No restaurante, penso na cadeira. No ônibus, torço para deixarem eu entrar pela porta de trás.
Aos 33 anos, a influenciadora e dançarina Thais Carla atravessou uma transformação de cinco meses que vai além da balança: após um bypass gástrico realizado em São Paulo, ela passou de 200kg para 130kg, reencontrando movimentos que havia abandonado há mais de uma década. Mais do que uma história de perda de peso, o que ela narra é o desfecho de um esgotamento silencioso — o peso invisível da gordofobia estrutural que moldou cada cadeira de restaurante, cada porta de ônibus, cada olhar alheio. A jornada continua, com novos 40kg no horizonte e a promessa de que o corpo, como a vida, ainda está sendo reescrito.
- Em apenas cinco meses, Thais Carla eliminou 70kg após bypass gástrico, passando de 200kg para 130kg — uma mudança que ela própria ainda processa com espanto ao vestir uma calça jeans tamanho 54.
- A revelação veio durante uma visita à casa da influenciadora Maya Massafera, em São Paulo, e rapidamente gerou comoção nas redes sociais, reacendendo debates sobre gordofobia, saúde e autonomia corporal.
- Thais descreveu a decisão pela cirurgia não como escolha estética, mas como resposta a um esgotamento emocional profundo — anos de humilhações cotidianas em restaurantes, ônibus e espaços públicos que tratavam seu corpo como problema.
- A recuperação avança em etapas rigorosas: de líquidos a pastosos, agora chegando a torradas e carnes macias, enquanto ela retoma aulas de balé após 13 anos de ausência dos estúdios.
- Com a meta de perder mais 40kg e cirurgias de remoção de pele no horizonte, Thais deixa claro que a transformação está em curso — e que o caminho ainda é longo, mas agora é dela.
Cinco meses após se submeter a um bypass gástrico, Thais Carla revelou ao público uma transformação que ela mesma ainda assimila: a influenciadora e dançarina de 33 anos passou de 200kg para 130kg, eliminando 70 quilogramas em um período que ela descreve como intenso e gradual. A revelação aconteceu durante uma visita à casa da amiga Maya Massafera, em São Paulo, registrada em vídeo.
A mudança se traduz em detalhes concretos: o manequim das calças caiu do 66 para o 54, e Thais voltou às aulas de balé depois de 13 anos longe dos estúdios. "Gente, olha essa calça jeans que eu estou vestindo agora, tô chocada", disse, ainda processando o que vê no espelho. A meta agora é perder mais 40kg, e ela fala sobre isso com leveza e determinação — sem ignorar que o excesso de pele exigirá futuras intervenções cirúrgicas.
O bypass gástrico, técnica que reduz o estômago e desvia parte do intestino, impôs uma recuperação alimentar rigorosa: líquidos, depois pastosos, e agora alimentos mais sólidos como frutas, carnes macias e torradas. Mas o que Thais mais quis explicar foi o que a levou até a mesa de cirurgia — não uma decisão estética, mas o resultado de um esgotamento emocional acumulado ao longo de anos.
"As pessoas acham que gordofobia é só alguém não gostar de gordo, mas é estrutural", disse ela, descrevendo como essa discriminação se infiltrava em situações banais: a ansiedade diante de cadeiras de restaurante, a esperança de conseguir entrar pela porta de trás do ônibus. Eram humilhações pequenas, cotidianas e invisíveis para quem não as vive — mas que pesavam, segundo ela, tanto quanto o próprio corpo.
Cinco meses. Esse é o tempo que levou para Thais Carla, aos 33 anos, descer da balança com 70 quilogramas a menos. A influenciadora e dançarina se submeteu a um bypass gástrico e passou de 200kg para os atuais 130kg — uma transformação que ela revelou em um vídeo postado por Maya Massafera na última sexta-feira, durante uma visita à casa da amiga em São Paulo.
A mudança é visível até nas roupas. Thais contou que conseguiu reduzir o número das calças que veste, pulando do tamanho 66 para o 54. "Gente, olha essa calça jeans que eu estou vestindo agora, tô chocada", disse, ainda processando a própria transformação. Com isso, ela retomou atividades que havia deixado para trás — voltou às aulas de balé depois de 13 anos longe dos estúdios.
Mas a jornada não termina aqui. Thais estabeleceu uma nova meta: perder mais 40 quilogramas. "Perdi 70, 71kg, por aí. Daqui a pouco, vocês vão ver só os peitinhos, de ninfeta", brincou, deixando claro que o objetivo é continuar emagrecendo. Ela também reconheceu que há um caminho longo pela frente quando o assunto é o excesso de pele. "Faz só 4 meses que fiz a cirurgia, calma. Ainda falta um processo longo até eu tirar minhas peles", respondeu aos questionamentos frequentes sobre futuras intervenções estéticas.
O procedimento escolhido por ela, o bypass gástrico, funciona reduzindo o tamanho do estômago e desviando parte do intestino, o que diminui a absorção dos alimentos. A recuperação exigiu uma dieta rigorosa e gradual — começou com líquidos, passou por alimentos pastosos e agora ela consegue mastigar coisas mais sólidas. "Agora já consigo mastigar algumas coisas, tipo uma torradinha. Frutas estão liberadas, carnes também, desde que bem macias", explicou o estágio atual de sua alimentação.
Mas para além dos números na balança e dos tamanhos de roupa, Thais descreveu a decisão pela cirurgia como o resultado de um esgotamento emocional profundo. A dançarina falou sobre como a gordofobia impactou sua vida em múltiplas dimensões — não apenas na mobilidade do corpo, mas também no julgamento constante que enfrentava. "As pessoas acham que gordofobia é só alguém não gostar de gordo, mas é estrutural", disse, revelando como essa discriminação se manifestava em situações cotidianas. "No restaurante, penso na cadeira. No ônibus, torço para deixarem eu entrar pela porta de trás." Essas pequenas humilhações, acumuladas dia após dia, pesavam tanto quanto o próprio peso do corpo.
Citas Notables
As pessoas acham que gordofobia é só alguém não gostar de gordo, mas é estrutural— Thais Carla
Faz só 4 meses que fiz a cirurgia, calma. Ainda falta um processo longo até eu tirar minhas peles— Thais Carla
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Quando você lê que ela perdeu 70kg em cinco meses, qual é a primeira coisa que vem à cabeça?
Que é um número impressionante, mas que também revela o quanto ela estava carregando — literalmente e emocionalmente. Não é só sobre a balança.
Ela voltou a fazer balé depois de 13 anos. O que isso significa?
Significa que o corpo dela estava impedindo coisas que ela amava. Não era só uma questão estética. Era mobilidade, era liberdade, era poder fazer o que gostava.
Ela fala muito sobre gordofobia estrutural. Por que isso importa mais do que o número de quilogramas perdidos?
Porque explica por que ela fez a cirurgia. Não foi vaidade. Foi cansaço de ser tratada como um problema em cada espaço público — na cadeira do restaurante, na porta do ônibus.
Ela ainda quer perder mais 40kg. Isso é ambição ou é pressão?
Provavelmente os dois. Mas ela também deixa claro que não está com pressa — recusa as perguntas sobre cirurgia de pele dizendo que faz só 4 meses. Há uma sabedoria nisso.
O bypass gástrico é uma decisão permanente. Como ela fala sobre isso?
Com realismo. Ela descreve a dieta, os estágios da recuperação, o que pode e não pode comer. Não romantiza. É um procedimento que muda a vida, e ela está vivendo isso dia a dia.