Quando uma instituição aplica critérios distintos para condutas idênticas, ela não apenas julga casos — ela revela sua própria hierarquia de valores. No Tribunal de Justiça de São Paulo, advogados que citaram precedentes inexistentes gerados por inteligência artificial foram punidos por litigância de má-fé, enquanto um magistrado que cometeu o mesmo erro foi poupado de processo disciplinar sob o argumento de que ainda está 'aprendendo'. A simetria ausente entre quem julga e quem é julgado coloca em questão não a tecnologia em si, mas a igualdade perante as regras que a regulam.