uma profundidade de 13 quilômetros. Os tremores atravessaram fronteiras e chegaram ao Pará, sacudindo prédios em Belém e Santarém com força suficiente para alarmar moradores e ativar protocolos de segurança em toda a região.

Em Belém, os tremores foram percebidos em vários pontos da cidade. Na rua Antônio Barreto, no bairro Umarizal, na rua Engenheiro Fernando Guilhon, na Cremação, e na travessa dos Apinagés, em Batista Campos, moradores sentiram o fenômeno com clareza. O prefeito Igor Normando, do PSDB, rapidamente acionou a Defesa Civil Municipal em parceria com a Defesa Civil Estadual para monitorar a situação. Como medida de precaução, prédios nos bairros do Umarizal, Jurunas, Cremação e Pedreira foram evacuados para que equipes técnicas pudessem avaliar suas estruturas. A orientação às pessoas era manter a calma e seguir as recomendações dos órgãos responsáveis.

No bairro Batista Campos, a experiência foi particularmente intensa para quem morava nos andares mais altos. Um professor universitário chamado Luiz Cláudio Fernandes relatou que moradores do 33º andar de seu prédio sentiram o tremor com força considerável. Ele estava na academia do edifício, no térreo, e não percebeu nada, mas as pessoas dos andares superiores desceram correndo, algumas procurando refúgio em casas de parentes. O síndico do prédio informou que, após análise do Corpo de Bombeiros, a estrutura foi liberada para uso normal. Os bombeiros não encontraram nenhum abalo aparente e autorizaram todos os moradores a retornarem aos seus apartamentos.

Em Santarém, no sudoeste do Pará, a situação foi semelhante. Moradores de pelo menos cinco prédios relataram tremores na mesma noite. Os sinais foram percebidos através da movimentação de objetos dentro dos apartamentos — móveis, luminárias e outros itens balançando de forma inusitada. Algumas pessoas chegaram a pensar que estavam passando mal ou sentindo tontura, até perceberem que o fenômeno era externo. Por precaução, os edifícios foram evacuados e o Corpo de Bombeiros Militar foi acionado para atender ocorrências em pelo menos quatro deles. As equipes realizaram vistorias completas, incluindo inspeções nos elevadores e nas estruturas dos prédios.

O terremoto que causou todo esse movimento havia atingido a Venezuela com força devastadora. Prédios desabaram em Caracas, a capital do país, deixando claro que o tremor não era um fenômeno menor. O epicentro, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, ficava a 13 quilômetros de profundidade, o que ajuda a explicar por que seus efeitos foram sentidos tão longe — não apenas no Pará, mas também em Manaus, onde moradores também deixaram alguns prédios como medida de segurança.

As autoridades do Pará continuam monitorando a situação através da Rede Sismográfica Brasileira, que foi contatada para fornecer informações sobre possíveis abalos sísmicos registrados nas cidades afetadas. Até o momento, não há relatos de ferimentos ou danos estruturais graves nos prédios evacuados. O que começou como um susto durante um jogo de futebol transformou-se em um exercício bem coordenado de resposta a emergências, com órgãos municipais e estaduais trabalhando juntos para garantir a segurança da população.

Muita gente sentiu, principalmente os dos andares mais altos, como o 33. Todo mundo desceu correndo. Algumas famílias foram para casas de parentes.
— Luiz Cláudio Fernandes, professor universitário em Batista Campos
O prédio está liberado para acesso normal aos apartamentos. Não teve nenhum abalo aparente, de acordo com a análise feita.
— Síndico do prédio em Batista Campos
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que os tremores foram sentidos com tanta intensidade nos andares mais altos?

Model

A energia sísmica viaja através do solo e das estruturas dos prédios. Quanto mais alto você está, mais o edifício amplifica o movimento — é como estar no topo de uma árvore durante o vento, enquanto a raiz mal se mexe.

Inventor

Os prédios realmente corriam risco de desabar?

Model

Não parece ter sido o caso aqui. Os bombeiros fizeram inspeções e liberaram tudo. Mas a precaução era necessária — ninguém sabia a magnitude real do tremor no momento em que começou a acontecer.

Inventor

Como as autoridades conseguiram agir tão rápido?

Model

Tinham protocolos prontos. A Defesa Civil Municipal e estadual já trabalham juntas, e o Corpo de Bombeiros tem experiência com esse tipo de situação. Quando o tremor começou, acionaram tudo simultaneamente.

Inventor

O que diferencia Belém e Santarém na resposta?

Model

Basicamente o mesmo protocolo, mas em escalas diferentes. Belém tem mais estrutura administrativa, então a resposta foi mais coordenada. Santarém teve que contar mais com o Corpo de Bombeiros para as vistorias.

Inventor

Por que as pessoas desceram correndo se não havia perigo real?

Model

Porque ninguém sabia disso no momento. Você sente o chão se mexer, móveis balançarem, e o instinto é sair do prédio. A segurança vem depois da análise técnica.

Inventor

Isso vai mudar algo na forma como as cidades se preparam para terremotos?

Model

Provavelmente vai gerar conversas sobre reforço estrutural e protocolos de resposta. Mas o Pará não está em zona de alto risco sísmico como outras regiões do Brasil, então pode ser visto como um evento isolado.

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