As pessoas saíram correndo de suas casas, muitos recitando o Corão
Na confluência das placas tectônicas eurasiática e indiana, onde a Terra nunca descansa por completo, um tremor de magnitude 6,5 sacudiu o nordeste do Afeganistão e o Paquistão na noite de 21 de março de 2023. Com epicentro próximo à cidade de Jurm, a mais de 187 quilômetros de profundidade, o abalo durou pelo menos trinta segundos — tempo suficiente para que o medo atravessasse fronteiras. A região carrega a memória viva de 2022, quando um terremoto menor deixou mais de mil mortos na província de Paktika, lembrando que a vulnerabilidade dessas comunidades não é episódica, mas estrutural.
- Um tremor de 30 segundos expulsou pessoas de suas casas em Rawalpindi e Lahore, com cenas de pânico nas ruas e moradores recitando o Corão em busca de amparo.
- O epicentro, situado numa tríplice fronteira entre Paquistão, Afeganistão e Tadjiquistão, ativou uma das zonas sísmicas mais instáveis do planeta.
- A profundidade de 187 quilômetros amorteceu parte do impacto, mas não impediu que o abalo fosse sentido com intensidade em cidades distantes do epicentro.
- A sombra do terremoto de 2022 em Paktika — mais de mil mortos, dezenas de milhares desabrigados — pesou sobre cada relato que chegava desta nova ocorrência.
- Até o momento do registro, não havia confirmação de vítimas fatais, mas o monitoramento contínuo da região permanece urgente diante do histórico devastador.
Na noite de 21 de março, a terra voltou a se mover com violência no coração da Ásia Central. O terremoto de magnitude 6,5 registrado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos teve epicentro no nordeste do Afeganistão, perto da cidade de Jurm, numa região onde três países — Paquistão, Afeganistão e Tadjiquistão — compartilham fronteiras e uma mesma instabilidade geológica profunda.
O tremor durou pelo menos trinta segundos e foi sentido em cidades paquistanesas como Rawalpindi e Lahore. Testemunhas descreveram pânico imediato: pessoas correndo para as ruas, muitas recitando o Corão enquanto buscavam segurança. A duração prolongada do abalo foi suficiente para que o terror se instalasse antes que o movimento cessasse.
A explicação para tamanha frequência sísmica está na geologia da região. O Hindu Kush situa-se exatamente onde as placas tectônicas eurasiática e indiana se encontram, num choque lento e contínuo que mantém o solo em permanente tensão. O epicentro deste tremor estava a mais de 187 quilômetros de profundidade — o que atenuou parte dos danos, mas não apagou o medo.
Esse medo tem endereço e data. Em junho de 2022, um terremoto de magnitude 5,9 devastou a província de Paktika, matando mais de mil pessoas e deixando dezenas de milhares sem teto — o sismo mais letal da região em 25 anos. A memória daquele desastre permanecia viva quando a terra voltou a tremer, reacendendo a consciência de que, para quem vive sobre essa zona de instabilidade, o próximo terremoto nunca está muito longe.
Na noite de terça-feira, 21 de março, a terra tremeu com força suficiente para expulsar pessoas de suas casas em duas nações. O terremoto que sacudiu o Paquistão e o Afeganistão alcançou magnitude 6,5 segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, durando pelo menos trinta segundos — tempo suficiente para que o medo tomasse conta.
O epicentro localizava-se no nordeste do Afeganistão, próximo à cidade de Jurm, numa região de fronteiras triplas onde Paquistão, Afeganistão e Tadjiquistão se encontram. A profundidade do tremor ultrapassava 187 quilômetros, o que o colocava bem abaixo da superfície terrestre. Essa localização não era acidental. A região do Hindu Kush, onde o sismo ocorreu, situa-se exatamente na confluência das placas tectônicas eurasiática e indiana — um ponto de encontro geológico onde a Terra está constantemente em movimento, conforme explicou o Centro Sismológico Euro-Mediterrâneo.
Em Rawalpindi, cidade paquistanesa, testemunhas descreveram cenas de pânico imediato. As pessoas saíram correndo de suas casas, muitas delas recitando o Corão enquanto buscavam segurança nas ruas. Relatos similares chegaram de Lahore e do Afeganistão, onde o tremor foi igualmente sentido com intensidade. A duração prolongada do abalo — mais de trinta segundos — permitiu que o terror se instalasse completamente antes que o movimento cessasse.
Essa região conhece bem o preço dos terremotos. Menos de um ano antes, em 22 de junho de 2022, um tremor de magnitude 5,9 havia devastado a província de Paktika, uma das mais pobres do Afeganistão. Aquele sismo matou mais de mil pessoas e deixou dezenas de milhares sem casa. Foi o terremoto mais letal a atingir a região em vinte e cinco anos. A memória daquele desastre permanecia fresca quando este novo tremor sacudiu a mesma área geográfica, reacendendo medos antigos e lembrando a vulnerabilidade das comunidades que vivem sobre essa zona de instabilidade tectônica contínua.
Citas Notables
As pessoas saíram correndo de suas casas. Muitos recitavam o Corão— Correspondente da AFP em Rawalpindi
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que essa região específica é tão propensa a terremotos?
Porque está literalmente no ponto onde duas placas tectônicas gigantescas se encontram e colidem. A placa indiana está empurrando para o norte, a eurasiática está resistindo. O Hindu Kush é o resultado dessa pressão imensa — e continua sendo o lugar onde essa pressão se libera.
Trinta segundos é muito tempo para um tremor?
É o suficiente. Trinta segundos de movimento contínuo não é um abalo rápido — é tempo para as estruturas começarem a falhar, para as pessoas entrarem em pânico real, para o medo tomar conta completamente.
Por que o terremoto de 2022 matou mais de mil pessoas?
Paktika é uma das províncias mais pobres do Afeganistão. As construções não têm a resistência sísmica que deveriam ter. Quando a terra se move com força, casas de adobe e estruturas frágeis desabam. Pobreza e terremotos são uma combinação letal.
Esse terremoto de 6,5 será tão mortal quanto o de 2022?
Não sabemos ainda. Esse foi mais profundo — 187 quilômetros — o que pode ter dissipado parte da energia. Mas a magnitude foi maior. Tudo depende de onde exatamente as estruturas estavam e quão bem construídas eram.