Itamaraty confirma morte de dois brasileiros em terremotos na Venezuela

Dois brasileiros morreram em desabamentos; 188 mortos confirmados e 1.520 feridos na Venezuela; estimativas indicam possibilidade de mais de 10 mil vítimas.
Menos de um minuto entre eles, cinco quilômetros de distância
Os dois terremotos ocorreram em rápida sequência em áreas densamente populadas, amplificando a destruição.

Na noite de 24 de junho, dois terremotos sucessivos de magnitudes 7,2 e 7,5 sacudiram a Venezuela em menos de um minuto, ceifando vidas em cidades densamente habitadas e lembrando ao mundo a vulnerabilidade das construções humanas diante das forças da terra. Entre os 188 mortos confirmados estão dois cidadãos brasileiros, cujas mortes em desabamentos separados aproximaram o Brasil da tragédia venezuelana de forma irreversível. Diante da dor compartilhada, o governo brasileiro mobilizou bombeiros, técnicos e equipamentos humanitários — um gesto que atravessa fronteiras políticas em nome da solidariedade mais elementar.

  • Dois terremotos quase simultâneos, com epicentros a apenas cinco quilômetros de distância, transformaram bairros inteiros de Caracas e La Guaira em escombros em questão de segundos.
  • O número oficial de 188 mortos e 1.520 feridos pode ser apenas a superfície: estimativas geológicas americanas apontam para a possibilidade de mais de dez mil vítimas fatais.
  • Dois brasileiros morreram em desabamentos separados — um em Caracas, outro em local ainda apurado —, forçando o Itamaraty a acionar assistência consular de emergência para as famílias.
  • O aeroporto internacional de Caracas foi fechado e réplicas continuam a atingir a região costeira, dificultando o acesso das equipes de resgate às áreas mais destruídas.
  • O Brasil responde com uma missão em dois tempos: 36 bombeiros e nove toneladas de equipamentos partem na sexta-feira, seguidos no sábado por um hospital de campanha, purificadores de água e suprimentos médicos.

Dois cidadãos brasileiros estão entre as vítimas dos terremotos que devastaram a Venezuela na noite de quarta-feira, 24 de junho. O Ministério das Relações Exteriores confirmou as mortes na quinta-feira, informando que ambos pereceram em desabamentos distintos — um em Caracas, o outro em local ainda sob apuração — sem qualquer vínculo familiar entre si.

Os dois tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram em sequência de menos de um minuto, com epicentros separados por apenas cinco quilômetros. A profundidade rasa dos abalos amplificou a destruição nas áreas densamente povoadas de La Guaira e Caracas. O aeroporto internacional da capital foi fechado, e réplicas continuaram a castigar a região costeira. As autoridades venezuelanas confirmaram 188 mortos e 1.520 feridos, mas estimativas do Serviço Geológico dos Estados Unidos sugerem que o número de vítimas fatais pode ultrapassar dez mil.

O presidente Lula conversou com a presidente interina Delcy Rodríguez e anunciou ajuda humanitária imediata. Na sexta-feira, um avião KC-390 da Força Aérea Brasileira partiria de Guarulhos com 36 bombeiros de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, técnicos da Defesa Civil e da Anatel, além de nove toneladas de equipamentos de busca e resgate urbano. No sábado, um segundo voo levaria estrutura para hospital de campanha, cem purificadores de água com painéis solares e material médico-cirúrgico.

A embaixada brasileira em Caracas orientou os compatriotas no país a acompanhar os comunicados oficiais. Delcy Rodríguez decretou estado de emergência e mobilizou equipes de resgate em todo o território afetado, enquanto o Itamaraty prestava assistência consular às famílias dos dois brasileiros mortos.

Dois cidadãos brasileiros estão entre as vítimas confirmadas dos terremotos que sacudiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24 de junho). O Ministério de Relações Exteriores confirmou as mortes nesta quinta-feira (25), informando que ambos faleceram em desabamentos separados — um em Caracas, a capital, e outro cuja localização ainda estava sendo apurada. As vítimas não tinham ligação familiar entre si.

Os dois tremores, com magnitudes de 7,2 e 7,5, ocorreram em sequência rápida, com menos de um minuto entre eles e apenas cinco quilômetros de distância entre os epicentros. O tremor mais intenso teve seu epicentro registrado em El Guayabo, a 168 quilômetros de Caracas. Até o momento da última atualização, as autoridades confirmavam 188 mortes e 1.520 feridos em toda a Venezuela, mas estimativas do Serviço Geológico dos Estados Unidos sugerem que o número final de vítimas fatais pode ultrapassar dez mil pessoas.

A destruição foi particularmente severa porque os tremores ocorreram em áreas densamente povoadas e em profundidade rasa — quanto mais próximo da superfície, mais intensamente o terremoto é sentido. A cidade costeira de La Guaira, próxima à capital, sofreu danos estruturais graves. O aeroporto internacional de Caracas foi fechado. Réplicas continuaram a afetar cidades costeiras na região.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e anunciou que o Brasil enviará ajuda humanitária imediata. Na sexta-feira (26) pela manhã, um avião KC-390 da Força Aérea Brasileira partirá do Aeroporto de Guarulhos levando 36 bombeiros dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, além de técnicos da Defesa Civil Nacional e da Agência Nacional de Telecomunicações. A missão transportará nove toneladas de equipamentos especializados para operações de busca e resgate urbano.

No sábado (27), um segundo avião será enviado com equipamentos para montar um hospital de campanha, cem purificadores de água com painéis solares, medicamentos e material médico para cirurgias. A embaixada brasileira em Caracas recomenda que os cidadãos brasileiros no país mantenham-se atentos aos comunicados oficiais e acompanhem as publicações nos canais de informação da representação diplomática.

Delcy Rodríguez decretou estado de emergência na Venezuela e mobilizou equipes de resgate, segurança e defesa civil para as áreas afetadas. O Ministério de Relações Exteriores informou que está prestando assistência consular às famílias dos brasileiros falecidos.

O MRE informa, com grande pesar, o falecimento de uma cidadã e um cidadão brasileiros em consequência dos terremotos que atingiram a Venezuela
— Ministério de Relações Exteriores
Vamos enviar, nesta sexta pela manhã, uma missão humanitária de busca e resgate urbano, em avião KC-390 da FAB, que sairá do Aeroporto de Guarulhos, com 36 bombeiros dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná
— Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
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Inventor

Por que a magnitude desses terremotos foi tão devastadora se comparada a outros?

Model

A profundidade rasa foi decisiva. Quanto mais perto da superfície, mais energia se transmite para cima. Além disso, ocorreram em áreas densamente populadas, em cidades como Caracas e La Guaira, onde edifícios desabaram sobre pessoas.

Inventor

Os dois brasileiros — havia algo que os conectava?

Model

Não. Não eram da mesma família. Morreram em desabamentos diferentes, em locais distintos. Uma morte em Caracas, a outra ainda estava sendo investigada quando a notícia foi confirmada.

Inventor

O intervalo entre os dois tremores importa?

Model

Muito. Menos de um minuto entre eles, com apenas cinco quilômetros de distância. Significa que as estruturas já enfraquecidas pelo primeiro tremor desabaram durante o segundo. Não houve tempo para as pessoas saírem.

Inventor

As estimativas de dez mil mortos — como chegaram a esse número?

Model

O Serviço Geológico dos EUA fez um cálculo baseado em variáveis: magnitude, profundidade, densidade populacional. Mas até agora apenas 188 mortes foram confirmadas. O número real pode estar entre esses dois extremos.

Inventor

O Brasil está respondendo rápido?

Model

Sim. Lula conversou com a presidente interina e já anunciou missões para sexta e sábado. Bombeiros, técnicos, equipamentos de resgate, hospital de campanha. Não é uma resposta lenta.

Inventor

Qual é o risco agora para os brasileiros que estão lá?

Model

A embaixada recomenda que fiquem atentos, que acompanhem os canais oficiais. As réplicas continuam. A infraestrutura está comprometida — o aeroporto fechou. Mas não há recomendação de evacuação em massa, apenas vigilância.

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